Manzoni acusa PT de manter estrutura de ataques digitais
Deputado federal eleito pelo Distrito Federal fez a acusação durante entrevista e vinculou sua fala à disputa presidencial do segundo turno.

O deputado federal eleito Thiago Manzoni (PL-DF) acusou nesta terça-feira (13) o Partido dos Trabalhadores de manter uma estrutura destinada a produzir “ódio” e “mentira”. A declaração foi feita durante entrevista sobre a reta final do segundo turno presidencial.
O Metrópoles publicou a fala e o vídeo da entrevista, atribuindo claramente a acusação ao parlamentar. A apuração eleitoral da Band, baseada nos dados do TSE, confirma que Manzoni foi eleito deputado federal pelo Distrito Federal com 90.418 votos, equivalentes a 5,41% dos votos válidos.
Manzoni afirmou que o PT teria entrado em “modo desespero” diante da campanha de Flávio Bolsonaro. Ele não apresentou, no trecho divulgado, documentos ou nomes de integrantes de uma suposta estrutura organizada. A afirmação deve, portanto, ser tratada como acusação política, não como comprovação de conduta ilegal.
A entrevista foi publicada a menos de duas semanas da votação marcada para 25 de outubro. Nesse período, as campanhas intensificam declarações sobre redes sociais, desinformação e estratégias digitais para disputar eleitores ainda indecisos.
Acusação surgiu na reta final
O deputado eleito relacionou sua crítica à circulação de mensagens contra a candidatura do PL. Segundo ele, a legenda governista estaria repetindo práticas que seus integrantes atribuíram à direita nos últimos anos. A reportagem de origem não apresentou resposta do PT à acusação no material consultado.
O título usado pelo Metrópoles preservou o verbo de atribuição — “diz deputado do PL” — e não apresentou a frase como conclusão própria do veículo. Essa distinção é essencial: o fato verificável é que Manzoni fez a declaração; a existência da estrutura descrita por ele dependeria de evidências adicionais.
Acusações sobre “gabinetes” digitais ganharam espaço na política brasileira em investigações, campanhas e disputas no Judiciário. O uso da expressão carrega peso político e pode sugerir coordenação institucional, motivo pelo qual a identificação de responsáveis, recursos e métodos seria necessária para transformar discurso eleitoral em denúncia comprovável.
Manzoni também declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro e afirmou que pretende, na Câmara, defender anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e apoiar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. Esses posicionamentos o colocam entre os parlamentares eleitos com agenda de confronto institucional.
Eleições pautam discurso do deputado
Eleito por quociente partidário, Manzoni ocupará uma das oito cadeiras do Distrito Federal na Câmara dos Deputados. Sua votação foi a quarta maior entre os eleitos da unidade da Federação, conforme a totalização divulgada por veículos que reproduzem os dados do TSE.
A passagem da Câmara Legislativa distrital para o Congresso amplia o alcance nacional de suas posições. Durante a campanha, ele associou sua candidatura a pautas conservadoras, críticas ao PT e mudanças na relação entre Legislativo e Judiciário.
Na entrevista, o parlamentar procurou enquadrar a eleição presidencial como rejeição ao governo Lula. Essa leitura representa o argumento político do entrevistado e não substitui pesquisas, resultados oficiais ou outras medições sobre a preferência do eleitorado no segundo turno.
A cobertura responsável exige a mesma régua para acusações vindas de qualquer campo: registrar quem falou, expor o interesse eleitoral, buscar elementos verificáveis e evitar que uma frase de campanha se transforme em fato consumado. Até que sejam apresentados dados concretos, a afirmação permanece como posição de Manzoni na disputa entre PL e PT.
Em resumo
Ele acusou o partido de manter uma estrutura para produzir ódio e mentiras durante a campanha eleitoral.
Não. No trecho divulgado, o deputado não apresentou documentos ou nomes que comprovassem a estrutura mencionada.
Ele foi eleito deputado federal pelo Distrito Federal com 90.418 votos, ou 5,41% dos votos válidos.
O deputado eleito apoia Flávio Bolsonaro e critica a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva.
Manzoni citou anistia aos condenados pelo 8 de janeiro e apoio a pedidos de impeachment contra ministros do STF.