Suplente de Marina articula encontros com sindicatos para ampliar apoio em São Paulo
Antonio Neto, suplente na chapa de Marina Silva ao Senado, programou encontros regionais com dirigentes sindicais e movimentos populares.

O sindicalista Antonio Neto, do PDT, iniciou uma série de encontros regionais com dirigentes sindicais e representantes de movimentos populares para mobilizar apoio à candidatura de Marina Silva ao Senado por São Paulo. Neto integra a chapa como suplente e preside a Central dos Sindicatos Brasileiros.
A programação prevê dez encontros regionais. O primeiro ocorreu em Campinas e a estratégia busca aproximar a candidatura de lideranças sindicais espalhadas pelo estado, com a expectativa de culminar em uma plenária de maior porte.
Movimento sindical entra na agenda eleitoral
A aproximação acontece em um momento em que temas trabalhistas ganharam espaço na campanha nacional. O fim da escala 6x1, mudanças na jornada semanal e propostas de negociação trabalhista aparecem em atos públicos e discursos de candidatos de diferentes campos.
Neste domingo, centrais sindicais também realizaram manifestação na avenida Paulista pela redução da jornada de trabalho. O tema deverá continuar no centro do debate legislativo e eleitoral, ampliando o interesse de candidaturas em construir interlocução com sindicatos e trabalhadores.
Marina terá agenda com sindicatos
Segundo as informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, Marina tem reunião prevista com representantes sindicais, em uma conversa voltada às demandas do mundo do trabalho. A movimentação não significa apoio automático de todas as centrais ou sindicatos, que possuem estruturas e posições políticas distintas.
Para a candidatura, os encontros regionais funcionam como instrumento de mobilização territorial. Para as entidades, são oportunidades de apresentar reivindicações e cobrar compromissos sobre emprego, renda, direitos trabalhistas, meio ambiente e desenvolvimento econômico.
O eleitor paulista escolherá dois nomes para o Senado em 2026, porque estão em disputa dois terços das cadeiras da Casa. A votação é majoritária, o que significa que os dois candidatos mais votados no estado conquistam as vagas, independentemente do desempenho dos partidos.
Fontes consultadas: Folha de S.Paulo, coluna Painel; UOL, cobertura do ato sindical pela escala de trabalho; Tribunal Superior Eleitoral, regras para a eleição de dois senadores em cada unidade da Federação em 2026.