Política Nacional · 2026-11-03 · Redação Notícia ES

Marinho vê “precedente perigoso” na retirada da redução da maioridade penal

Senador critica manobra regimental que excluiu o tema da PEC da Segurança Pública; proposta foi aprovada por unanimidade.

Marinho vê “precedente perigoso” na retirada da redução da maioridade penal
Marinho vê “precedente perigoso” na retirada da redução da maioridade penal

Senador critica manobra regimental que excluiu o tema da PEC da Segurança Pública; proposta foi aprovada por unanimidade nos 2 turnos

O contexto do cenário político

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da Oposição no Senado, afirmou nesta 3ª feira (3.nov.2026) que a retirada da redução da maioridade penal do relatório da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública representa um “precedente perigoso” para o funcionamento do Congresso.

Para o senador, o procedimento regimental utilizado para impedir que os senadores se manifestassem sobre o tema restringe a atuação do Legislativo. Marinho criticou a articulação do governo para evitar que a redução da maioridade penal fosse incluída na discussão da proposta.

“Independentemente do mérito, o artifício regimental que foi utilizado para evitar que os membros do governo se posicionassem a respeito da redução da maioridade cria um precedente perigoso” , declarou.

Informações e repercussões do episódio

Segundo o senador, a decisão pode abrir espaço para que futuros presidentes do Senado impeçam partidos e grupos de congressistas de apresentar destaques e emendas a projetos em tramitação na Casa.

“Na prática, nós estamos cerceando, estamos impedindo a livre manifestação do Parlamento. O Parlamento existe para isso. Não é apenas votar sim ou não. É aperfeiçoar os projetos. É contribuir para que os projetos fiquem melhores” , afirmou.

Marinho também disse que a redução da maioridade penal conta com apoio da maioria da população e citou que os candidatos à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), se posicionaram a favor durante a campanha eleitoral.

O senador questionou o empenho do governo para impedir que seus integrantes se manifestassem sobre o assunto e cobrou um posicionamento efetivo do Planalto. Para Marinho, é pouco provável que a proposta avance ainda em 2026.

“Espero estar enganado. Mas acho pouco provável que, neste ano, essa ação prospere. Espero sinceramente que o governo, desta feita, esteja falando a verdade” , disse.

O líder da oposição afirmou que votará a favor da redução da maioridade penal caso o governo mantenha o compromisso com a medida.

A PEC da Segurança Pública havia sido retirada da pauta do plenário em 15 de outubro, depois de um impasse entre os senadores sobre a inclusão de mudanças na maioridade penal .

A divergência inviabilizou um acordo para a votação do texto e expôs divisões inclusive na bancada do PT.

O impasse começou com a apresentação de emendas para reduzir a maioridade penal.

O líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores da campanha de Lula, propôs diminuir de 18 para 16 anos a idade de responsabilização criminal em casos de crimes hediondos.

Para os demais delitos, seria mantido o limite de 18 anos.

Marinho, por sua vez, defendia uma redução mais abrangente: de 18 para 16 anos na maioria dos crimes e para 14 anos em casos específicos.

A iniciativa de Camilo contrariou a estratégia da senadora Teresa Leitão (PT-PE), que havia negociado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a votação da PEC sem alterações sobre a maioridade penal.

Ela defendia deixar o tema para uma discussão posterior, para evitar que a divergência comprometesse a aprovação da proposta.

Nesta 3ª feira, o relator da PEC, Rogério Carvalho (PT-SE), apresentou um novo parecer que retirou do texto as propostas de redução da maioridade penal. O senador propôs que as emendas sobre o tema tramitem como proposições autônomas, separadas da PEC.

A solução preservou o texto aprovado pela Câmara dos Deputados e evitou que a proposta precisasse retornar à Casa para nova análise. Sem as alterações sobre a maioridade penal, a PEC da Segurança Pública foi aprovada por unanimidade pelo plenário do Senado, nos 2 turnos.

Em resumo

O que aconteceu?

Senador critica manobra regimental que excluiu o tema da PEC da Segurança Pública; proposta foi aprovada por unanimidade nos 2 turnos

Qual é o ponto principal?

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da Oposição no Senado, afirmou nesta 3ª feira (3.nov.2026) que a retirada da redução da maioridade penal do relatório da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública representa um “precedente perigoso” para o funcionamento do Congresso.

Quais são os dados mais importantes?

Para o senador, o procedimento regimental utilizado para impedir que os senadores se manifestassem sobre o tema restringe a atuação do Legislativo. Marinho criticou a articulação do governo para evitar que a redução da maioridade penal fosse incluída na discussão da proposta.

Qual é o contexto?

“Independentemente do mérito, o artifício regimental que foi utilizado para evitar que os membros do governo se posicionassem a respeito da redução da maioridade cria um precedente perigoso” , declarou.

Quais são os próximos desdobramentos?

Segundo o senador, a decisão pode abrir espaço para que futuros presidentes do Senado impeçam partidos e grupos de congressistas de apresentar destaques e emendas a projetos em tramitação na Casa.

Fontes