Master e INSS aguardam decisão no STF
Pedidos ligados aos dois conjuntos de investigações estão sob a Presidência do Supremo; eventual retomada depende de decisões processuais ainda sem data pública.

Procedimentos relacionados ao Banco Master e às apurações sobre descontos no INSS permanecem sob análise no Supremo Tribunal Federal neste domingo (18). Parte das medidas está suspensa e não há data pública fixada pela Corte para uma retomada.
O Globo informou que os casos estariam prontos para avançar depois da eleição. Os atos oficiais disponíveis, porém, registram a remessa dos processos à Presidência do STF e providências preliminares, sem estabelecer um calendário.
Em 12 de setembro, o presidente do Supremo, Edson Fachin, assumiu a relatoria das petições 15.041, sobre o INSS, e 15.556, referente ao Master. A mudança ocorreu após o ministro André Mendonça encaminhar os autos à Presidência, junto com processos relacionados.
Em 25 de setembro, Fachin enviou oito pedidos pendentes à Procuradoria-Geral da República para manifestação. A providência abre espaço para o parecer do Ministério Público antes de uma decisão judicial, mas não representa autorização automática para novas diligências.
Processos seguem sob análise
Os dois conjuntos de investigações têm objetos distintos e não devem ser tratados como um único inquérito. A reunião administrativa na Presidência decorre das decisões sobre competência, relatoria e alcance das medidas submetidas ao Supremo.
No caso Master, o tribunal também discute como devem ser encaminhadas referências a autoridades com foro. Em 13 de outubro, Fachin determinou que a Polícia Federal descrevesse as menções a ministros do STF acompanhadas do respectivo enquadramento e das circunstâncias registradas.
A ordem preserva uma etapa de controle institucional. A investigação de um ministro do Supremo exige autorização do próprio tribunal, e a simples aparição de um nome em documento ou depoimento não equivale à abertura de apuração contra essa autoridade.
Nos procedimentos do INSS, o tribunal examina questões ligadas às investigações de descontos irregulares em benefícios. O envio à Presidência busca definir o tratamento processual adequado antes de decisões sobre pedidos de investigação ou medidas cautelares.
Retomada depende de decisões
A eventual continuidade poderá ocorrer depois de pareceres da PGR e decisões do relator. Cada pedido precisa ser examinado conforme o processo ao qual pertence, os limites da competência do Supremo e as garantias das pessoas mencionadas.
Até que haja nova ordem, não é correto transformar expectativa jornalística em data oficial. O período posterior à eleição pode ser uma janela provável para movimentações, mas a confirmação dependerá da publicação de despacho, decisão ou pauta pelo STF.
A distinção importa porque investigações de grande repercussão acumulam requerimentos diferentes. Alguns podem ser autorizados, outros rejeitados ou enviados a outra instância. A retomada, portanto, pode ocorrer de modo parcial e em momentos distintos.
O cenário objetivo neste domingo é de espera processual: os autos estão na Presidência do Supremo, a PGR foi chamada a opinar sobre pedidos pendentes e medidas futuras dependem de decisões formais. Qualquer mudança deverá aparecer nos registros da Corte e nos respectivos processos antes de produzir efeitos.
Em resumo
Não há anúncio oficial de retomada; os procedimentos permanecem sob análise no Supremo.
O presidente do tribunal, Edson Fachin, assumiu a relatoria em setembro.
Pedidos pendentes foram enviados à PGR, e a Polícia Federal recebeu ordem para contextualizar referências a ministros.
Não. A Corte não divulgou calendário público para decisões ou retomada das medidas.
Não. São conjuntos distintos de procedimentos que chegaram à Presidência do STF por questões processuais.