Economia · 2026-10-27 · Redação Notícia ES

Mercado ensaia reação depois do ‘terremoto Lula’; dólar cai e bolsa sobe

Em movimento de correção, Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava estável e dólar caía frente ao real

Mercado ensaia reação depois do ‘terremoto Lula’; dólar cai e bolsa sobe
Mercado ensaia reação depois do ‘terremoto Lula’; dólar cai e bolsa sobe

Jornalista formado pela Cásper Líbero, é pós-graduado em marketing político e propaganda eleitoral pela USP. Trabalhou no site da ESPN, pelo qual foi à China para cobrir a Olimpíada de Pequim, em 2008.

Também teve passagens por Metrópoles, InfoMoney, O Antagonista, iG

Também teve passagens por Metrópoles, InfoMoney, O Antagonista, iG e Terra, cobrindo política e economia. Como assessor de imprensa, atuou na Câmara dos Deputados e no Ministério da Cultura.

É autor dos livros “Dias: a Vida do Maior Jogador do São Paulo nos Anos 1960” e “20 Jogos Eternos do São Paulo”.

Um dia depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais, o mercado financeiro brasileiro começou a se recuperar em 27 de outubro de 2026, com o real se valorizando frente ao dólar e a Bolsa de Valores operando em alta.

Pela manhã, o dólar caía 1,28%, sendo negociado

Pela manhã, o dólar caía 1,28%, sendo negociado a R$ 5,334, depois de uma alta de 8,21% no dia anterior, a maior em quase 30 anos.

O Ibovespa subia 0,58%, depois do tombo de 13,88% no pregão anterior, o maior desde março de 2020.

Um dia depois de enfrentar um verdadeiro “terremoto” causado pela vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais, o mercado financeiro busca uma reação nesta terça-feira, 27, em um movimento de “ajuste” e correção, com o real voltando a se valorizar frente ao dólar e a Bolsa de Valores operando sob forte oscilação.

A chamada correção de mercado ou realização de lucros é o movimento de “ajuste” na bolsa de valores, que leva a uma alta temporária ou estabilização nos preços das ações logo depois de um pregão de forte baixa.

Trata-se de uma espécie de “ajuste técnico” para acomodar preços e expectativas.

Por volta das 11 horas (pelo horário de Brasília), o dólar registrava queda firme de 1,39% frente ao real e era negociado a R$ 5,328.

Na cotação máxima da sessão até aqui, a moeda dos Estados Unidos bateu R$ 5,412. A mínima é de R$ 5,308.

Na véspera, o dólar encerrou o dia disparando 8,21%, cotado a R$ 5,402. Foi a maior alta da moeda norte-americana em um único dia em quase 30 anos, desde 18 de janeiro de 1999.

Apesar do resultado, o dólar ainda acumula perdas de 4,41% em outubro e 1,57% em 2026.

O Ibovespa , principal indicador do desempenho das ações negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) , ensaiou uma recuperação no início do segundo pregão da semana, mas voltou a oscilar.

Às 11h10, o índice recuava 0,06%, aos 176.506,02 pontos, perto da estabilidade.

Na pontuação máxima da sessão, o Ibovespa cravou 178.526,08 pontos. A mínima até aqui é de 176.608,94 pontos.

No dia anterior, o indicador fechou o pregão afundando 13,88% 176,6 mil pontos. Foi o maior tombo da bolsa brasileira desde o dia 16 de março de 2020, no início da pandemia de covid-19 .

Na segunda-feira, a B3 chegou a acionar o chamado circuit breaker e suspendeu as negociações por 30 minutos .

Trata-se um mecanismo de segurança utilizado pela bolsa de valores para suspender temporariamente as negociações quando o mercado registra quedas bruscas.

Em linhas gerais, seu objetivo é conter o pânico, evitar vendas precipitadas e dar tempo para que os investidores reavaliem o cenário econômico.

Segundo Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, o pregão anterior da B3 foi marcado por “extrema volatilidade e forte aversão ao risco no mercado financeiro brasileiro, refletindo a reprecificação dos ativos após a definição do cenário político”.

“O descompasso de expectativas do mercado em relação ao resultado das urnas resultou em um movimento generalizado de liquidação na bolsa, evidenciando a cautela dos investidores em relação às futuras diretrizes econômicas e fiscais do país” observou.

Para Nossig, o mercado ainda tenta “assimilar a nova realidade, trocando a imprevisibilidade das urnas pela cautela quanto à condução da política econômica do novo governo”.

Em resumo

O que aconteceu?

Jornalista formado pela Cásper Líbero, é pós-graduado em marketing político e propaganda eleitoral pela USP. Trabalhou no site da ESPN, pelo qual foi à China para cobrir a Olimpíada de Pequim, em 2008. Também teve passagens por Metrópoles, InfoMoney, O Antagonista, iG e Terra, cobrindo política e economia. Como assessor de imprensa, atuou na Câmara dos Deput

Qual é o ponto principal?

Um dia depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais, o mercado financeiro brasileiro começou a se recuperar em 27 de outubro de 2026, com o real se valorizando frente ao dólar e a Bolsa de Valores operando em alta. Pela manhã, o dólar caía 1,28%, sendo negociado a R$ 5,334, depois de uma alta de 8,21% no dia anterior, a maio

Quais são os dados mais importantes?

Um dia depois de enfrentar um verdadeiro “terremoto” causado pela vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais, o mercado financeiro busca uma reação nesta terça-feira, 27, em um movimento de “ajuste” e correção, com o real voltando a se valorizar frente ao dólar e a Bolsa de Valores operando sob forte oscilação.

Qual é o contexto?

A chamada correção de mercado ou realização de lucros é o movimento de “ajuste” na bolsa de valores, que leva a uma alta temporária ou estabilização nos preços das ações logo depois de um pregão de forte baixa. Trata-se de uma espécie de “ajuste técnico” para acomodar preços e expectativas.

Quais são os próximos desdobramentos?

Por volta das 11 horas (pelo horário de Brasília), o dólar registrava queda firme de 1,39% frente ao real e era negociado a R$ 5,328.

Fontes