Meta nega favorecer Flávio e diz ao TSE que trata campanhas de forma igualitária
Empresa afirma ter corrigido falhas técnicas e contesta exigências sobre distribuição de conteúdos

A Meta afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) recebem tratamento igualitário no Facebook, Instagram e WhatsApp.
Empresa apresentou uma manifestação à Corte após ser cobrada
A empresa apresentou uma manifestação à Corte após ser cobrada a comprovar o cumprimento de medidas contra possíveis desequilíbrios na circulação de conteúdos eleitorais.
A resposta foi encaminhada ao ministro Marco Aurélio Bellizze, relator de uma ação apresentada pela campanha petista.
A empresa sustenta que seus sistemas de recomendação aplicam os mesmos critérios às duas candidaturas e apresentou uma declaração técnica para justificar o funcionamento dos algoritmos.
Controvérsia começou após o PT denunciar supostas restrições ao
A controvérsia começou após o PT denunciar supostas restrições ao alcance de publicações favoráveis a Lula e problemas no impulsionamento de anúncios. A campanha de Flávio também recorreu ao TSE, alegando prejuízos na divulgação de conteúdos eleitorais.
Dados do TSE registram alteração de endereço de 1.397 seções eleitorais em todo o País, o que afeta 402.599 eleitores
Eleição no estado foi decidida no 1º turno após recontagem com anulação dos votos recebidos pelo candidato Anthony Garotinho (Republicanos)
Na semana passada, o tribunal confirmou por unanimidade a decisão que obriga a Meta a garantir igualdade de tratamento aos candidatos. Bellizze voltou a cobrar explicações depois que a companhia ultrapassou o prazo inicial de 72 horas para cumprir as determinações.
A multa diária prevista para descumprimento pode chegar a R$ 1 milhão.
Um dos principais pontos de divergência envolve as publicações compartilhadas entre diferentes perfis, conhecidas como collabs.
O TSE determinou que conteúdos publicados em colaboração com terceiros não sofram restrições indevidas de distribuição quando aparecerem no perfil do coautor.
A Meta argumenta que sua tecnologia não permite aplicar regras distintas de recomendação a uma mesma publicação, dependendo do perfil em que ela aparece.
Segundo a empresa, o sistema avalia o conteúdo compartilhado como uma única publicação, o que impediria bloquear sua recomendação em um perfil e liberá-la em outro.
A companhia também questionou exigências de revisão humana prévia dos anúncios políticos. Na avaliação da Meta, a medida poderia atrasar a aprovação de campanhas e exigir a suspensão temporária de anúncios relacionados a eleições e temas sociais.
Outra parte da disputa envolve a Meta AI, ferramenta de inteligência artificial disponível nas plataformas da empresa.
A campanha de Lula apresentou testes realizados em 13 de outubro que apontaram diferenças na geração de imagens eleitorais.
Segundo o PT, a ferramenta recusava pedidos relacionados ao presidente, enquanto permitia a criação de conteúdos favoráveis a Flávio.
A Meta reconheceu uma falha no sistema de identificação dos candidatos e afirmou que o problema foi corrigido.
Bellizze considerou que houve uma falha técnica, mas afirmou que, em análise preliminar, não havia elementos suficientes para concluir que a diferença de tratamento foi deliberada ou sistemática.
A manifestação apresentada ao TSE ainda deverá ser avaliada pela Justiça Eleitoral. A Corte exige que a empresa comprove as providências adotadas e mantenha critérios uniformes até o encerramento do segundo turno, marcado para domingo (25).
Em resumo
A Meta afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) recebem tratamento igualitário no Facebook, Instagram e WhatsApp.
A empresa apresentou uma manifestação à Corte após ser cobrada a comprovar o cumprimento de medidas contra possíveis desequilíbrios na circulação de conteúdos eleitorais.
A resposta foi encaminhada ao ministro Marco Aurélio Bellizze, relator de uma ação apresentada pela campanha petista. A empresa sustenta que seus sistemas de recomendação aplicam os mesmos critérios às duas candidaturas e apresentou uma declaração técnica para justificar o funcionamento dos algoritmos.
A controvérsia começou após o PT denunciar supostas restrições ao alcance de publicações favoráveis a Lula e problemas no impulsionamento de anúncios. A campanha de Flávio também recorreu ao TSE, alegando prejuízos na divulgação de conteúdos eleitorais.
Dados do TSE registram alteração de endereço de 1.397 seções eleitorais em todo o País, o que afeta 402.599 eleitores