Justiça · 2026-10-09 · Redação Notícia ES

Ministério pede investigação de ameaças contra deputada petista de MG

Pedido à Polícia Federal inclui apuração de mensagens com ameaças de morte e estupro

Ministério pede investigação de ameaças contra deputada petista de MG
Ministério pede investigação de ameaças contra deputada petista de MG

O Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitou à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar ameaças de morte e estupro contra a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), que relatou ataques intensificados nas redes sociais.

Ela desativou sua conta na plataforma X depois

Ela desativou sua conta na plataforma X depois de receber ameaças frequentes. O ministério identificou indícios de uma rede atuando fora de Minas Gerais e pediu ações contra os responsáveis.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública pediu à Polícia Federal (PF) , nesta sexta-feira, 9, a abertura de um inquérito para investigar ameaças de morte e estupro contra a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), de 21 anos.

A parlamentar encaminhou o pedido ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, depois de relatar uma intensificação dos ataques nas redes sociais. Na quinta-feira, 8, ela desativou sua conta na plataforma X e afirmou que recebia ameaças de morte a cada dois minutos.

Em vídeo publicado no Instagram, Ana Elisa disse

Em vídeo publicado no Instagram, Ana Elisa disse que o engajamento político não justifica esse tipo de intimidação. “Eu acredito que ninguém mereça sofrer ameaça de morte por estar politicamente engajado e tentando defender o que acha melhor para o país”, declarou.

Além de solicitar a abertura da investigação, o ministério pediu que a Polícia Federal adote providências junto às plataformas X e Meta para interromper as práticas denunciadas e identificar os responsáveis pelas mensagens.

O ofício enviado à PF tem a assinatura da secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila Santana de Carvalho. Em nota, ela afirmou que há indícios de uma rede que ultrapassaria os limites de Minas Gerais.

“Temos indícios fortes de uma rede para além das fronteiras de Minas Gerais atuando para silenciar a deputada Ana Elisa”, declarou a secretária. Ela também defendeu medidas para responsabilizar os envolvidos e afirmou que a sociedade não deve tolerar a violência contra mulheres.

As ameaças já haviam chegado à Polícia Civil durante a campanha eleitoral. Segundo as informações divulgadas, a corporação mantém uma investigação em andamento sobre as denúncias apresentadas pela deputada eleita.

Um dos e-mails recebidos por Ana Elisa foi enviado em 5 de setembro. O autor se identificou como integrante de um grupo supremacista branco, mencionou dados pessoais da parlamentar e ameaçou familiares dela.

A equipe da deputada informou que adotou medidas policiais e judiciais para tentar identificar o responsável pela mensagem.

A deputada eleita também se envolveu em uma controvérsia sobre publicações antigas nas redes sociais. Na sexta-feira, 9, Ana Elisa negou ter escrito uma mensagem que defendia o fechamento de igrejas, compartilhada na quinta-feira pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) .

Em nota, a equipe da petista afirmou que a publicação é uma montagem e anunciou que pretende acionar a Justiça Eleitoral e o Ministério Público. O grupo também declarou que pedirá uma perícia para examinar a autenticidade do conteúdo.

Ana Elisa, por outro lado, reconheceu a autoria de outras mensagens antigas que circularam nas redes e que as pessoas criticaram por suposta intolerância religiosa.

Segundo sua equipe, ela escreveu a maioria desses textos quando tinha 17 anos, e a oposição estaria retirando as falas de contexto.

“Ana assume o que escreveu, retrata-se e pede desculpas a quem se sentiu ofendido, mas é importante que se diga: aos 21, já não pensa como antes. É católica praticante e defende a liberdade religiosa, o Estado laico e a democracia”, afirmou o comunicado.

No documento enviado à Polícia Federal, o Ministério da Justiça sustenta que crimes cometidos pela internet com conteúdo misógino podem ser investigados na esfera federal.

A pasta considera que, em tese, as ameaças contra Ana Elisa podem configurar crime cometido contra uma mulher em razão de sua atuação política.

O pedido busca apurar os fatos e identificar os responsáveis. A alegação de que alguém falsificou a publicação sobre o fechamento de igrejas depende de comprovação pericial.

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Em resumo

O que aconteceu?

O Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitou à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar ameaças de morte e estupro contra a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), que relatou ataques intensificados nas redes sociais. Ela desativou sua conta na plataforma X depois de receber ameaças frequentes. O ministério identifi

Qual é o ponto principal?

O Ministério da Justiça e Segurança Pública pediu à Polícia Federal (PF) , nesta sexta-feira, 9, a abertura de um inquérito para investigar ameaças de morte e estupro contra a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), de 21 anos.

Quais são os dados mais importantes?

A parlamentar encaminhou o pedido ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, depois de relatar uma intensificação dos ataques nas redes sociais. Na quinta-feira, 8, ela desativou sua conta na plataforma X e afirmou que recebia ameaças de morte a cada dois minutos.

Qual é o contexto?

Em vídeo publicado no Instagram, Ana Elisa disse que o engajamento político não justifica esse tipo de intimidação. “Eu acredito que ninguém mereça sofrer ameaça de morte por estar politicamente engajado e tentando defender o que acha melhor para o país”, declarou.

Quais são os próximos desdobramentos?

Além de solicitar a abertura da investigação, o ministério pediu que a Polícia Federal adote providências junto às plataformas X e Meta para interromper as práticas denunciadas e identificar os responsáveis pelas mensagens.

Fontes