Ministério Público do Paraguai indicia e pede prisão preventiva do ex-presidente, acusado de envolvimento na crise bancária
O órgão pediu, ainda, a prisão preventiva e a inabilitação de bens para Peña e o ex-presidente do Banco Central paraguaio Carlos Carvallo, indiciado pelos mesmos crimes

O Ministério Público do Paraguai indiciou, neste sábado, o ex-presidente Santiago Peña e pediu sua prisão preventiva por suposta responsabilidade no escândalo do Ueno Bank, que levou à sua destituição na sexta-feira , após protestos multitudinários de correntistas.
O contexto da decisão judicial
A crise eclodiu na terça-feira, quando o Banco Central do Paraguai (BCP) interveio no banco devido a problemas de solvência, deixando milhões de clientes sem acesso aos seus depósitos.
Veja vídeo: 'Milei paraguaio', Payo Cubas é expulso e sai carregado de protesto contra governo de Santiago Peña Quer morar fora? Guia interativo reúne informações sobre 36 países Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp
— Do Ministério Público foi apresentada uma acusação contra o ex-presidente da República, o senhor Santiago Peña — anunciou a procuradora Nancy Salomón durante uma coletiva de imprensa, na qual acrescentou que "os fatos passíveis de punição" são "lesão de confiança e administração em proveito próprio".
Detalhes e consequências do caso
O Ministério Público pediu, ainda, a prisão preventiva e a inabilitação de bens para Peña e o ex-presidente do Banco Central paraguaio Carlos Carvallo, indiciado pelos mesmos crimes do ex-presidente e que se apresenta esta tarde perante o MP.
Peña, investigado por quebra de confiança, tráfico de influência e gestão em proveito próprio, entrou na sede do Ministério Público por uma porta lateral, pouco depois das 11h (horário local; mesmo horário em Brasília).
O procurador Christian Benítez, encarregado da investigação, disse à imprensa local que, durante o interrogatório, foram apresentados fatos e provas, e que "no decorrer da tarde" ele seria formalmente acusado.
Após protestos violentos: Ex-presidente paraguaio Santiago Peña deixa prisão domiciliar e é transferido para unidade militar
O ex-presidente passou a noite sob custódia no Regimento de Escolta Presidencial, após ser retirado de sua residência, onde manifestantes exigiam que ele fosse enviado para uma prisão comum.
— Queremos ver o responsável por essa desgraça preso. Cadeia para Peña! — disse à AFP Macarena Chilavert, uma advogada de 33 anos, nas imediações da Procuradoria.
A crise do Ueno Bank afeta diretamente quase três milhões de contas, que abrangem desde aposentados, empresas públicas e privadas, até a própria Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).
A medida provocou fortes protestos nas ruas, que foram reprimidos pela polícia com caminhões hidrantes e gás lacrimogêneo.
Peña, do Partido Colorado (conservador), foi detido na sexta-feira em sua residência, em Assunção, menos de uma hora após ter sido destituído em um processo de impeachment acelerado no Senado.
Paralelamente, o até então vice-presidente Pedro Alliana inicia, neste sábado, seu primeiro dia completo como presidente, com as atenções voltadas para a resposta de seu governo ao colapso bancário que precipitou a queda de seu antecessor.
Leila Cosini, uma estudante de 28 anos que estava perto do MP enquanto Peña prestava depoimento, disse estar ansiosa e preocupada com o futuro de seus depósitos:
— Perdi meu dinheiro. Eu estava colocando dinheiro lá justamente porque era fácil abrir uma conta. Eu gostava muito do aplicativo deles — afirmou à AFP.
Ao assumir o cargo, Alliana prometeu que os afetados pelo "desastre financeiro" seriam compensados e determinou a adoção de medidas imediatas, priorizando os clientes de menor renda.
Em resumo
O Ministério Público do Paraguai indiciou, neste sábado, o ex-presidente Santiago Peña e pediu sua prisão preventiva por suposta responsabilidade no escândalo do Ueno Bank, que levou à sua destituição na sexta-feira , após protestos multitudinários de correntistas.
Veja vídeo: 'Milei paraguaio', Payo Cubas é expulso e sai carregado de protesto contra governo de Santiago Peña Quer morar fora? Guia interativo reúne informações sobre 36 países Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp
— Do Ministério Público foi apresentada uma acusação contra o ex-presidente da República, o senhor Santiago Peña — anunciou a procuradora Nancy Salomón durante uma coletiva de imprensa, na qual acrescentou que "os fatos passíveis de punição" são "lesão de confiança e administração em proveito próprio".
O Ministério Público pediu, ainda, a prisão preventiva e a inabilitação de bens para Peña e o ex-presidente do Banco Central paraguaio Carlos Carvallo, indiciado pelos mesmos crimes do ex-presidente e que se apresenta esta tarde perante o MP.
Peña, investigado por quebra de confiança, tráfico de influência e gestão em proveito próprio, entrou na sede do Ministério Público por uma porta lateral, pouco depois das 11h (horário local; mesmo horário em Brasília).