Justiça · 2026-11-07 · Redação Notícia ES

Ministério Público do Paraguai indicia e pede prisão preventiva do ex-presidente, acusado de envolvimento na crise bancária

O órgão pediu, ainda, a prisão preventiva e a inabilitação de bens para Peña e o ex-presidente do Banco Central paraguaio Carlos Carvallo, indiciado pelos mesmos crimes

Ministério Público do Paraguai indicia e pede prisão preventiva do ex-presidente, acusado de envolvimento na crise bancária
Ministério Público do Paraguai indicia e pede prisão preventiva do ex-presidente, acusado de envolvimento na crise bancária

O Ministério Público do Paraguai indiciou, neste sábado, o ex-presidente Santiago Peña e pediu sua prisão preventiva por suposta responsabilidade no escândalo do Ueno Bank, que levou à sua destituição na sexta-feira , após protestos multitudinários de correntistas.

O contexto da decisão judicial

A crise eclodiu na terça-feira, quando o Banco Central do Paraguai (BCP) interveio no banco devido a problemas de solvência, deixando milhões de clientes sem acesso aos seus depósitos.

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— Do Ministério Público foi apresentada uma acusação contra o ex-presidente da República, o senhor Santiago Peña — anunciou a procuradora Nancy Salomón durante uma coletiva de imprensa, na qual acrescentou que "os fatos passíveis de punição" são "lesão de confiança e administração em proveito próprio".

Detalhes e consequências do caso

O Ministério Público pediu, ainda, a prisão preventiva e a inabilitação de bens para Peña e o ex-presidente do Banco Central paraguaio Carlos Carvallo, indiciado pelos mesmos crimes do ex-presidente e que se apresenta esta tarde perante o MP.

Peña, investigado por quebra de confiança, tráfico de influência e gestão em proveito próprio, entrou na sede do Ministério Público por uma porta lateral, pouco depois das 11h (horário local; mesmo horário em Brasília).

O procurador Christian Benítez, encarregado da investigação, disse à imprensa local que, durante o interrogatório, foram apresentados fatos e provas, e que "no decorrer da tarde" ele seria formalmente acusado.

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O ex-presidente passou a noite sob custódia no Regimento de Escolta Presidencial, após ser retirado de sua residência, onde manifestantes exigiam que ele fosse enviado para uma prisão comum.

— Queremos ver o responsável por essa desgraça preso. Cadeia para Peña! — disse à AFP Macarena Chilavert, uma advogada de 33 anos, nas imediações da Procuradoria.

A crise do Ueno Bank afeta diretamente quase três milhões de contas, que abrangem desde aposentados, empresas públicas e privadas, até a própria Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

A medida provocou fortes protestos nas ruas, que foram reprimidos pela polícia com caminhões hidrantes e gás lacrimogêneo.

Peña, do Partido Colorado (conservador), foi detido na sexta-feira em sua residência, em Assunção, menos de uma hora após ter sido destituído em um processo de impeachment acelerado no Senado.

Paralelamente, o até então vice-presidente Pedro Alliana inicia, neste sábado, seu primeiro dia completo como presidente, com as atenções voltadas para a resposta de seu governo ao colapso bancário que precipitou a queda de seu antecessor.

Leila Cosini, uma estudante de 28 anos que estava perto do MP enquanto Peña prestava depoimento, disse estar ansiosa e preocupada com o futuro de seus depósitos:

— Perdi meu dinheiro. Eu estava colocando dinheiro lá justamente porque era fácil abrir uma conta. Eu gostava muito do aplicativo deles — afirmou à AFP.

Ao assumir o cargo, Alliana prometeu que os afetados pelo "desastre financeiro" seriam compensados e determinou a adoção de medidas imediatas, priorizando os clientes de menor renda.

Em resumo

O que aconteceu?

O Ministério Público do Paraguai indiciou, neste sábado, o ex-presidente Santiago Peña e pediu sua prisão preventiva por suposta responsabilidade no escândalo do Ueno Bank, que levou à sua destituição na sexta-feira , após protestos multitudinários de correntistas.

Qual é o ponto principal?

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Quais são os dados mais importantes?

— Do Ministério Público foi apresentada uma acusação contra o ex-presidente da República, o senhor Santiago Peña — anunciou a procuradora Nancy Salomón durante uma coletiva de imprensa, na qual acrescentou que "os fatos passíveis de punição" são "lesão de confiança e administração em proveito próprio".

Qual é o contexto?

O Ministério Público pediu, ainda, a prisão preventiva e a inabilitação de bens para Peña e o ex-presidente do Banco Central paraguaio Carlos Carvallo, indiciado pelos mesmos crimes do ex-presidente e que se apresenta esta tarde perante o MP.

Quais são os próximos desdobramentos?

Peña, investigado por quebra de confiança, tráfico de influência e gestão em proveito próprio, entrou na sede do Ministério Público por uma porta lateral, pouco depois das 11h (horário local; mesmo horário em Brasília).

Fontes