Justiça · 2026-10-06 · Redação Notícia ES

Moraes manda PGR se manifestar sobre pedido de Bolsonaro para liberar visitas de Flávio

Após primeiro turno com Flávio à frente de Lula, defesa do ex-presidente pediu visita de natureza familiar do senador

Moraes manda PGR se manifestar sobre pedido de Bolsonaro para liberar visitas de Flávio
Moraes manda PGR se manifestar sobre pedido de Bolsonaro para liberar visitas de Flávio

O ministro Alexandre de Moraes , do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta terça-feira (6) que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para que possa voltar a receber visitas de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro ( PL -RJ).

Em petição encaminhada ao Supremo, a defesa de Bolsonaro

Em petição encaminhada ao Supremo, a defesa de Bolsonaro afirmou que "não se mostra mais necessária a manutenção de regime excepcionalmente restritivo de visitas". A peça fala em "uma única visita" de Flávio, de natureza exclusivamente familiar.

O pedido foi feito pelos advogados do ex-presidente na segunda (5), um dia após o primeiro turno das eleições presidenciais. No pleito, Flávio recebeu mais de 47% dos votos, ficando à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em 13 de julho, Moraes proibiu Bolsonaro de receber por 90 dias visitas de Flávio . Na prática, o período acabaria em 11 de outubro.

Relator da trama golpista que resultou

Relator da trama golpista que resultou na prisão do ex-chefe do Executivo, o ministro deu a determinação depois que Flávio divulgou uma carta feita pelo pai.

No documento, divulgado durante uma crise entre o senador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o líder bolsonarista afirmava que o filho era o seu "porta-voz".

A carta foi lida por Flávio durante transmissão nas redes sociais feita com apoiadores e também compartilhada em foto. Para Moraes, o presidenciável descumpriu a medida cautelar que proíbe Bolsonaro de usar redes sociais, diretamente ou por meio de terceiros.

Condenado a 27 anos de prisão, Bolsonaro está preso há quase um ano. Por quatro meses, ficou em regime fechado, na sede da PF em Brasília e na Papudinha. Desde março, está detido em casa, com restrição de visitas e de usar as redes sociais.

O julgamento do ex-presidente foi realizado pela Primeira Turma do STF, que tinha na sua composição à época Moraes e os ministros Flávio Dino, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Desses, apenas Fux votou para absolver Bolsonaro .

Depois do julgamento, a defesa de Bolsonaro ingressou com um pedido de revisão criminal na corte, que é relatado por Kassio Nunes Marques, indicado ao tribunal pelo ex-presidente.

O objetivo é modificar a condenação de Bolsonaro por envolvimento no plano de golpe de Estado depois de perder as eleições em 2022.

A Folha apurou que Kassio quer julgar a ação logo após o segundo turno das eleições, que será realizado em 25 de outubro. O magistrado avalia libertar Bolsonaro por meio de uma decisão liminar, mas o cenário mais provável é de que o caso seja levado ao plenário da corte.

Se eleito, Flávio disse querer levar o pai para subir a rampa do Palácio do Planalto na data da posse.

Embora o senador já tenha prometido um indulto ao ex-presidente, ele só conseguiria dar um perdão presidencial depois de já empossado.

Ou seja, para que Bolsonaro esteja solto em 5 de janeiro de 2027, seu filho precisaria contar com uma decisão vinda do Supremo.

No domingo (4), data do primeiro turno, Flávio marcou 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula.

O senador saiu da votação fortalecido, já que, desde a redemocratização, nenhum candidato que terminou o primeiro turno em segundo lugar conseguiu virar a eleição presidencial.

A diferença entre os dois, no entanto, foi a menor da história .

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O ministro Alexandre de Moraes , do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta terça-feira (6) que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para que possa voltar a receber visitas de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro ( PL -RJ).

Em petição encaminhada ao Supremo, a defesa de Bolsonaro afirmou que "não se mostra mais necessária a manutenção de regime excepcionalmente restritivo de visitas".

A peça fala em "uma única visita" de Flávio, de natureza exclusivamente familiar.

Em resumo

O que aconteceu?

O ministro Alexandre de Moraes , do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta terça-feira (6) que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para que possa voltar a receber visitas de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro ( PL -RJ).

Qual é o ponto principal?

Em petição encaminhada ao Supremo, a defesa de Bolsonaro afirmou que "não se mostra mais necessária a manutenção de regime excepcionalmente restritivo de visitas". A peça fala em "uma única visita" de Flávio, de natureza exclusivamente familiar.

Quais são os dados mais importantes?

O pedido foi feito pelos advogados do ex-presidente na segunda (5), um dia após o primeiro turno das eleições presidenciais. No pleito, Flávio recebeu mais de 47% dos votos, ficando à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Qual é o contexto?

Em 13 de julho, Moraes proibiu Bolsonaro de receber por 90 dias visitas de Flávio . Na prática, o período acabaria em 11 de outubro.

Quais são os próximos desdobramentos?

Relator da trama golpista que resultou na prisão do ex-chefe do Executivo, o ministro deu a determinação depois que Flávio divulgou uma carta feita pelo pai. No documento, divulgado durante uma crise entre o senador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o líder bolsonarista afirmava que o filho era o seu "porta-voz".

Fontes