Morgan Stanley rebaixa ações brasileiras depois da reeleição de Lula
Banco cita riscos fiscais e prioriza exportadoras, com maior exposição a receitas em dólar

Letícia Alves nasceu em Fortaleza e se formou em jornalismo na Universidade Federal do Ceará. Atuou no jornal O Povo, Poder360, Brasil sem Medo e Gazeta do Povo. Atualmente, é repórter na Revista Oeste.
Banco Morgan Stanley rebaixou a recomendação das ações brasileiras
O banco Morgan Stanley rebaixou a recomendação das ações brasileiras de overweight para equal-weight após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, prevendo continuidade das políticas econômicas e aumento dos riscos fiscais.
Os estrategistas projetam câmbio depreciado, juros altos e desaceleração econômica, o que exigiria um reequilíbrio fiscal considerado improvável.
O banco Morgan Stanley rebaixou a recomendação das ações brasileiras em sua carteira para a América Latina de overweight (acima da média) para equal-weight (neutra). A decisão veio depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República .
Banco prevê continuidade das políticas econômicas e aumento
O banco prevê continuidade das políticas econômicas e aumento dos riscos fiscais. Os estrategistas Nikolaj Lippmann e Julia Nogueira projetam câmbio depreciado, juros altos e desaceleração econômica.
Para eles, esse cenário exige um reequilíbrio fiscal, que consideram improvável.
A instituição espera menor apetite dos investidores por risco, o que prejudica as avaliações das ações brasileiras.
O banco evitou reduzir a recomendação para underweight (abaixo da média). A presença de exportadoras e grandes bancos no mercado brasileiro limita perdas maiores nos lucros das empresas.
“Neste momento, preferimos a face externa do mercado brasileiro, cujos motores de crescimento estão mais ligados aos preços das commodities do que à política doméstica”, afirmaram os estrategistas.
O Morgan Stanley ampliou a participação de Vale, Embraer e JBS na carteira-modelo. Também reincluiu a Suzano, que amplia a exposição do portfólio a receitas em dólar.
A carteira regional mantém pesos relevantes nessas quatro empresas, além de Petrobras e Itaú Unibanco. A composição preserva a preferência por commodities e exportações.
A instituição reduziu a participação de B3, BTG Pactual, XP, Nubank, Mercado Livre e Sabesp. Essas empresas têm maior sensibilidade aos juros e à atividade econômica interna.
Segundo o banco, juros “mais altos por mais tempo” e menor crescimento prejudicam companhias de crédito, consumo e mercado de capitais. B3, BTG Pactual, XP e Nubank sofreram as maiores reduções.
Na América Latina, o Morgan Stanley mantém Chile e Argentina com recomendação overweight . Os analistas destacam menor risco político no Chile e boas projeções de investimentos e lucros corporativos.
Entre os setores, o banco prefere materiais básicos, energia e imobiliário. A instituição avalia que esses segmentos se beneficiam do mercado global de commodities e da busca por receitas em moeda forte.
As incertezas fiscais sustentam o foco em empresas menos dependentes da economia brasileira.
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Em resumo
Letícia Alves nasceu em Fortaleza e se formou em jornalismo na Universidade Federal do Ceará. Atuou no jornal O Povo, Poder360, Brasil sem Medo e Gazeta do Povo. Atualmente, é repórter na Revista Oeste.
O banco Morgan Stanley rebaixou a recomendação das ações brasileiras de overweight para equal-weight após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, prevendo continuidade das políticas econômicas e aumento dos riscos fiscais. Os estrategistas projetam câmbio depreciado, juros altos e desaceleração econômica, o que exigiria um reequilíbrio fiscal considerado i
O banco Morgan Stanley rebaixou a recomendação das ações brasileiras em sua carteira para a América Latina de overweight (acima da média) para equal-weight (neutra). A decisão veio depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República .
O banco prevê continuidade das políticas econômicas e aumento dos riscos fiscais. Os estrategistas Nikolaj Lippmann e Julia Nogueira projetam câmbio depreciado, juros altos e desaceleração econômica. Para eles, esse cenário exige um reequilíbrio fiscal, que consideram improvável.
A instituição espera menor apetite dos investidores por risco, o que prejudica as avaliações das ações brasileiras.