Morre o maestro Roberto Tibiriçá aos 72 anos
Regente titular e diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná estava internado em São Paulo para tratamento de câncer.

O maestro Roberto Tibiriçá morreu na madrugada deste sábado (3), em São Paulo, aos 72 anos. Regente titular e diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná desde 2022, ele estava internado para tratamento de câncer.
A morte foi noticiada pelo Poder360 e confirmada em comunicados de instituições culturais. A Fundação Cultural de Curitiba e a Agência Brasil registraram a trajetória do maestro e as homenagens feitas pela Orquestra Sinfônica do Paraná, pelo Teatro Guaíra e pela Orquestra Sinfônica Brasileira.
Tibiriçá construiu uma carreira de mais de quatro décadas na música de concerto. Começou como pianista ainda na infância e estudou regência com Eleazar de Carvalho, com quem trabalhou durante 18 anos na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.
Carreira atravessou grandes orquestras
Ao longo da vida profissional, comandou a Orquestra Sinfônica Brasileira, a Orquestra Petrobras Sinfônica, a Sinfônica Heliópolis e as orquestras sinfônicas de Minas Gerais, Campinas e São Bernardo do Campo. No exterior, regeu conjuntos como a Orquestra Metropolitana de Lisboa e a Orquestra Simón Bolívar.
Na década de 1990, assumiu a direção artística e depois a regência titular da Orquestra Sinfônica Brasileira. Também fundou, no fim dos anos 1980, a Orquestra Nova Filarmonia, que acompanhou o tenor italiano Luciano Pavarotti em apresentações no país.
O maestro participou de diferentes edições do Projeto Aquarius. Entre os momentos de maior alcance popular esteve a missa campal celebrada pelo papa João Paulo II no Aterro do Flamengo, em 1997, diante de um público estimado em cerca de 2 milhões de pessoas.
Sua atuação não ficou restrita aos palcos. Tibiriçá trabalhou como diretor artístico de gravadoras e participou da produção de registros dedicados à música brasileira. A atividade ajudou a preservar obras e interpretações de artistas ligados ao repertório de concerto.
Último concerto ocorreu em Londrina
A última apresentação do maestro ocorreu em 16 de julho, em Londrina, à frente da Orquestra Sinfônica do Paraná no projeto Guaíra para Todos. Desde 2022, ele conduzia uma fase de renovação artística e ampliação do alcance das apresentações do conjunto paranaense.
Em nota, a Fundação Cultural de Curitiba afirmou que Tibiriçá contribuiu para a vida cultural do Paraná e para a difusão da música de concerto. A entidade destacou sua dedicação à formação de público e à circulação da orquestra por diferentes cidades.
O reconhecimento profissional incluiu o Prêmio APCA, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Regente Sinfônico e a Ordem do Ipiranga. Em 1995, foi escolhido Músico do Ano pela crítica especializada do Rio de Janeiro e recebeu o Prêmio Estácio de Sá.
Desde 2003, ocupava a cadeira número 5 da Academia Brasileira de Música. Em 2024, recebeu da Universidade Federal de Minas Gerais o título de Doutor por Notório Saber, reconhecimento concedido por sua contribuição continuada à atividade musical.
As instituições que lamentaram a morte destacaram o legado deixado em músicos, orquestras e plateias. O velório seria realizado em São Paulo, com local ainda pendente de divulgação nas primeiras informações publicadas neste sábado.
Em resumo
O maestro morreu na madrugada de sábado, 3 de outubro de 2026, em São Paulo.
Roberto Tibiriçá tinha 72 anos.
Era regente titular e diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná desde 2022.
Ele regeu a Sinfônica do Paraná em Londrina, no projeto Guaíra para Todos, em 16 de julho.
O maestro estava internado em decorrência de um câncer.