Morte em ação policial gera versões divergentes em Vila Velha
Eduardo Pereira dos Santos, de 31 anos, morreu após ser baleado no bairro Primeiro de Maio; Polícia Militar e familiares apresentam relatos diferentes sobre a abordagem.

Eduardo Pereira dos Santos, de 31 anos, morreu após ser baleado durante uma ação da Polícia Militar na noite de terça-feira (6), no bairro Primeiro de Maio, em Vila Velha. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Evangélico, mas não resistiu aos ferimentos.
A Gazeta publicou o relato da ocorrência e ouviu uma familiar que contestou a versão policial. O Diário Local também confirmou a morte, o local e o atendimento hospitalar, com base no boletim registrado pelos militares.
Segundo a Polícia Militar, equipes patrulhavam a região por volta das 20h30 após receberem informações sobre venda de drogas e presença de homens armados. A corporação afirma que os agentes tentaram abordar um suspeito com as características informadas. As duas fontes atribuem à corporação a descrição inicial da operação e preservam como contestação separada a declaração da família, sem apresentar conclusão própria sobre quem iniciou os disparos.
Versões divergem sobre abordagem
Na versão apresentada pelos militares, Eduardo teria sacado uma arma que carregava na cintura e apontado para um policial. O agente então disparou, e o homem ainda tentou correr antes de cair na entrada de um beco.
Uma familiar de Eduardo, que não foi identificada, contestou essa narrativa em entrevista à TV Gazeta. Ela afirmou ter ouvido três disparos e disse que os policiais chegaram atirando, sem que tivesse ocorrido troca de tiros.
Os dois relatos serão elementos centrais para o esclarecimento do caso. A perícia, os depoimentos, o armamento recolhido e eventuais imagens da região podem ajudar a reconstruir a sequência da abordagem e verificar as circunstâncias dos disparos.
Apreensões integram registro policial
A Polícia Militar informou que uma pistola foi encontrada perto de Eduardo. Na bolsa atribuída a ele, os agentes registraram porções de cocaína, skunk, maconha, crack, outras embalagens de entorpecentes e R$ 33 em dinheiro.
Após o atendimento do homem baleado, houve tumulto entre moradores e policiais. A corporação declarou ter usado munições de impacto controlado e agentes químicos para dispersar a confusão e restabelecer a circulação no local.
Um segundo homem procurou o Hospital Evangélico e relatou ter sido atingido por uma munição de elastômero na panturrilha esquerda. Ele recebeu atendimento médico, conforme as informações divulgadas sobre a ocorrência.
A morte decorrente de intervenção policial exige apuração própria e análise dos vestígios reunidos no local. Até a conclusão das investigações, a versão dos agentes e o relato da família permanecem registrados como declarações distintas, sem antecipação de responsabilidade.
Em resumo
Eduardo Pereira dos Santos, de 31 anos, morreu após ser baleado e levado ao Hospital Evangélico.
A ocorrência foi registrada no bairro Primeiro de Maio, em Vila Velha, na noite de terça-feira, 6 de outubro.
A PM diz que Eduardo apontou uma arma para um agente durante a tentativa de abordagem.
Uma familiar contesta a versão policial e afirma que os agentes chegaram atirando, sem troca de tiros.
Sim. Perícia, depoimentos e demais provas deverão esclarecer a sequência da abordagem e dos disparos.