MP de São Paulo pede condenação de Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
Promotoria acusa influenciador de participar de esquema de desvio de produtos químicos; defesa nega envolvimento

O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação do influenciador Renato Cariani por tráfico de insumos químicos, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, em um processo que tramita na Justiça.
Cariani, que responde em liberdade, é acusado de desviar
Cariani, que responde em liberdade, é acusado de desviar mais de 12 toneladas de produtos químicos para a produção de drogas, utilizando notas fiscais fraudulentas.
O empresário nega ter participado de esquema e diz ser vítima de quadrilha. A investigação, que começou com a Operação Hinsberg em dezembro de 2023, também envolve outros dois empresários.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu à Justiça a condenação do influenciador digital e empresário Renato Cariani por tráfico de insumos químicos destinados à fabricação de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
Pedido consta das alegações finais apresentadas pelo
O pedido consta das alegações finais apresentadas pelo órgão na ação penal em andamento na Justiça paulista.
Cariani responde ao processo em liberdade e ainda não foi julgado. A defesa afirma confiar na análise das provas pelo Judiciário e espera a absolvição do influenciador.
A promotoria também pediu a condenação de outros dois empresários, Fábio Spínola Mota e Rodrigo Gomes Pereira, apontados como participantes do esquema.
Segundo a acusação, o esquema teria desviado mais de 12 toneladas de produtos químicos para a produção e a adulteração de cocaína e crack .
A investigação mostra que os envolvidos usavam notas fiscais fraudulentas para registrar vendas que não teriam ocorrido e ocultar o destino das substâncias.
De acordo com o MP, a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, sediada no Estado de São Paulo , da qual Cariani é sócio, estaria envolvida no esquema.
Os investigadores identificaram ao menos 59 operações suspeitas de venda de produtos químicos registradas em nome de grandes empresas, entre elas a farmacêutica AstraZeneca .
Em video publicado nas redes sociais, Cariani afirma que ele e a sócia foram vítimas de uma quadrilha.
A investigação também identificou movimentações financeiras suspeitas. Segundo os autos, intermediários depositaram dinheiro nas contas da empresa para ocultar a origem dos recursos. O esquema teria movimentado cerca de R$ 2,4 milhões.
O caso ganhou repercussão em dezembro de 2023, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Hinsberg, que investigou o desvio de substâncias químicas e possíveis fraudes em registros comerciais.
A apuração resultou na denúncia que levou Cariani e outros investigados à condição de réus.
Cariani nega participação criminosa. Em manifestação divulgada à imprensa, o advogado Aldo Romani Netto afirmou que a defesa recebeu o pedido de condenação sem surpresa e mantém a confiança em um julgamento justo, com análise das provas apresentadas no processo.
A defesa sustenta que o Judiciário deverá reconhecer a inocência do empresário. Os advogados ainda podem contestar os argumentos da promotoria nas alegações finais defensivas, etapa que antecede a decisão judicial.
Em resumo
O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação do influenciador Renato Cariani por tráfico de insumos químicos, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, em um processo que tramita na Justiça. Cariani, que responde em liberdade, é acusado de desviar mais de 12 toneladas de produtos químicos para a produção de drogas, utilizando notas fiscais fra
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu à Justiça a condenação do influenciador digital e empresário Renato Cariani por tráfico de insumos químicos destinados à fabricação de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. O pedido consta das alegações finais apresentadas pelo órgão na ação penal em andamento na Justiça paulista.
Cariani responde ao processo em liberdade e ainda não foi julgado. A defesa afirma confiar na análise das provas pelo Judiciário e espera a absolvição do influenciador.
A promotoria também pediu a condenação de outros dois empresários, Fábio Spínola Mota e Rodrigo Gomes Pereira, apontados como participantes do esquema.
Segundo a acusação, o esquema teria desviado mais de 12 toneladas de produtos químicos para a produção e a adulteração de cocaína e crack . A investigação mostra que os envolvidos usavam notas fiscais fraudulentas para registrar vendas que não teriam ocorrido e ocultar o destino das substâncias.