Justiça · 2026-10-05 · Redação Notícia ES

MP denuncia dez integrantes da Bamor na Bahia

Acusação atribui organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça a dirigentes e integrantes da torcida organizada.

MP denuncia dez integrantes da Bamor na Bahia
MP denuncia dez integrantes da Bamor na Bahia

O Ministério Público da Bahia denunciou dez integrantes da torcida organizada Bamor por organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça. A acusação foi protocolada na sexta-feira (2) e divulgada nesta segunda-feira (5), após a investigação conduzida na Operação Inquisição.

A CNN Brasil publicou os dados da denúncia e a relação dos acusados. O ge confirmou os cinco crimes apontados pelo Ministério Público, a prisão preventiva dos dez homens e a participação de dirigentes da torcida e de um policial militar entre os denunciados.

Segundo a acusação, o grupo teria mantido uma estrutura estável, com divisão de tarefas, e usado a sede da organizada em Salvador para submeter duas pessoas a violência física e psicológica. Os fatos teriam ocorrido em julho e estariam relacionados a suspeitas internas sobre o sistema de gestão de associados.

Denúncia reúne cinco crimes

Entre os denunciados estão o presidente da Bamor, Matheus Pires Castro, o vice-presidente, Luciano da Silva Venâncio, e o diretor-geral, Gabriel Pereira Silva. Outros integrantes da diretoria e o policial militar Fernando Santana Esquivel também aparecem na acusação apresentada pelo Ministério Público.

A Operação Inquisição foi deflagrada em 28 de setembro. Na ocasião, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. O material recolhido e as diligências policiais subsidiaram a denúncia, que agora depende de análise judicial para seguir como ação penal.

Os dez denunciados permanecem presos preventivamente no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, conforme as reportagens consultadas. A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa condenação; sua manutenção deve ser fundamentada e pode ser questionada pelas defesas.

Além das penas previstas para os crimes atribuídos a cada acusado, o Ministério Público pediu reparação pelos danos materiais e morais sofridos pelas vítimas. A promotoria também requereu indenização de R$ 2 milhões por danos morais coletivos.

Defesa terá espaço processual

A apresentação da denúncia abre uma etapa judicial, mas não encerra a apuração da responsabilidade. O Judiciário deve examinar se a acusação contém elementos suficientes para ser recebida. Se isso ocorrer, os denunciados serão citados e poderão contestar os fatos e as provas.

O processo deverá preservar o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência. As imputações descritas pelo Ministério Público são acusações ainda sujeitas à produção de provas, manifestações das defesas e decisão judicial.

A Bamor havia se manifestado após a operação para defender a observância do devido processo legal. Até a divulgação da denúncia, as fontes consultadas não apresentaram resposta individual dos dez acusados sobre o conteúdo específico da peça protocolada pelo Ministério Público.

O fato confirmado nesta segunda-feira é o oferecimento de uma denúncia contra dez pessoas, e não uma condenação. O avanço do caso dependerá da decisão judicial sobre o recebimento da acusação, da revisão das prisões cautelares e da instrução processual.

Em resumo

Quantas pessoas foram denunciadas?

O Ministério Público da Bahia denunciou dez integrantes da torcida organizada Bamor.

Quais crimes aparecem na denúncia?

A acusação cita organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça.

Quando ocorreu a operação?

A Operação Inquisição foi deflagrada em 28 de setembro de 2026.

Os denunciados estão presos?

Sim. Os dez permanecem em prisão preventiva no Complexo Penitenciário da Mata Escura.

Já houve condenação?

Não. A denúncia ainda será analisada pela Justiça e os acusados poderão exercer ampla defesa.

Fontes