Justiça · 2026-10-21 · Redação Notícia ES

MP pede condenação de Eduarda Campopiano por suposta transfobia contra Erika Hilton

Pedido inclui indenização de ao menos R$ 100 mil e retratação pública; deputada estadual eleita nega intenção de discriminar

MP pede condenação de Eduarda Campopiano por suposta transfobia contra Erika Hilton
MP pede condenação de Eduarda Campopiano por suposta transfobia contra Erika Hilton

Letícia Alves nasceu em Fortaleza e se formou em jornalismo na Universidade Federal do Ceará. Atuou no jornal O Povo, Poder360, Brasil sem Medo e Gazeta do Povo. Atualmente, é repórter na Revista Oeste.

Ministério Público de São Paulo solicitou

O Ministério Público de São Paulo solicitou a condenação da deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP) por suposta transfobia contra a parlamentar trans Erika Hilton (PSOL-SP).

A ação se baseia em uma postagem de Campopiano no X, feita um dia após a eleição, onde questionou Erika sobre a ocupação de espaço político.

O MP argumenta que a declaração ultrapassa a liberdade de expressão e pede R$ 100 mil em indenização, retratação pública e proibição de novas postagens transfóbicas.

Ministério Público de São Paulo pediu nesta terça-feira, 20,

O Ministério Público de São Paulo pediu nesta terça-feira, 20, a condenação da deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP). O motivo: suposta transfobia contra Erika Hilton (PSOL-SP), parlamentar trans.

A ação trata de uma publicação no X, feita um dia depois da eleição .

Na postagem, Campopiano, atualmente vereadora em Praia Grande (SP), perguntou a Erika como era saber que “um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo”.

Para a promotoria, a declaração ultrapassa os limites da liberdade de expressão e não tem proteção da imunidade parlamentar. O órgão afirma que Erika não havia agredido nem citado Campopiano antes da publicação.

Campopiano, de 23 anos, recebeu 1,9 milhão de votos em 4 de outubro e foi a deputada estadual mais votada de São Paulo. Erika obteve 1,5 milhão de votos e tornou-se a mulher trans mais votada da história da Câmara dos Deputados .

O MP pede o pagamento de pelo menos R$ 100 mil por danos morais coletivos. Também solicita uma retratação pública em veículos de ampla circulação e a proibição de novas postagens que considere transfóbicas, sob pena de multa.

“A negação pública da identidade de gênero de parlamentar trans em redes sociais extrapola o âmbito do debate e manifestação política legítima, podendo configurar discriminação e violência política de gênero”, argumenta o órgão.

Em nota enviada ao jornal Folha de S.Paulo no dia 6, Campopiano classificou a postagem como uma “manifestação provocativa realizada no contexto de debate político nas redes sociais”.

A vereadora afirmou que “não houve intenção de promover discriminação, violência ou hostilidade contra qualquer pessoa”.

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Em resumo

O que aconteceu?

Letícia Alves nasceu em Fortaleza e se formou em jornalismo na Universidade Federal do Ceará. Atuou no jornal O Povo, Poder360, Brasil sem Medo e Gazeta do Povo. Atualmente, é repórter na Revista Oeste.

Qual é o ponto principal?

O Ministério Público de São Paulo solicitou a condenação da deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP) por suposta transfobia contra a parlamentar trans Erika Hilton (PSOL-SP). A ação se baseia em uma postagem de Campopiano no X, feita um dia após a eleição, onde questionou Erika sobre a ocupação de espaço político. O MP argumenta que a declaração u

Quais são os dados mais importantes?

O Ministério Público de São Paulo pediu nesta terça-feira, 20, a condenação da deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP). O motivo: suposta transfobia contra Erika Hilton (PSOL-SP), parlamentar trans. A ação trata de uma publicação no X, feita um dia depois da eleição .

Qual é o contexto?

Na postagem, Campopiano, atualmente vereadora em Praia Grande (SP), perguntou a Erika como era saber que “um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo”.

Quais são os próximos desdobramentos?

Para a promotoria, a declaração ultrapassa os limites da liberdade de expressão e não tem proteção da imunidade parlamentar. O órgão afirma que Erika não havia agredido nem citado Campopiano antes da publicação.

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