MPES pede investigação após engenheiro deixar Fórum antes de sentença em Vitória
Patrick Noé dos Santos Filgueira foi condenado a 27 anos de prisão pela morte da esposa, Danielly Benício. O Ministério Público quer apurar em que circunstâncias ele deixou o plenário antes da leitura da sentença

O Ministério Público do Espírito Santo ( MPES ) pediu a abertura de uma investigação para apurar em quais circunstâncias o engenheiro Patrick Noé dos Santos Filgueira , de 42 anos, deixou o Fórum Criminal de Vitória antes de ser condenado pela morte da esposa , a professora de Geografia Danielly Wandermurem Benício.
O contexto da decisão judicial
O órgão também solicitou que o celular do réu seja preservado.
Os pedidos foram acolhidos pelo juiz responsável pelo julgamento. Em nota, o MPES informou que o pedido de abertura de investigação foi para apurar se o réu teria sido informado da condenação antes de o resultado sair da sala secreta onde acontece a votação com o Tribunal do Júri e se tornar público, uma vez que o acusado deixou o Fórum Criminal antes da leitura da sentença.”
Patrick foi condenado a 27 anos, um mês e 15 dias de prisão , em regime inicialmente fechado, por homicídio qualificado por motivo torpe e feminicídio. A sentença foi lida sem a presença dele, que havia deixado o fórum de carro minutos antes.
Detalhes e consequências do caso
O engenheiro acabou localizado e detido pela Guarda Municipal na Avenida Vitória, na altura do bairro Romão, na Capital. Ele dirigia um veículo que pertence a um dos advogados dele. A namorada do condenado também estava no carro, no banco do passageiro.
"A guarda recebeu a placa do veículo que o suspeito se encontrava. A partir desse momento, a placa é inserida no cerco eletrônico, as câmeras vão buscando esse veículo.
Como temos guarnições espalhadas por toda Vitória, a equipe mais próxima da Avenida Vitória realiza a abordagem ao veículo", explicou a comandante da Guarda Municipal da Capital, Fabiana Gonçalves.
Marcos Daniel, advogado de defesa de Patrick, afirmou que vai recorrer da setença e comentou sobre a saída do réu do plenário.
" Se não havia expedição de ordem de prisão, eu entendo que a eventual saída dele, para não ser preso no plenário, não configura nenhum tipo de crime.
A decisão foi manifestamente contrária às provas dos autos, que demonstrava que ela (vítima) estava viva depois que o Patrick sai do apartamento, portanto não poderia ser acusado desse crime e a defesa vai recorrer buscando um novo júri”, disse.
Patrick será encaminhado ao Centro de Triagem de Viana.
O crime aconteceu em dezembro de 2017, no apartamento onde o casal morava, em Jardim Camburi, Vitória. Durante o julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público de que Patrick bateu a cabeça da esposa várias vezes contra o chão.
Além da pena de prisão, o engenheiro foi condenado a pagar R$ 500 mil de indenização por danos morais à família da vítima.
A condenação foi recebida com alívio pela família da professora. A mãe de Danielly, Genessi Wandermurem, falou sobre a angústia vivida durante os quase nove anos de espera.
"Graças a Deus, hoje o senhor ouviu meu clamor. Não vai trazer a Danielly mais, mas ele merece, é lá que ele precisa ficar", afirmou.
* Com informações da repórter Isabelle Oliveira, da TV Gazeta.
O Ministério Público do Espírito Santo ( MPES ) pediu a abertura de uma investigação para apurar em quais circunstâncias o engenheiro Patrick Noé dos Santos Filgueira , de 42 anos, deixou o Fórum Criminal de Vitória antes de ser condenado pela morte da esposa , a professora de Geografia Danielly Wandermurem
O crime aconteceu em dezembro de 2017, no apartamento onde o casal morava, em Jardim Camburi, Vitória.
Durante o julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público de que Patrick bateu a cabeça da esposa várias vezes contra o chão.
Além da pena de prisão, o engenheiro foi condenado a pagar R$ 500 mil de indenização por danos morais à família da vítima. A condenação foi recebida com alívio pela família da professora.
A mãe de Danielly, Genessi Wandermurem, falou sobre a angústia vivida durante os quase nove anos de espera. "Graças a Deus, hoje o senhor ouviu meu clamor.
Não vai trazer a Danielly mais, mas ele merece, é lá que ele precisa ficar", afirmou. * Com informações da repórter Isabelle Oliveira, da TV Gazeta.
Em resumo
O Ministério Público do Espírito Santo ( MPES ) pediu a abertura de uma investigação para apurar em quais circunstâncias o engenheiro Patrick Noé dos Santos Filgueira , de 42 anos, deixou o Fórum Criminal de Vitória antes de ser condenado pela morte da esposa , a professora de Geografia Danielly Wandermurem Benício.
Os pedidos foram acolhidos pelo juiz responsável pelo julgamento. Em nota, o MPES informou que o pedido de abertura de investigação foi para apurar se o réu teria sido informado da condenação antes de o resultado sair da sala secreta onde acontece a votação com o Tribunal do Júri e se tornar público, uma vez que o acusado deixou o Fórum Criminal antes da leitura da sentença.”
Patrick foi condenado a 27 anos, um mês e 15 dias de prisão , em regime inicialmente fechado, por homicídio qualificado por motivo torpe e feminicídio. A sentença foi lida sem a presença dele, que havia deixado o fórum de carro minutos antes.
O engenheiro acabou localizado e detido pela Guarda Municipal na Avenida Vitória, na altura do bairro Romão, na Capital. Ele dirigia um veículo que pertence a um dos advogados dele. A namorada do condenado também estava no carro, no banco do passageiro.
"A guarda recebeu a placa do veículo que o suspeito se encontrava. A partir desse momento, a placa é inserida no cerco eletrônico, as câmeras vão buscando esse veículo.