MPT processa deputada estadual mais votada do RJ por post sobre eleitores de Lula
Justiça manda Índia Armelau apagar, em 48 horas, mensagem que orientava empresários a checar se funcionários fizeram o “L”

A Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro determinou que a deputada estadual Índia Armelau (PL) apague, em até 48 horas, publicações que incentivam demissões por convicção política, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.
Decisão do juiz Leonardo Saggese Fonseca atendeu parcialmente ao
A decisão do juiz Leonardo Saggese Fonseca atendeu parcialmente ao pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), que argumentou que as postagens ameaçam direitos dos trabalhadores e promovem discriminação.
A Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro determinou nesta terça-feira, 27, que a deputada estadual Índia Armelau (PL) apague, em até 48 horas, publicações que, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), incentivam empresários a demitir funcionários por convicção política.
A decisão é do juiz Leonardo Saggese Fonseca, da 3ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. Ele atendeu parcialmente ao pedido do MPT e fixou multa diária de R$ 5 mil caso os posts não sejam removidos no prazo.
Índia foi reeleita neste ano como a deputada estadual
Índia foi reeleita neste ano como a deputada estadual mais votada do Rio de Janeiro.
Nas redes sociais, a parlamentar orientou empresários a verificar se funcionários fizeram o “L”, gesto associado a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da silva, reeleito no domingo 25.
“Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez ‘L’”, afirmou. “Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários.”
Além de remover as publicações, Índia deverá se abster de incentivar empregadores a discriminar, demitir, prejudicar ou perseguir trabalhadores por suas convicções políticas. Novos atos do tipo poderão resultar em multa a ser fixada pela Justiça.
Na decisão, Fonseca afirmou que a publicação pode ameaçar direitos dos trabalhadores e atingir a liberdade de convicção política. Para o juiz, a imunidade parlamentar não é absoluta quando declarações feitas fora do Parlamento podem atingir direitos fundamentais de terceiros.
Um post compartilhado por Índia Armelau (@india_armelau)
O entendimento acompanha a tese do MPT. Na ação civil pública, o órgão sustentou que a mensagem estimula o assédio eleitoral e a discriminação por convicção política, e que a imunidade não protege discursos discriminatórios.
A ação também pedia que a deputada publicasse, em até 24 horas, um comunicado com a informação de que empregados podem escolher livremente seus candidatos. O MPT solicitou ainda multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento e o pagamento de R$ 500 mil por dano moral coletivo.
Em resposta, Índia Armelau negou ter falado em “demissão em massa”. A deputada disse apoiar a campanha “Não Contrate Quem Odeia Empresários” e defendeu que patrões conservadores contratem empregados do mesmo espectro político.
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Em resumo
A Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro determinou que a deputada estadual Índia Armelau (PL) apague, em até 48 horas, publicações que incentivam demissões por convicção política, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. A decisão do juiz Leonardo Saggese Fonseca atendeu parcialmente ao pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), que argumentou que as posta
A Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro determinou nesta terça-feira, 27, que a deputada estadual Índia Armelau (PL) apague, em até 48 horas, publicações que, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), incentivam empresários a demitir funcionários por convicção política.
A decisão é do juiz Leonardo Saggese Fonseca, da 3ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. Ele atendeu parcialmente ao pedido do MPT e fixou multa diária de R$ 5 mil caso os posts não sejam removidos no prazo. Índia foi reeleita neste ano como a deputada estadual mais votada do Rio de Janeiro.
Nas redes sociais, a parlamentar orientou empresários a verificar se funcionários fizeram o “L”, gesto associado a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da silva, reeleito no domingo 25.
“Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez ‘L’”, afirmou. “Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários.”