MST elege oito nomes para Câmara e assembleias
Movimento terá quatro representantes na Câmara dos Deputados e outros quatro em assembleias legislativas a partir de 2027.

Oito candidatos apoiados pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra foram eleitos no primeiro turno de domingo (4) para mandatos no Legislativo. O grupo reúne quatro futuros deputados federais e quatro estaduais, todos eleitos pelo PT em diferentes estados.
O Metrópoles publicou o balanço nesta segunda-feira (5). A página oficial do MST confirmou a relação dos eleitos, a divisão das vagas entre Câmara e assembleias e os estados representados, permitindo confrontar os nomes apresentados na apuração.
Para a Câmara dos Deputados, foram reeleitos Valmir Assunção, pela Bahia, Marcon, pelo Rio Grande do Sul, e João Daniel, por Sergipe. Rosa Amorim, de Pernambuco, deixa a Assembleia Legislativa e foi eleita deputada federal, tornando-se a primeira mulher ligada ao movimento a alcançar uma cadeira na Câmara, segundo o MST.
MST amplia presença parlamentar
Nas assembleias estaduais, Adão Pretto Filho foi reeleito no Rio Grande do Sul, Marina do MST renovou o mandato no Rio de Janeiro e Missias foi reconduzido no Ceará. Camilo Daniel, ex-vereador de Aracaju, conquistou pela primeira vez uma cadeira na Assembleia Legislativa de Sergipe.
O resultado distribui os oito mandatos por seis estados: Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Sergipe. A presença em duas esferas legislativas permite que as pautas defendidas pelos eleitos sejam apresentadas tanto no debate nacional quanto em temas submetidos aos parlamentos estaduais.
O apoio do movimento não cria uma bancada partidária separada. Os oito eleitos pertencem ao PT e estarão sujeitos às regras das Casas, às decisões das bancadas formais e ao processo legislativo comum. A vinculação ao MST expressa trajetória política e agenda pública, não uma categoria institucional do Congresso ou das assembleias.
Entre os temas tradicionalmente associados ao movimento estão reforma agrária, produção de alimentos, crédito rural, educação no campo e proteção de assentamentos. A apresentação de propostas, porém, dependerá da atuação individual dos parlamentares, das comissões às quais forem designados e da construção de maioria para cada votação.
Mandatos começam em 2027
Os quatro deputados federais integrarão uma Câmara de 513 cadeiras. O grupo, portanto, não tem força numérica para aprovar matérias sozinho, mas pode participar de frentes parlamentares, relatorias e articulações com outras bancadas da esquerda e do campo popular.
Nos estados, as prioridades podem variar conforme a realidade regional. Questões fundiárias e agrícolas costumam envolver competências compartilhadas entre União, governos estaduais e municípios, o que torna a atuação simultânea em Brasília e nas assembleias relevante para a tramitação de políticas públicas.
A posse dos eleitos ocorrerá em 2027, quando começa a nova legislatura. Até lá, a Justiça Eleitoral ainda realiza a diplomação, etapa que reconhece formalmente os candidatos escolhidos e habilita o exercício dos mandatos, desde que não exista impedimento jurídico posterior.
O balanço confirmado pelas duas fontes é de oito eleitos apoiados pelo MST: quatro para a Câmara e quatro para legislativos estaduais. O resultado amplia a representação política vinculada ao movimento, mas sua influência efetiva dependerá das funções assumidas e das alianças construídas em cada Casa.
Em resumo
Foram eleitos oito candidatos apoiados pelo movimento no primeiro turno de 2026.
Quatro eleitos exercerão mandatos de deputado federal a partir de 2027.
Valmir Assunção, Marcon, João Daniel e Rosa Amorim conquistaram vagas de deputado federal.
Quatro nomes conquistaram cadeiras nos legislativos do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Ceará e Sergipe.
Todos os nomes relacionados pelo movimento foram eleitos pelo Partido dos Trabalhadores.