Segurança Pública · 2026-08-30 · Redação Notícia ES

Mulher de 46 anos morre após atropelamento na Dante Michelini, em Vitória

Wanessa Martha Gonçalves de Carvalho foi socorrida e levada ao HEUE, mas não resistiu; motorista permaneceu no local e teste do bafômetro deu negativo, segundo a PM.

Mulher de 46 anos morre após atropelamento na Dante Michelini, em Vitória
Mulher de 46 anos morre após atropelamento na Dante Michelini, em Vitória

Uma mulher de 46 anos morreu depois de ser atropelada na madrugada deste domingo, 30 de agosto, na Avenida Dante Michelini, em Jardim Camburi, Vitória. A vítima foi identificada como Wanessa Martha Gonçalves de Carvalho. Ela chegou a receber atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e foi levada ao Hospital Estadual de Urgência e Emergência, mas não resistiu aos ferimentos.

O atropelamento ocorreu em um trecho da avenida próximo a um posto de combustíveis e a um estabelecimento comercial. Segundo informações atribuídas à Polícia Militar pelas reportagens consultadas, o motorista permaneceu no local após a colisão, prestou esclarecimentos e realizou o teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo para ingestão de álcool.

Relato do motorista será apurado

O condutor informou aos policiais que trafegava pela Avenida Dante Michelini quando Wanessa teria iniciado a travessia da pista. Segundo esse relato, ela correu para o outro lado da avenida após ser chamada pelo namorado e estaria fora da faixa de pedestres quando foi atingida.

Essa versão é uma declaração atribuída ao motorista e não deve ser tratada como conclusão definitiva sobre a dinâmica do acidente. A apuração das circunstâncias do atropelamento depende de elementos como depoimentos, imagens eventualmente disponíveis no trecho, vestígios, perícia e demais providências da investigação.

As fontes consultadas convergem sobre os pontos principais: o atropelamento aconteceu na madrugada de domingo, a vítima tinha 46 anos, foi socorrida ao HEUE, morreu depois do atendimento e o motorista permaneceu no local. Também há concordância quanto ao resultado negativo do teste de alcoolemia.

Avenida concentra fluxo intenso na orla

A Dante Michelini é uma das principais vias da capital e acompanha grande parte da orla de Camburi. Além de receber tráfego de ligação entre diferentes bairros, a avenida reúne restaurantes, bares, hotéis, condomínios e outros estabelecimentos que aumentam a circulação de pedestres, especialmente à noite e aos fins de semana.

O episódio deste domingo chama atenção novamente para a convivência entre veículos e pedestres em vias de grande fluxo. Em acidentes com atropelamento, fatores como velocidade, iluminação, visibilidade, local de travessia e comportamento dos envolvidos precisam ser avaliados tecnicamente antes da atribuição de responsabilidade.

O Código de Trânsito Brasileiro estabelece deveres tanto para motoristas quanto para pedestres. Condutores devem manter atenção e velocidade compatível com as condições da via, enquanto pedestres devem observar os locais apropriados para travessia. A eventual responsabilidade em um caso concreto, porém, é definida a partir das provas e não apenas por uma versão inicial apresentada no local.

Atendimento não conseguiu reverter ferimentos

Após o atropelamento, Wanessa foi atendida por uma equipe do Samu e encaminhada ao Hospital Estadual de Urgência e Emergência, referência no atendimento de traumas na Grande Vitória. Apesar do socorro, ela morreu em decorrência dos ferimentos.

Até a publicação desta reportagem, as fontes consultadas não detalhavam eventual velocidade do veículo, existência de câmeras que tenham registrado o momento exato da colisão ou resultado de perícia capaz de reconstruir integralmente o acidente. Também não havia informação pública consolidada sobre responsabilização criminal do motorista.

Esses pontos são importantes porque um atropelamento fatal não permite conclusões automáticas a partir do resultado. O fato de o teste do bafômetro ter sido negativo afasta, naquele exame, indicação de ingestão de álcool pelo condutor, mas não encerra a análise das demais circunstâncias de trânsito.

Investigação deve definir a dinâmica

A identificação da vítima e os relatos iniciais permitem estabelecer o que ocorreu em linhas gerais, mas a reconstrução precisa dependerá da investigação. Se houver imagens de câmeras privadas ou públicas, elas poderão ajudar a determinar a posição dos envolvidos, a velocidade aproximada do veículo e o ponto em que a travessia começou.

Depoimentos de pessoas que estavam na região também podem complementar a apuração. A versão apresentada pelo motorista deve ser confrontada com os demais elementos disponíveis antes de qualquer conclusão sobre culpa.

Wanessa morreu poucas horas depois de sair de um evento na região. O acidente transforma mais uma travessia da movimentada orla de Vitória em caso fatal e reforça a necessidade de atenção redobrada de motoristas e pedestres em trechos de intensa circulação noturna.

Fontes consultadas: A Gazeta, publicação que originou a pauta; Folha Vitória, confirmação independente das informações atribuídas à Polícia Militar e do atendimento à vítima; Diário Local, confirmação da identificação da vítima, local, socorro e relato inicial sobre a dinâmica do atropelamento.

Fontes