Na reta final da campanha, Lula e Flávio travam batalha pelo Bolsa Família
A discussão começou depois que a coordenadora de economia da campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, afirmou que o Bolsa Família vai ter um período de transição de dois anos para quem passar a obter renda.

O Bolsa Família está repercutindo nas redes sociais nesta segunda-feira, com ambos candidatos à Presidência da República travando uma batalha pela valorização do principal programa social do governo.
Discussão começou depois que a coordenadora de economia
A discussão começou depois que a coordenadora de economia da campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, afirmou que o Bolsa Família vai ter um período de transição de dois anos para quem passar a obter renda.
Em entrevista à CBN Bahia , ela disse que a ideia é que durante esse período de 24 meses, o beneficiário continuaria recebendo os valores, mesmo se conseguir um trabalho.
A fala, no entanto, teria sido distorcida nas redes sociais. Aliados do presidente Lula interpretaram a manifestação da ex-presidente da Caixa Econômica Federal como um caminho para limitar os pagamentos ou mesmo acabar com o programa de transferência de renda.
Dessa forma, Flávio foi às redes dizer
Dessa forma, Flávio foi às redes dizer que o programa não vai acabar.
"É mentira que vou acabar com o Bolsa Família em até dois anos. É óbvio que é mentira, você que recebe fique tranquilo.
O que estou propondo é muito melhor que isso, que é incentivar quem conseguir um emprego ou abrir um negócio, terá até dois anos ainda recebendo o benefício", disse.
O candidato do PL passou a defender o Bolsa Família e agregou o tema na campanha nos último dias.
O programa de governo disponível no site do Tribunal do Superior Eleitoral (TSE) não cita nenhum benefício pago atualmente.
O texto fala em transparência dos gastos públicos com "choque de gestão" e "avaliação de políticas públicas, identificando quem são os beneficiários de cada programa e medindo o impacto real de cada gasto".
O senador já foi crítico de programas de transferência de renda e em 2011 chegou a chamar de "bolsa-farelo" uma iniciativa semelhante do governo do Rio de Janeiro. Depois, com o pai na Presidência, começou a mudar o discurso.
Já do lado de Lula, o Bolsa Família, criado em 2003, é um principais programas do petista. Em setembro deste ano, já em meio à campanha eleitoral, o governo anunciou o reajuste dos benefícios sociais em cerca de 15%.
Dessa forma, já está valendo o novo piso do programa, que passou de R$ 600 para R$ 691. O programa estava sem reajuste desde 2023.
Em setembro, após anunciar um reajuste no benefício, o presidente classificou o Bolsa Família como "o melhor programa social criado no mundo" e afirmou que pretende mantê-lo enquanto houver pessoas que precisem da transferência de renda.
Numa entrevista à Rádio Itatiaia, ele disse que o programa será mantido "até que um dia, não se precise mais".
Para ter direito ao Bolsa Família, a renda mensal per capita deve ser de até R$ 218.
O acesso ao programa ocorre por meio do Cadastro Único (CadÚnico), que reúne as informações socioeconômicas das famílias em situação de pobreza. Os municípios são responsáveis pela coleta dessas informações.
O programa já tem uma regra de transição - para estar na Regra de Proteção, a renda mensal por pessoa não pode ultrapassar o valor de R$ 706.
Mesmo que a renda da família ultrapasse o teto de pagamento, não há exclusão imediata. Os beneficiários podem continuar recebendo 50% do valor do benefício que recebia antes, por um período de até 18 meses.
Em resumo
O Bolsa Família está repercutindo nas redes sociais nesta segunda-feira, com ambos candidatos à Presidência da República travando uma batalha pela valorização do principal programa social do governo. A discussão começou depois que a coordenadora de economia da campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, afirmou que o Bolsa Família vai t
Em entrevista à CBN Bahia , ela disse que a ideia é que durante esse período de 24 meses, o beneficiário continuaria recebendo os valores, mesmo se conseguir um trabalho.
A fala, no entanto, teria sido distorcida nas redes sociais. Aliados do presidente Lula interpretaram a manifestação da ex-presidente da Caixa Econômica Federal como um caminho para limitar os pagamentos ou mesmo acabar com o programa de transferência de renda.
Dessa forma, Flávio foi às redes dizer que o programa não vai acabar.
"É mentira que vou acabar com o Bolsa Família em até dois anos. É óbvio que é mentira, você que recebe fique tranquilo. O que estou propondo é muito melhor que isso, que é incentivar quem conseguir um emprego ou abrir um negócio, terá até dois anos ainda recebendo o benefício", disse.