Nasdaq tem pior mês em mais de um ano com temores sobre IA
Bolsas americanas fecharam em queda na sexta-feira (30) pressionada pela forte baixa das ações do setor de tecnologia; derretimento da Intel ampliou a preocupação dos investidores com as perspectivas sobre IA

Wall Street registrou um dia de perdas acentuadas na sexta-feira (30), após a divulgação dos resultados mais recentes do setor de tecnologia reacender preocupações de que os investimentos em inteligência artificial (IA) possam não gerar o retorno esperado pelos investidores.
Os números do levantamento
O índice Nasdaq recuou 2,86%, e o S&P 500 caiu 1,82% — ambos registrando o pior desempenho diário desde junho. O Dow Jones teve uma queda de aproximadamente 1,1%.
Há poucas semanas, o Nasdaq e o S&P 500 haviam atingido patamares recordes. No entanto, o mercado ficou abalado este mês diante de preocupações com taxas de juros mais elevadas, o alto consumo de caixa das empresas de tecnologia em investimentos massivos em IA, além de resultados e projeções abaixo do esperado.
O Nasdaq acumula agora uma queda de 7,8% em relação à máxima histórica registrada no início deste mês, apresentando seu pior desempenho mensal desde março de 2025. O S&P 500 registra uma queda de aproximadamente 3% em relação ao seu pico.
Impactos e informações adicionais
As ações da Intel despencaram 28,58% na sexta-feira (30) — seu pior desempenho desde 1974 e o segundo pior da história —, após a empresa divulgar projeções mais fracas para o quarto trimestre, citando uma fraqueza no mercado de PCs, uma vez que o aumento nos custos dos chips de memória está prejudicando a demanda dos consumidores.
As ações da Amazon também recuaram , caindo 1,4%, depois de um relatório de resultados que indicou novos aumentos nos gastos com inteligência artificial (IA), enquanto as vendas e o lucro da empresa ficaram abaixo das expectativas dos analistas.
As preocupações dos investidores com o "boom" da IA também afetaram outras fabricantes de semicondutores: as ações da Nvidia recuaram 4,2%, enquanto um índice de referência do setor de chips caiu 7,2%.
Alphabet, Microsoft , Meta e Amazon estão investindo, juntas, centenas de bilhões de dólares na construção de data centers.
Após um período de entusiasmo com tudo o que envolvia IA, Wall Street passou a ser mais criteriosa, avaliando quais empresas estão investindo de forma racional e obtendo retornos tangíveis sobre o capital aplicado.
A sexta-feira marcou o último dia de negociação de um mês difícil para as ações do setor de inteligência artificial (IA), à medida que os investidores continuam a examinar o custo elevado do "boom" da IA, exigindo provas de que esses investimentos acabarão se traduzindo em lucro.
“Estamos saindo da fase de "esperanças e sonhos" no que diz respeito aos investimentos em IA e entrando na fase do "quero ver resultados"”, afirmou Joe Tigay, gestor de portfólio na Equity Armor Investments, em uma nota.
“Ter carteiras de pedidos cheias é ótimo, mas os investidores querem ver quem realmente consegue entregar, transformar essa demanda em ganhos e gerar caixa”, disse ele.
A promessa da Alphabet de obter retornos a partir da IA “está sendo adiada para um futuro cada vez mais distante”, sinalizou Matt Maley, estrategista-chefe da Miller Tabak + Co, em uma nota.
“Isso levanta a questão sobre se o retorno será, de fato, tão expressivo quanto a empresa tem prometido”, continuou.
À medida que as big techs intensificam os gastos, os investidores começam a ficar preocupados com o impacto disso nos balanços financeiros.
Pela primeira vez na história, a Alphabet registrou dois trimestres consecutivos de fluxo de caixa livre negativo, um reflexo da aceleração dos investimentos em IA em um cenário em que a receita não cresce na velocidade esperada.
Na semana passada, a Meta divulgou um trimestre com fluxo de caixa livre negativo — algo que não ocorria desde 2012.
A Amazon anunciou um fluxo de caixa livre negativo de US$ 42,4 bilhões nos últimos 12 meses, período em que a companhia ampliou significativamente os gastos com IA.
“Os investidores não querem apenas ver despesas de capital (capex); eles querem ver retornos concretos”, observou Neil Wilson, estrategista da Saxo Markets.
“No que diz respeito ao setor de IA como um todo, começamos a notar uma avaliação mais crítica sobre o retorno do investimento diante desse gasto em inteligência artificial”.
Alphabet e Meta encontram-se em um mercado em baixa, com quedas superiores a 20% em relação aos seus picos registrados, respectivamente, em maio e agosto de 2025.
Ao contrário de Alphabet, Meta e Amazon, a Microsoft anunciou um fluxo de caixa livre positivo de US$ 18,6 bilhões no último trimestre, e suas ações apresentam uma queda de apenas 4% em relação à máxima histórica atingida no início deste mês.
Em resumo
Wall Street registrou um dia de perdas acentuadas na sexta-feira (30), após a divulgação dos resultados mais recentes do setor de tecnologia reacender preocupações de que os investimentos em inteligência artificial (IA) possam não gerar o retorno esperado pelos investidores.
O índice Nasdaq recuou 2,86%, e o S&P 500 caiu 1,82% — ambos registrando o pior desempenho diário desde junho. O Dow Jones teve uma queda de aproximadamente 1,1%.
Há poucas semanas, o Nasdaq e o S&P 500 haviam atingido patamares recordes. No entanto, o mercado ficou abalado este mês diante de preocupações com taxas de juros mais elevadas, o alto consumo de caixa das empresas de tecnologia em investimentos massivos em IA, além de resultados e projeções abaixo do esperado.
O Nasdaq acumula agora uma queda de 7,8% em relação à máxima histórica registrada no início deste mês, apresentando seu pior desempenho mensal desde março de 2025. O S&P 500 registra uma queda de aproximadamente 3% em relação ao seu pico.
As ações da Intel despencaram 28,58% na sexta-feira (30) — seu pior desempenho desde 1974 e o segundo pior da história —, após a empresa divulgar projeções mais fracas para o quarto trimestre, citando uma fraqueza no mercado de PCs, uma vez que o aumento nos custos dos chips de memória está prejudicando a demanda dos consumidores.