Netinho morre aos 60 anos em Salvador
Cantor conhecido por Milla morreu nesta terça-feira após complicações de um linfoma; despedida será reservada a familiares e amigos.

O cantor Netinho morreu aos 60 anos nesta terça-feira (13), em Salvador. Conhecido nacionalmente pelo sucesso “Milla”, ele enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B e teve o quadro agravado por insuficiência renal e disfunção de múltiplos órgãos.
A morte foi confirmada pela assessoria do artista, segundo o Poder360, e também noticiada pelo UOL com informações da equipe do cantor. A comunicação divulgada nas redes sociais informou que as cerimônias de despedida serão restritas a familiares e amigos, sem acesso do público.
Netinho estava internado no Hospital Aliança Star, na capital baiana. O diagnóstico do linfoma havia sido divulgado em março de 2025. Depois de um período de tratamento, a doença voltou a se manifestar em 2026, quando o cantor retomou sessões de quimioterapia e permaneceu sob acompanhamento médico.
Antes da confirmação da morte, a equipe vinha atualizando o público sobre o estado de saúde do artista. A informação divulgada nesta terça atribuiu a morte às complicações provocadas pelo câncer, com comprometimento dos rins e de outros órgãos.
Trajetória ajudou a projetar o axé
Nascido Ernesto de Souza Andrade Júnior em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, Netinho começou a ganhar projeção no fim dos anos 1980. À frente da Banda Beijo, ele se tornou um dos nomes associados à expansão da axé music para além da Bahia.
A carreira solo ampliou esse alcance. Lançada em 1996, “Milla” tornou-se a gravação mais conhecida do cantor e permaneceu ligada à sua imagem por três décadas. Canções como “Fim de Semana” e “Menina” também integraram o repertório que levou Netinho a grandes palcos, carnavais e programas de televisão.
A vida artística foi interrompida em 2013 por uma grave complicação hepática. Durante a internação, o cantor sofreu três acidentes vasculares cerebrais e passou por cirurgias no cérebro. O tratamento exigiu uma recuperação prolongada e o afastou dos palcos por cerca de quatro anos.
Netinho retomou as apresentações em dezembro de 2017. A volta teve significado especial para fãs e músicos do axé, porque mostrou a tentativa de reconstruir a rotina profissional depois de um período longo de cuidados médicos.
Cerimônias serão reservadas à família
A decisão de manter velório e cremação em ambiente privado foi comunicada pela equipe ao anunciar a morte. Até a última atualização das fontes consultadas, não havia programação de homenagem pública nem orientação para a presença de admiradores no local das cerimônias.
A morte encerra uma trajetória marcada pela presença de Netinho na fase de maior circulação nacional da música baiana. Seu trabalho ajudou a transformar canções de carnaval em sucessos executados durante todo o ano e alcançou públicos fora dos circuitos tradicionais da festa.
A assessoria agradeceu as manifestações de carinho recebidas durante o tratamento. Para quem acompanhou a carreira do cantor, a despedida se concentra agora no repertório deixado por ele e na lembrança de uma voz que ocupou espaço importante na popularização do axé.
Em resumo
O cantor morreu nesta terça-feira, 13 de outubro de 2026, em Salvador, aos 60 anos.
A equipe informou complicações de um linfoma não Hodgkin do tipo B, com insuficiência renal e disfunção de múltiplos órgãos.
“Milla”, lançada em 1996, tornou-se a música mais conhecida de sua carreira solo.
Sim. Ele ganhou projeção como vocalista da Banda Beijo no fim dos anos 1980.
Não. A assessoria informou que velório e cremação serão reservados a familiares e amigos.