Esporte · 2026-11-08 · Redação Notícia ES

Norris vence em Interlagos, Verstappen escala até o pódio e Câmara é último

Inglês vence o GP de São Paulo após largar na pole, e holandês faz corrida de recuperação

Norris vence em Interlagos, Verstappen escala até o pódio e Câmara é último
Norris vence em Interlagos, Verstappen escala até o pódio e Câmara é último

Nos últimos três anos, Interlagos tem sido cenário de afirmação para Lando Norris e de recuperação para Max Verstappen . Com competência e um pouco de sorte, o inglês conquistou a pole position em 2024, 2025 e 2026.

As informações principais do assunto

Neste domingo (8), confirmou o bom desempenho na classificação e venceu o GP de São Paulo pela segunda vez consecutiva.

Campeão em 2025, o piloto da McLaren foi o primeiro a ver a bandeira quadriculada ser agitada na reta principal por Neymar.

Ao conquistar o segundo triunfo em Interlagos, ele se iguala a outros campeões mundiais que também venceram duas vezes no circuito: Emerson Fittipaldi (1973 e 1974), Michael Schumacher (1994 e 1995) e Max Verstappen (2023 e 2024).

Contexto e informações complementares

"O principal hoje era ficar tranquilo, não cometer erros e eu consegui o que eu queria. Muito bom estar no lugar mais alto do pódio, e que bom fazer isso em Interlagos", afirmou Norris.

Verstappen, por sua vez, terminou na segunda posição e mostrou mais uma vez sua capacidade de superar adversidades.

O holandês largou em 21º após receber punições por trocas no morto de sua Red Bull e conseguiu chegar ao pódio, repetindo as escaladas que protagonizou nas duas edições anteriores.

Em 2024, também saiu do fim do pelotão para vencer a corrida. No ano passado, voltou a avançar pelo grid e terminou entre os três primeiros colocados.

Norris e Verstappen demonstraram mais uma vez habilidade para lidar com as condições adversas de Interlagos. O fim de semana foi marcado pela instabilidade do tempo e pelo asfalto molhado, fatores que exigiram atenção dos pilotos mesmo antes da chegada da chuva mais intensa.

Desde o fim do treino classificatório, no sábado (7), havia a expectativa de que a corrida seria disputada sob forte chuva.

Diante das previsões e da garoa que persistiu desde as primeiras horas da manhã deste domingo, todas as equipes optaram por largar com pneus de chuva. A precipitação mais intensa, porém, só chegou na 60ª volta.

Mesmo antes disso, o asfalto apresentou vários trechos molhados ao longo da prova. Vários pilotos sofreram com as condições da pista, entre eles os brasileiros Gabriel Bortoleto , da Audi, e Rafael Câmara, da Haas .

Para o pernambucano, a dificuldade era ainda maior por se tratar de sua estreia na F1.

Primeiro nordestino a representar o Brasil na principal categoria do automobilismo, Câmara esperava estrear em 2027, depois de ser confirmado pela Haas como titular ao lado do inglês Oliver Bearman.

Sua estreia, porém, foi antecipada após um desentendimento de Esteban Ocon com integrantes da equipe, que levou ao rompimento do contrato do francês antes do fim da temporada.

Ocon deixou a Haas na última semana, durante a disputa do GP do México. Câmara poderia ter assumido o cockpit antes, mas acabou preterido pelo japonês Ryo Hirakawa.

Quando recebeu a oportunidade de estrear justamente no Brasil, passou a enfrentar um cenário de pressão adicional, tanto pela primeira corrida na F1 quanto pela expectativa da torcida brasileira.

Antes da etapa, o chefe da Haas, Ayao Komatsu, havia estabelecido uma meta principal para o brasileiro: ter um fim de semana sem grandes incidentes. Mais do que cobrar um resultado específico, o dirigente queria que Câmara pudesse se concentrar em pilotar.

"A meta é terminar a corrida", afirmou Komatsu à Folha antes do primeiro treino livre, na sexta-feira (6).

"E o nosso objetivo como equipe é muito claro: simplificar tudo para que o Rafa possa se concentrar naquilo que faz de melhor, que é pilotar o carro com sensibilidade", acrescentou.

O brasileiro conseguiu cumprir esse primeiro objetivo, apesar dos incidentes na classificação e na corrida. Ele cruzou a linha de chegada na 20ª e última posição.

Câmara largou em 11º. No treino classificatório, bateu na segunda parte da sessão, pouco depois de registrar o 13º melhor tempo. Acabou herdando duas posições no grid após punições aplicadas a pilotos que estavam à sua frente.

Em resumo

O que aconteceu?

Nos últimos três anos, Interlagos tem sido cenário de afirmação para Lando Norris e de recuperação para Max Verstappen . Com competência e um pouco de sorte, o inglês conquistou a pole position em 2024, 2025 e 2026. Neste domingo (8), confirmou o bom desempenho na classificação e venceu o GP de São Paulo pela segunda vez consecutiva.

Qual é o ponto principal?

Campeão em 2025, o piloto da McLaren foi o primeiro a ver a bandeira quadriculada ser agitada na reta principal por Neymar.

Quais são os dados mais importantes?

Ao conquistar o segundo triunfo em Interlagos, ele se iguala a outros campeões mundiais que também venceram duas vezes no circuito: Emerson Fittipaldi (1973 e 1974), Michael Schumacher (1994 e 1995) e Max Verstappen (2023 e 2024).

Qual é o contexto?

"O principal hoje era ficar tranquilo, não cometer erros e eu consegui o que eu queria. Muito bom estar no lugar mais alto do pódio, e que bom fazer isso em Interlagos", afirmou Norris.

Quais são os próximos desdobramentos?

Verstappen, por sua vez, terminou na segunda posição e mostrou mais uma vez sua capacidade de superar adversidades. O holandês largou em 21º após receber punições por trocas no morto de sua Red Bull e conseguiu chegar ao pódio, repetindo as escaladas que protagonizou nas duas edições anteriores.

Fontes