Novo remédio para câncer de mama é aprovado no Brasil
Etcamah é indicado para o tratamento de adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático, ou seja, quando o tumor se espalha para outros órgãos

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Contexto
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Etcamah , indicado para o tratamento de adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático, ou seja, quando o tumor se espalha para as proximidades dos seios ou para outros órgãos, respectivamente.
O fármaco já havia sido aprovado anteriormente pela FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, e pela EMA, agência reguladora da União Europeia. Ele também é usado em mais de 30 países ao redor do mundo, incluindo o Japão e o Canadá. O remédio é fabricado e desenvolvido pela farmacêutica AstraZeneca.
Segundo a Anvisa, o Etcamah é uma alternativa terapêutica especialmente para pacientes que ainda não apresentaram progressão radiológica , ou seja, pessoas cujo crescimento dos tumores ainda não pode ser visto em exames de imagem, mas que já demonstraram a presença do chamado gene ESR1 mutante .
Desdobramentos
A aprovação é vista como uma possibilidade de intervenção precoce , para ser usada antes da progressão da doença, em vez de esperar até que o câncer se torne mais difícil de tratar e os desfechos clínicos e a qualidade de vida da paciente se deteriorem.
O medicamento é utilizado quando as células cancerígenas apresentam as seguintes características:
Muitas pacientes com esse tipo de câncer recebem tratamento de primeira linha, como as terapias endócrinas com inibidores de CDK4/6.
No entanto, frequentemente desenvolvem resistência a essas terapias. Segundo o FDA, aproximadamente 30% das pacientes com câncer de mama HR-positivo sensível à terapia endócrina desenvolvem mutações no ESR1 durante o tratamento de primeira linha, antes da progressão da doença.
É aí que entra o papel do Etcamah, um degradador seletivo do receptor de estrogênio (SERD) e antagonista completo desse receptor. Isso significa que ele bloqueia e promove a degradação do receptor de estrogênio nas células tumorais , o que reduz o crescimento de tumores dependentes desse hormônio.
Os resultados têm como base o “ SERENA-6 “, um estudo de fase 3, duplo-cego e randomizado, considerado o padrão-ouro da pesquisa científica, que avaliou a eficácia e a segurança do Etcamah em combinação com um inibidor de CDK4/6 versus o tratamento com um inibidor de aromatase em combinação com um inibidor de CDK4/6.
O estudo global recrutou 315 pacientes adultos com câncer de mama avançado HR-positivo e HER2-negativo. Os resultados mostraram que o Etcamah, em combinação com um inibidor de CDK4/6, reduziu o risco de progressão da doença ou morte em 56% em comparação com o tratamento padrão com um inibidor de aromatase.
O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais comum e uma das principais causas de morte por câncer em todo o mundo. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no período de 2023 a 2025, foram registrados 73. 610 casos da doença , o que representa 30,1% dos cânceres em mulheres.
Em resumo
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Etcamah , indicado para o tratamento de adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático, ou seja, quando o tumor se espalha para as proximidades dos seios ou para outros órgãos, respectivamente.
O fármaco já havia sido aprovado anteriormente pela FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, e pela EMA, agência reguladora da União Europeia. Ele também é usado em mais de 30 países ao redor do mundo, incluindo o Japão e o Canadá. O remédio é fabricado e desenvolvido pela f
Segundo a Anvisa, o Etcamah é uma alternativa terapêutica especialmente para pacientes que ainda não apresentaram progressão radiológica , ou seja, pessoas cujo crescimento dos tumores ainda não pode ser visto em exames de imagem, mas que já demonstraram a presença do chamado gene ESR1 mutante .
A aprovação é vista como uma possibilidade de intervenção precoce , para ser usada antes da progressão da doença, em vez de esperar até que o câncer se torne mais difícil de tratar e os desfechos clínicos e a qualidade de vida da paciente se deteriorem.