Justiça · 2026-10-04 · Redação Notícia ES

Nunes Marques descarta ameaça concreta ao pleito

Presidente do TSE afirmou que órgãos de inteligência não identificaram interferência externa ou do crime organizado na votação deste domingo.

Nunes Marques descarta ameaça concreta ao pleito
Nunes Marques descarta ameaça concreta ao pleito

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, afirmou que os órgãos de inteligência não identificaram ameaça concreta de interferência externa ou do crime organizado no primeiro turno deste domingo, 4 de outubro. A declaração foi feita na véspera da votação nacional.

A Revista Oeste publicou o pronunciamento do ministro, transmitido por rádio, televisão e redes sociais. O relato foi confirmado pelo UOL, que registrou a avaliação dos órgãos de inteligência e o alerta de Nunes Marques contra boatos criados para tumultuar o processo eleitoral.

O presidente do TSE disse que o calendário está mantido e que as instituições responsáveis pelo acompanhamento do pleito trabalham de forma integrada. A ausência de uma ameaça concreta não encerra a vigilância, mas indica que as informações disponíveis até sábado não apontavam risco capaz de interromper a votação.

Monitoramento reúne várias instituições

A operação eleitoral envolve Justiça Eleitoral, órgãos de segurança e equipes de inteligência. O acompanhamento inclui possíveis ações criminosas, interferências externas, desinformação e eventos climáticos que possam dificultar o acesso dos eleitores às seções.

Nunes Marques pediu que mensagens alarmistas sejam verificadas antes de qualquer compartilhamento. A recomendação é consultar canais oficiais quando houver dúvida sobre horário, documentos, funcionamento das urnas ou fatos que possam afetar a votação.

A estrutura de fiscalização começou antes da abertura das seções. Em cerimônia pública, o TSE verificou os sistemas e emitiu a zerésima da totalização, documento que demonstra a inexistência de votos previamente computados no sistema usado para consolidar os resultados.

Partidos, entidades fiscalizadoras e observadores acompanham etapas do processo. A participação desses atores não substitui o trabalho técnico da Justiça Eleitoral, mas amplia a possibilidade de conferência dos procedimentos e das versões de software utilizadas.

Liberdade do voto será protegida

O ministro também afirmou que ameaças, assédio ou tentativas de interferir na vontade do eleitor serão reprimidas. A proteção se aplica tanto a pressões presenciais quanto a ações coordenadas para impedir o deslocamento ou constranger pessoas a escolher determinada candidatura.

Outro mecanismo citado para ampliar a transparência é o boletim de urna. Os dois últimos eleitores de cada seção podem acompanhar o encerramento e receber uma cópia do documento com os totais registrados naquele local, que também pode ser conferido por QR Code.

As urnas eletrônicas completam três décadas de uso e passam por testes, lacração e verificação antes de cada eleição. Esses procedimentos não eliminam a necessidade de fiscalização, mas permitem que falhas ou divergências sejam examinadas a partir de registros técnicos.

Para o eleitor, a orientação prática é votar normalmente, preservar a liberdade de escolha e comunicar irregularidades às autoridades competentes. Informações sobre ameaças devem ser tratadas com seriedade, sem transformar conteúdo não verificado em motivo de pânico.

A mensagem do presidente do TSE combina tranquilidade e cautela. Até a véspera, não havia indício concreto de interferência capaz de ameaçar o pleito; ao mesmo tempo, a estrutura de monitoramento permaneceu ativa para responder a ocorrências durante a votação e a apuração.

Em resumo

Há ameaça concreta às eleições?

Segundo Nunes Marques, os órgãos de inteligência não identificaram interferência externa ou do crime organizado.

O calendário eleitoral foi alterado?

Não. O primeiro turno foi mantido para este domingo, 4 de outubro.

O que o eleitor deve fazer com boatos?

Deve verificar a procedência e consultar os canais oficiais antes de compartilhar.

Como a totalização foi verificada?

O TSE emitiu a zerésima, que demonstra não haver votos previamente computados.

O que acontece em caso de pressão ao eleitor?

A Justiça Eleitoral afirmou que ameaças, assédio e constrangimento serão reprimidos.

Fontes