Pazolini terá de construir maioria na Assembleia e diálogo com prefeitos
Governador eleito inicia a transição com oito deputados de partidos aliados entre os 30 eleitos. A relação com a Assembleia Legislativa e os prefeitos será decisiva para seu governo.

A vitória de Lorenzo Pazolini (Republicanos) na eleição estadual abre uma nova etapa de articulação política no Espírito Santo. A partir da transição, o governador eleito precisará buscar apoio parlamentar e criar canais de diálogo com os municípios para colocar em prática seus projetos.
Como ficou a Assembleia
Apenas oito dos 30 deputados estaduais eleitos pertencem a partidos que participaram da coligação de Pazolini: seis do PL e dois do Republicanos, Pablo Muribeca e Davi Esmael. Outros 18 conquistaram mandatos por siglas que apoiaram Ricardo Ferraço (MDB), derrotado no segundo turno. Quatro foram eleitos por partidos alinhados à candidatura de Helder Salomão (PT) no primeiro turno.
Essa divisão retrata as alianças eleitorais, mas não antecipa o posicionamento de cada deputado nas votações. Para aprovar projetos e o orçamento, o futuro governo terá de negociar prioridades e construir entendimentos dentro da Assembleia.
Articulação durante a transição
Erick Musso, presidente estadual do Republicanos e ex-presidente da Assembleia, foi citado por Pazolini como integrante da equipe de transição em entrevista à CBN Vitória nesta segunda-feira (26), conforme noticiou a coluna de Vitor Vogas, de A Gazeta. O papel específico que ele desempenhará no processo ainda depende de definição.
A experiência legislativa de Musso pode contribuir para as negociações iniciais, mas a formação de uma maioria dependerá da posição dos parlamentares e das propostas apresentadas pela futura gestão.
Diálogo com os 78 municípios
As relações com os prefeitos também entram na agenda do governador eleito. O Espírito Santo tem 78 municípios, e grande parte dos chefes do Executivo municipal apoiou a candidatura de Ricardo Ferraço durante a disputa, segundo o levantamento publicado por A Gazeta. Passada a eleição, a cooperação entre Estado e prefeituras deverá ser discutida à luz das necessidades de cada região.
Na campanha, Pazolini defendeu uma administração municipalista. A efetividade desse compromisso dependerá de decisões sobre investimentos, convênios e prioridades para os serviços públicos.
Próximas definições
Os nomes escolhidos para a equipe de governo, as primeiras reuniões com os deputados e a interlocução com os prefeitos darão sinais de como a nova administração pretende organizar sua sustentação política. Ainda não há uma composição de maioria parlamentar confirmada.
Fonte de referência: informações eleitorais e declarações sobre a transição publicadas por Vitor Vogas em A Gazeta, em 26 de outubro de 2026. A análise política e a redação desta reportagem são da Redação Notícia ES.
Em resumo
Articular apoio na Assembleia Legislativa e estabelecer diálogo institucional com os prefeitos do Espírito Santo.
Oito dos 30 eleitos: seis do PL e dois do Republicanos.
Pazolini indicou que Musso integrará a equipe de transição, segundo informações publicadas por A Gazeta.
A transição deverá definir equipes e iniciar negociações sobre prioridades legislativas e cooperação com os municípios.