Segurança Pública · 2026-10-16 · Redação Notícia ES

Operação prende cinco por golpe do falso familiar em MT

Polícia Civil cumpriu 15 ordens judiciais contra um grupo investigado por usar fotografias no WhatsApp e pedir transferências via Pix.

Operação prende cinco por golpe do falso familiar em MT
Operação prende cinco por golpe do falso familiar em MT

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu cinco pessoas nesta sexta-feira (16) durante uma operação contra uma central de fraudes digitais em Várzea Grande. O grupo é investigado por se passar por parentes de vítimas no WhatsApp para solicitar dinheiro via Pix.

O Metrópoles noticiou o cumprimento dos mandados na Operação Persona Sintética. A Polícia Civil de Mato Grosso confirmou 15 ordens judiciais, divididas entre cinco prisões preventivas, cinco buscas e apreensões e cinco afastamentos de sigilo telemático.

As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, no polo de Cuiabá. A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e todos os mandados foram cumpridos em Várzea Grande.

Segundo a corporação, o método combinava fotografia de uma pessoa conhecida, conta falsa no aplicativo e uma mensagem com pedido urgente de transferência. A construção de confiança pela imagem do familiar antecedia a tentativa de obter o dinheiro.

Investigação começou com tentativa

O primeiro caso apurado ocorreu em 2023. A vítima recebeu o contato fraudulento, mas não realizou o pagamento, o que levou ao registro de tentativa de estelionato eletrônico e abriu caminho para a análise dos dados usados pelos suspeitos.

Em setembro de 2025, um dos investigados foi alvo de busca e apreensão. Os policiais encontraram aparelhos telefônicos e documentos de identidade falsos em nome de diferentes cidadãos de Mato Grosso, material que indicou uma atividade organizada e repetida.

A perícia dos celulares e as diligências posteriores permitiram identificar outros participantes e atribuir funções dentro do esquema, de acordo com a Polícia Civil. A segunda fase buscou interromper a estrutura e recolher novos elementos para concluir o inquérito.

A operação recebeu o nome Persona Sintética por causa da quantidade de identidades falsas localizada ao longo da apuração. O termo descreve a criação de perfis que misturam fotografia, nome e dados usados para dar aparência legítima à conversa digital.

Documentos revelaram estrutura criminosa

A Polícia Civil afirma que os investigados poderão responder por associação criminosa, falsificação de documento público e estelionato qualificado mediante fraude digital. Parte dos alvos também é investigada por tráfico de drogas.

As prisões preventivas não representam condenação. Elas foram decretadas durante a investigação, e a responsabilidade individual dependerá da conclusão do inquérito, da manifestação do Ministério Público e das decisões do Judiciário.

Os objetos apreendidos na segunda fase serão examinados, enquanto os investigados deverão ser interrogados. A análise pode mostrar quantos perfis foram usados, se houve outras vítimas e como os dados pessoais circularam entre os integrantes do grupo.

O golpe do falso familiar explora urgência e vínculo afetivo. Antes de fazer uma transferência, a recomendação é confirmar o pedido por ligação para um número já conhecido, desconfiar de contas de terceiros e não usar somente a fotografia do perfil como prova de identidade.

Em resumo

Quantas pessoas foram presas na Operação Persona Sintética?

Cinco pessoas foram presas preventivamente em Várzea Grande.

Quantas ordens judiciais foram cumpridas?

Foram cumpridas 15 ordens: cinco prisões, cinco buscas e cinco afastamentos de sigilo telemático.

Como funcionava o golpe investigado?

Os suspeitos usavam fotos de familiares em perfis falsos do WhatsApp para pedir transferências via Pix.

Quando a investigação começou?

A investigação começou em 2023, após uma tentativa de estelionato eletrônico sem pagamento pela vítima.

Quais crimes são investigados?

A apuração envolve associação criminosa, falsificação de documento público e estelionato digital, além de tráfico em alguns casos.

Fontes