Política Nacional · 2026-08-30 · Redação Notícia ES

Orçamento de 2027 prevê superávit, mas dívida ainda deve seguir em trajetória de alta

Governo projeta resultado primário positivo para 2027, enquanto despesas fora da meta e juros mantêm pressão sobre a dívida bruta.

Orçamento de 2027 prevê superávit, mas dívida ainda deve seguir em trajetória de alta
Orçamento de 2027 prevê superávit, mas dívida ainda deve seguir em trajetória de alta

A proposta orçamentária de 2027 chega ao Congresso com previsão de superávit primário, mas o resultado projetado ainda é insuficiente para interromper imediatamente a alta da dívida pública. A meta fiscal definida anteriormente corresponde a 0,5% do Produto Interno Bruto, com valor de referência próximo de R$ 73 bilhões.

O resultado efetivo pode ser menor porque parte das despesas fica fora da apuração da meta. Projeções divulgadas ao longo do ano indicam que o saldo primário final poderá ficar próximo do equilíbrio, dependendo do comportamento das receitas, precatórios e despesas autorizadas fora do limite fiscal.

Dívida continua sendo principal preocupação

A dívida bruta do governo geral permanece como uma das variáveis mais observadas por investidores e economistas. Juros elevados aumentam o custo de financiamento do setor público, enquanto crescimento econômico mais forte ajuda a estabilizar a relação entre dívida e PIB.

O governo afirma que a trajetória planejada de metas crescentes nos anos seguintes cria condições para estabilização gradual. Analistas, porém, destacam que o resultado dependerá da execução efetiva do orçamento e da capacidade de evitar novas despesas permanentes sem compensação.

Texto será analisado pelo Congresso

O projeto de Lei Orçamentária Anual passa agora pelo Legislativo, onde deputados e senadores podem apresentar emendas e alterar a distribuição de recursos. A proposta vale para 2027, primeiro ano do mandato presidencial que será definido nas urnas em outubro.

Isso faz do orçamento uma peça incomum do ponto de vista político: ele é preparado pela administração atual, mas executado pelo governo que tomará posse em janeiro. A discussão fiscal, por isso, deverá permanecer no centro da campanha presidencial.

Fontes consultadas: Valor Econômico, Ministério do Planejamento e Folha de S.Paulo.

Fontes