Eleitor do ES fará seis escolhas na urna e votará duas vezes para senador
Sequência começa por deputado federal e termina em presidente; Justiça Eleitoral recomenda levar uma colinha de papel e conferir cada nome.

No Espírito Santo, o eleitor que comparecer às urnas em 4 de outubro fará seis escolhas em uma sequência fixa: deputado federal, deputado estadual, senador para a primeira vaga, senador para a segunda vaga, governador e presidente. Embora sejam seis cargos, haverá sete nomes ou legendas a considerar, porque a renovação de dois terços do Senado dá a cada eleitor dois votos distintos para senador.
A ordem foi definida pelo Tribunal Superior Eleitoral para todo o país e aparece na tela da urna. A votação começa pelo deputado federal, cujo número tem quatro dígitos, e segue para deputado estadual, com cinco. Depois vêm os dois votos para senador, cada um com três dígitos. Governador e presidente, ambos com números de dois dígitos, fecham a sequência.
A repetição do voto para o Senado exige atenção especial. O eleitor deve escolher dois candidatos diferentes. Se digitar o mesmo número nas duas telas, o segundo voto será considerado nulo, mas isso não apaga o primeiro voto válido nem interfere automaticamente nas escolhas feitas para os outros cargos.
Colinha de papel ajuda a evitar erros
A Justiça Eleitoral recomenda que cada pessoa leve uma anotação em papel com os números na ordem exibida pela urna. A medida reduz o tempo na cabine e evita confusão entre cargos. O celular não pode ser levado para o espaço de votação, ainda que esteja desligado, porque fotografias ou gravações poderiam comprometer o sigilo do voto.
Depois de digitar cada número, a tela mostrará nome, fotografia, partido e cargo. O eleitor deve conferir esses dados antes de apertar a tecla verde CONFIRMA. Se perceber um erro antes da confirmação, pode usar a tecla laranja CORRIGE e redigitar. Após a confirmação, a urna avança para a escolha seguinte.
Também é possível votar na legenda nas disputas proporcionais, digitando apenas os dois números do partido. Essa possibilidade vale para deputado federal e deputado estadual. Para senador, governador e presidente, a eleição é majoritária e o voto precisa corresponder a uma candidatura registrada ou ser lançado em branco ou nulo.
Dois votos para o Senado não formam uma chapa
O Espírito Santo elegerá dois senadores em 2026. Serão escolhidos os dois candidatos mais votados no Estado, independentemente de pertencerem ao mesmo partido ou coligação. Cada candidatura ao Senado é apresentada com dois suplentes, mas o eleitor vota somente no titular; os suplentes aparecem na tela para conferência da chapa.
Os votos para a primeira e a segunda vagas têm o mesmo peso. A denominação usada pela urna serve apenas para organizar a sequência. Não existe um mandato de primeira vaga e outro de segunda vaga: os dois eleitos terão mandatos de oito anos e as mesmas atribuições constitucionais.
Simulador permite treinar antes de outubro
Quem quiser se familiarizar com as telas pode usar o simulador de votação mantido pelo TSE. A ferramenta utiliza nomes e partidos fictícios, reproduz a ordem dos cargos e permite treinar correção, voto em branco e confirmação. O treinamento é especialmente útil para quem votará pela primeira vez ou tem dificuldade com a sequência mais longa.
Antes de sair de casa, o eleitor também deve conferir local e seção pelo e-Título ou pelo portal da Justiça Eleitoral. A votação no Espírito Santo seguirá o horário nacional, das 8h às 17h pelo horário de Brasília. Documento oficial com foto é necessário; o e-Título serve como identificação quando exibe a fotografia do titular.
O Espírito Santo terá dez vagas de deputado federal e 30 de deputado estadual em disputa, além das duas cadeiras do Senado. A ordem da urna não indica maior ou menor importância entre os cargos; ela apenas padroniza o procedimento. Se o eleitor decidir votar em branco ou anular uma escolha, os votos já confirmados e os votos posteriores continuam independentes. A urna não permite voltar a um cargo depois que a tecla CONFIRMA foi acionada.
A preparação não define em quem votar, mas protege a manifestação de vontade. Anotar os números, conferir cada tela e lembrar que há dois votos para senador diminui o risco de anulação acidental. Terminada a última escolha, a urna emitirá o sinal sonoro e mostrará a palavra FIM, confirmando que o procedimento foi concluído.
Em resumo
Serão seis escolhas, mas sete candidaturas poderão ser digitadas porque o eleitor vota duas vezes para senador.
Deputado federal, com número de quatro dígitos.
Presidente da República, com número de dois dígitos.
Sim. A Justiça Eleitoral recomenda uma colinha de papel.
Não. O aparelho deve ser deixado com os mesários antes do voto.
Em 4 de outubro de 2026, das 8h às 17h no horário de Brasília.