Oruam repassou ordem de Marcinho VP para ‘fechar a política’, diz polícia
Conversas no celular da mãe do funkeiro detalham pedidos de dinheiro a chefes do Comando Vermelho

A Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou no celular de Márcia Gama dos Santos Nepomuceno uma mensagem do filho, Oruam, que repassa uma ordem do pai, Marcinho VP, para "fechar a política", após uma visita em março de 2025.
Marcinho VP, líder do Comando Vermelho, está preso há
Marcinho VP, líder do Comando Vermelho, está preso há mais de 20 anos, mas a mensagem sugere que ele ainda influencia atividades políticas.
O celular de Márcia foi apreendido em abril de 2026 durante uma operação sobre a facção, revelando disputas entre Oruam e seu irmão Lucas.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou no celular de Márcia Gama dos Santos Nepomuceno uma mensagem em que o filho dela, o funkeiro Oruam, repassa uma ordem atribuída ao pai, Marcinho VP, para “fechar a política”.
Oruam escreveu à mãe depois de visitar o pai
De acordo com os investigadores, Oruam escreveu à mãe depois de visitar o pai em março de 2025, no Presídio Federal de Campo Grande (MS).
Marcinho VP, cujo nome é Márcio Santos Nepomuceno, é apontado como um dos líderes do Comando Vermelho (CV). “Meu pai mandou fechar a política”, diz a mensagem.
Para a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), o trecho seria um sinal de que Marcinho VP tem poder para interferir em atividades políticas nas áreas sob influência do CV, embora esteja preso há mais de 20 anos.
O relatório policial não esclarece quais atividades seriam atingidas pela ordem. O documento também não identifica políticos, partidos ou campanhas eleitorais. O caso continua sob investigação.
O aparelho de Márcia foi apreendido em abril deste ano, quando ela foi alvo de uma operação sobre a movimentação financeira da facção. Oruam, cujo nome é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, aparece em diversas conversas com a mãe.
Em um dos diálogos, Márcia relata que o outro filho, Lucas Nepomuceno, estaria usando a influência do pai e “correndo atrás” dos próprios interesses. Oruam responde com uma pergunta sobre como poderia fazer o mesmo, já que o irmão “teria pego tudo para ele”.
A DRE interpreta a troca de mensagens como uma disputa entre os dois pelo acesso aos recursos e à influência de Marcinho VP. Na avaliação da polícia, o material reforça a suspeita de que o traficante ainda participa da administração de negócios ligados ao CV.
As conversas também descrevem o caminho do dinheiro atribuído a Marcinho VP. Em uma delas, Oruam conta à mãe que foi a um ponto de controle de traficantes no Complexo do Alemão para receber valores da “caixinha” do pai, termo usado para recursos movimentados pela organização.
Conforme a investigação, Oruam e Lucas mantinham contato com lideranças da facção, entre elas Edgar Alves de Andrade, o Doca, e Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha.
Márcia também teria recorrido a integrantes do CV para cobrir despesas da família. Em uma ocasião, pediu R$ 10 mil a Doca para pagar uma fatura de cartão de crédito.
Em outra conversa, ela pediu que Luiz Paulo Silva de Souza, o Magrão, levasse a Eduardo Fernandes de Oliveira, o 2D, uma solicitação de R$ 28 mil: R$ 8 mil para um chá de bebê e R$ 20 mil para a compra de móveis.
A orientação era descontar os valores de “Nego”, apelido de Marcinho VP.
Em resumo
A Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou no celular de Márcia Gama dos Santos Nepomuceno uma mensagem do filho, Oruam, que repassa uma ordem do pai, Marcinho VP, para "fechar a política", após uma visita em março de 2025. Marcinho VP, líder do Comando Vermelho, está preso há mais de 20 anos, mas a mensagem sugere que ele ainda influencia atividades políti
A Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou no celular de Márcia Gama dos Santos Nepomuceno uma mensagem em que o filho dela, o funkeiro Oruam, repassa uma ordem atribuída ao pai, Marcinho VP, para “fechar a política”.
De acordo com os investigadores, Oruam escreveu à mãe depois de visitar o pai em março de 2025, no Presídio Federal de Campo Grande (MS). Marcinho VP, cujo nome é Márcio Santos Nepomuceno, é apontado como um dos líderes do Comando Vermelho (CV). “Meu pai mandou fechar a política”, diz a mensagem.
Para a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), o trecho seria um sinal de que Marcinho VP tem poder para interferir em atividades políticas nas áreas sob influência do CV, embora esteja preso há mais de 20 anos.
O relatório policial não esclarece quais atividades seriam atingidas pela ordem. O documento também não identifica políticos, partidos ou campanhas eleitorais. O caso continua sob investigação.