Os gráficos e mapas que mostram a magnitude do triunfo democrata nos EUA
Eleições de meio de mandato nos EUA impuseram derrota a Trump, com Partido Democrata assumindo controle do Senado e da Câmara dos Representantes, além de conquistar o governo em vários Estados.

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos trouxeram um vitória excepcional para o Partido Democrata , que assumiu o controle do Senado e da Câmara dos Representantes, além de conquistar o governo em diversos Estados.
O contexto do cenário político
Os resultados no Senado superaram as expectativas dos democratas. A Carolina do Norte era vista como uma vitória provável para o partido, mas a Carolina do Sul foi uma grande surpresa. Já o Kansas não elegia um senador democrata desde 1932.
Texas, Iowa, Ohio e Maine também votaram nos democratas, e eles mantiveram Michigan.
Há uma vaga indefinida no Alasca, e até mesmo o Mississippi está agora em situação delicada, segundo a CBS News.
Como interpretar os resultados
As pesquisas antes da eleição indicavam que a Carolina do Sul tenderia para o Partido Republicano. Por muitos anos, o Estado havia sido um reduto republicano, elegendo um senador democrata pela última vez em 1998.
A mudança de tendência republicana para democrata ocorreu em todo o país. Por exemplo, dados recentes da votação mostram que o Texas se moveu 9 pontos percentuais em direção aos democratas em comparação com a eleição para o Senado de 2024.
A CBS News, parceira da BBC, projetou que os democratas venceriam a Câmara dos Representantes logo após as 22h de terça-feira (3/11) no horário da costa leste dos EUA (00h em Brasília)
Agora, conforme a apuração continua, resta saber qual será a dimensão dessa vitória.
Dois distritos eleitorais considerados estratégicos na Flórida, o 14º e o 25º, permaneceram sob controle dos democratas apesar dos esforços dos republicanos para remapear seus limites — um processo técnico chamado de redistritamento.
O resultado representa um revés para os republicanos, que esperavam que o redistritamento tornasse essas cadeiras mais fáceis de conquistar.
Os novos mapas eleitorais alteraram o perfil político de ambos os distritos. Sob os limites anteriores, a maioria dos eleitores dessas áreas havia apoiado Kamala Harris na eleição presidencial de 2024.
Após o redistritamento, os distritos passaram a reunir mais eleitores que votaram em Donald Trump. Mesmo assim, os democratas conseguiram manter as duas cadeiras.
O distrito eleitoral 22 da Flórida, que também foi redesenhado para favorecer os republicanos, também deu vitória para os democratas.
Uma extensa pesquisa eleitoral sugere que as mulheres compareceram em grande número e a maioria votou no Partido Democrata. Os homens, por outro lado, dividiram-se igualmente entre os dois principais partidos.
Os eleitores hispânicos foram outro grupo-chave nas eleições na Flórida. A pesquisa sugere que essa população apoiou a candidata democrata ao Senado, Angie Nixon, por 55% a 44% contra a republicana Ashley Moody.
Isso representa uma reviravolta em relação aos cerca de 55% de eleitores hispânicos que apoiaram Donald Trump em 2024.
A pesquisa também perguntou quais eram os assuntos que mais preocupavam os eleitores. Os resultados sugerem que, em todo o país, a economia era a principal preocupação, seguida pela situação da democracia.
Quando perguntados se as políticas de Donald Trump impactaram as condições econômicas, a pesquisa sugere que mais de dois terços dos eleitores acreditam que elas pioraram a situação.
Em resumo
As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos trouxeram um vitória excepcional para o Partido Democrata , que assumiu o controle do Senado e da Câmara dos Representantes, além de conquistar o governo em diversos Estados.
Os resultados no Senado superaram as expectativas dos democratas. A Carolina do Norte era vista como uma vitória provável para o partido, mas a Carolina do Sul foi uma grande surpresa. Já o Kansas não elegia um senador democrata desde 1932.
Texas, Iowa, Ohio e Maine também votaram nos democratas, e eles mantiveram Michigan.
Há uma vaga indefinida no Alasca, e até mesmo o Mississippi está agora em situação delicada, segundo a CBS News.
As pesquisas antes da eleição indicavam que a Carolina do Sul tenderia para o Partido Republicano. Por muitos anos, o Estado havia sido um reduto republicano, elegendo um senador democrata pela última vez em 1998.