Política Nacional · 2026-09-22 · Redação Notícia ES

Pesquisa aponta empate técnico entre quatro nomes ao Senado por SP

Levantamento Paraná Pesquisas mostra Simone Tebet, Guilherme Derrite, Marina Silva e André do Prado no mesmo intervalo da margem de erro.

Pesquisa aponta empate técnico entre quatro nomes ao Senado por SP
Guilherme Derrite, Simone Tebet, André do Prado e Marina Silva aparecem tecnicamente empatados. Imagem: montagem/UOL.

Uma pesquisa do instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta terça-feira (22) mostra quatro candidatos tecnicamente empatados na disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado. Simone Tebet (MDB) aparece com 29,6%, Guilherme Derrite (PP) com 29,3%, Marina Silva (Rede) com 28,3% e André do Prado (PL) com 25%. Como a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, os intervalos dos quatro nomes se sobrepõem.

O levantamento ouviu presencialmente 1.600 eleitores em 70 municípios entre 19 e 21 de setembro. O nível de confiança informado é de 95%. A pesquisa foi contratada pelo Partido Liberal e registrada na Justiça Eleitoral sob o número SP-03057/2026. Esses dados são essenciais para interpretar o resultado: quem pagou, quando o campo ocorreu e qual foi o método fazem parte da informação, não de um detalhe burocrático.

Ricardo Salles (Novo) aparece depois do grupo principal, com 10,6%. Paulo Rufino (DC) tem 5,4%, Soninha Francine (Cidadania) 3,5%, Eliana Passarelli (União Brasil) 2%, Maíra Cardi (PRTB) 1,8% e Guto Zacarias (União Brasil) 1,2%. Outros nomes ficam perto ou abaixo de 1%. Votos brancos e nulos somaram 10,4%, e 6,6% não souberam responder.

Empate não significa igualdade exata

A expressão empate técnico indica que as diferenças observadas podem ser explicadas pela margem de erro amostral. Não quer dizer que todos tenham exatamente a mesma intenção de voto nem permite afirmar que qualquer um deles esteja isoladamente na liderança. Tebet tem o maior número pontual, mas seu intervalo cruza o de Derrite, Marina e Prado. Uma manchete que escolhesse um vencedor ignoraria a incerteza do levantamento.

A eleição para o Senado tem uma particularidade: o eleitor paulista escolherá dois nomes. Por isso, percentuais podem somar mais de 100%, e a dinâmica difere da corrida para um cargo único. Alianças, rejeição, combinação de votos e capacidade de cada candidatura de ser a primeira ou a segunda escolha importam. Uma fotografia isolada não mostra todas essas relações.

André do Prado entrou no bloco de empate depois de crescimento registrado em comparação com rodadas anteriores do instituto, segundo a divulgação. Variações entre pesquisas, no entanto, precisam ser examinadas com amostras, questionários e datas equivalentes. Mudança dentro da margem de erro pode ser oscilação estatística; avanço recorrente em levantamentos comparáveis oferece sinal mais consistente.

Contratante deve ser informado ao eleitor

O fato de o PL ter contratado a pesquisa não invalida o trabalho, mas precisa acompanhar o resultado para que o público conheça sua origem. A legislação exige registro prévio com informações sobre pagador, plano amostral, questionário e metodologia. O sistema PesqEle, do TSE, permite consultar esses documentos e verificar se números divulgados correspondem ao relatório apresentado.

Instituto, contratante e veículo têm papéis diferentes. O instituto responde pela coleta e cálculo; o partido financiou o levantamento; jornais noticiam os achados. Transparência impede que o dado seja apresentado como medição sem origem. Também é importante observar a ordem das perguntas e o modo como os nomes foram oferecidos, porque desenho do questionário pode influenciar respostas.

Pesquisas não são previsão do resultado e não substituem voto. Elas medem uma população estimada em determinado período, sob condições amostrais declaradas. Eventos posteriores, propaganda, debates e decisões judiciais podem alterar preferências. Mesmo no dia da votação, abstenção e escolha final produzem diferenças entre intenção declarada e urna.

Campanhas vão disputar a segunda escolha

Com quatro nomes no mesmo intervalo, as campanhas devem concentrar esforços em consolidar eleitores e ampliar a condição de segunda opção. Tebet e Marina buscam espaço no centro e na centro-esquerda; Derrite e Prado competem por parcelas da direita, embora estejam em legendas aliadas. Essa proximidade pode intensificar comparações dentro dos próprios campos políticos.

Novas pesquisas poderão mostrar se o quadro se mantém. Para compará-las, o eleitor deve verificar instituto, período, amostra, margem, forma de entrevista e lista de candidatos. O resultado desta rodada é claro apenas em um ponto: não existe liderança isolada demonstrada. A disputa pelas duas cadeiras permanece aberta e exige leitura sem exagero de diferenças pequenas.

Em resumo

Quem lidera a pesquisa para o Senado em São Paulo?

Simone Tebet marcou 29,6%, Guilherme Derrite 29,3%, Marina Silva 28,3% e André do Prado 25%; os quatro estão tecnicamente empatados.

Qual é a margem de erro?

A margem informada é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Quantas pessoas foram ouvidas?

Foram entrevistados presencialmente 1.600 eleitores em 70 municípios paulistas.

Quando a pesquisa foi realizada?

As entrevistas ocorreram de 19 a 21 de setembro de 2026.

Quem contratou o levantamento?

O Partido Liberal contratou a pesquisa, segundo as informações do registro.

Qual é o registro no TSE?

O levantamento foi registrado sob o número SP-03057/2026.

Fontes