Política ES · 2026-09-01 · Redação Notícia ES

Pazolini defende governo suprapartidário e promete gestão técnica em sabatina no ES

Candidato do Republicanos disse em sabatina de A Gazeta e CBN Vitória que pretende convidar partidos de diferentes campos para participar de um eventual governo e afirmou que a técnica deve prevalecer na administração estadual.

Pazolini defende governo suprapartidário e promete gestão técnica em sabatina no ES
Pazolini defende governo suprapartidário e promete gestão técnica em sabatina no ES

O candidato ao governo do Espírito Santo Lorenzo Pazolini (Republicanos) afirmou nesta terça-feira, 1º de setembro, que pretende formar um governo de perfil suprapartidário caso seja eleito em outubro. Durante sabatina promovida por A Gazeta e CBN Vitória, o ex-prefeito da capital disse que pretende convidar diferentes partidos para discutir um novo projeto para o Estado e sustentou que a gestão pública deve ser guiada por critérios técnicos.

Pazolini foi o segundo candidato a participar da série de entrevistas, organizada com os concorrentes que alcançaram pelo menos 5% das intenções de voto na pesquisa Quaest divulgada em 27 de agosto. A rodada começou com Ricardo Ferraço (MDB) e também prevê a participação de Helder Salomão (PT).

Aliança com o PL entrou no centro da entrevista

Uma das perguntas tratou da aliança de Pazolini com o PL no Espírito Santo e da eventual influência da legenda em um futuro governo. O candidato respondeu que, encerrada a eleição, pretende dialogar com diferentes forças partidárias e citou sua experiência à frente da Prefeitura de Vitória para defender a composição de uma administração mais ampla.

Segundo Pazolini, a política terá importância na construção da governabilidade, mas a técnica deve orientar as decisões do Executivo. Ele afirmou que pretende abrir espaço para boas propostas independentemente da origem partidária, inclusive de grupos que hoje estão no campo adversário.

A resposta ocorre em um momento em que a coligação do republicano reúne forças identificadas com a direita e com o bolsonarismo. O PL, presidido no Estado pelo senador Magno Malta, integra a aliança de Pazolini. O candidato também declarou apoio a Flávio Bolsonaro na disputa presidencial e tem como vice Eliane Leal, nome ligado ao mesmo bloco político.

Sabatina testa propostas e alianças

A série de entrevistas busca colocar os candidatos diante de temas de governo e também de questões políticas relacionadas às coligações formadas para a eleição. No caso de Pazolini, a relação entre discurso técnico e composição partidária foi um dos principais pontos abordados.

O ex-prefeito procurou apresentar sua passagem pela Prefeitura de Vitória como referência para um eventual mandato no Palácio Anchieta. A estratégia é associar sua candidatura à ideia de gestão e resultados, enquanto tenta ampliar o discurso para além da base eleitoral já identificada com a segurança pública e com partidos de direita.

A declaração de que pretende convidar todos os partidos não significa, por si só, que haverá participação formal de todas as legendas em um eventual governo. A composição de secretarias, cargos e alianças dependeria do resultado das urnas e das negociações posteriores. A fala, porém, sinaliza a tentativa de construir uma imagem de governo mais abrangente.

Calendário de entrevistas segue durante a semana

A Gazeta e CBN Vitória definiram a ordem das sabatinas com base no desempenho dos candidatos na pesquisa usada como critério para participação. O formato permite perguntas sobre propostas, alianças e decisões tomadas durante a campanha.

Além das entrevistas, a cobertura eleitoral da Rede Gazeta prevê novas rodadas de sabatinas e debates ao longo de setembro. O primeiro turno está marcado para outubro e a disputa pelo governo capixaba entra agora em uma fase de maior exposição pública dos candidatos.

Para Pazolini, a sabatina serviu como oportunidade para reforçar duas mensagens que deverão aparecer com frequência na campanha: a defesa de uma administração técnica e a tentativa de mostrar capacidade de diálogo com grupos que não fazem parte de sua aliança atual.

Disputa entra em fase decisiva

Com a campanha nas ruas e a propaganda eleitoral em andamento, entrevistas e debates passam a ter peso maior na construção da imagem dos candidatos. Pazolini tenta transformar sua experiência administrativa em Vitória e sua origem na área de segurança pública em ativos para a disputa estadual.

Ao mesmo tempo, adversários tendem a explorar as alianças partidárias e as contradições entre o discurso de independência técnica e os compromissos políticos necessários para sustentar uma candidatura majoritária. A resposta do republicano na sabatina deixa claro que ele pretende enfrentar esse questionamento defendendo uma separação entre o período eleitoral e a formação de um eventual governo.

Fontes