Política ES · 2026-10-10 · Redação Notícia ES

Pazolini e Ferraço disputam apoios no segundo turno

Movimentos de partidos que integraram a coligação governista ampliam as negociações entre as campanhas que disputam o Palácio Anchieta.

Pazolini e Ferraço disputam apoios no segundo turno
Pazolini e Ferraço disputam apoios no segundo turno

As campanhas de Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço intensificaram a busca por apoios políticos nesta sexta-feira, 9 de outubro, na primeira semana do segundo turno para o governo do Espírito Santo. Reuniões com dirigentes partidários e manifestações nacionais passaram a redesenhar a relação entre as alianças formadas no primeiro turno.

A movimentação foi relatada pela coluna Plenário, da Tribuna Online, e confirmada em reportagem da Folha de S.Paulo. Pazolini participou de uma conversa com dirigentes estaduais do PP e do União Brasil, partidos que integram a coligação de Ferraço, mas o encontro não produziu anúncio oficial de mudança coletiva.

Participaram da reunião o coordenador político Erick Musso, o deputado federal Da Vitória e o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos. A fotografia do encontro foi divulgada nas redes sociais e provocou reação entre aliados do atual governador, segundo a apuração publicada.

O Republicanos tenta ampliar a base de Pazolini depois de o candidato terminar o primeiro turno com 1.048.633 votos, equivalentes a 49,65% dos válidos. Ferraço recebeu 719.397 votos, ou 34,06%, e precisa reunir os eleitores das demais candidaturas para reduzir a diferença até 25 de outubro.

Alianças entram em nova fase

PP e União Brasil formaram uma federação que participou da coligação de Ferraço e indicou Camillo Neves para vice. Essa composição eleitoral não é desfeita por uma reunião no segundo turno. Dirigentes e filiados, porém, podem adotar posições políticas diferentes, o que transforma apoios individuais em peças relevantes da campanha.

A Tribuna Online informou que lideranças discutem a possibilidade de liberar integrantes para escolher entre Pazolini e Ferraço. Da Vitória e Marcelo Santos não anunciaram oficialmente, até a publicação das reportagens, um rompimento partidário com o candidato do MDB.

Outro movimento ocorreu no Podemos. O diretório nacional divulgou nota de apoio a Pazolini após diálogo entre dirigentes nacionais da legenda e do Republicanos. O partido havia integrado a coligação de Ferraço, e o presidente estadual, Gilson Daniel, ainda não tinha apresentado manifestação pública sobre a decisão nacional.

Segundo turno amplia negociações

Ferraço também busca recompor sua base e consolidar os partidos que participaram do primeiro turno. O governador assumiu o cargo em abril, após a saída de Renato Casagrande para disputar o Senado, e tenta transformar a estrutura política construída ao longo da gestão em apoio eleitoral efetivo.

Pazolini chegou perto de encerrar a eleição na primeira votação e trabalha para agregar lideranças locais, prefeitos e parlamentares. A campanha procura demonstrar capacidade de formar maioria política, enquanto Ferraço tenta impedir que divergências internas se convertam em uma migração organizada.

Até o momento, encontros e notas partidárias indicam uma disputa aberta por alianças, mas não permitem concluir que toda a federação ou todas as bases municipais seguirão uma única orientação. A definição prática dependerá dos posicionamentos públicos e da participação das lideranças nas agendas das duas campanhas.

O segundo turno está marcado para 25 de outubro. A próxima quinzena deverá mostrar se os apoios negociados terão presença nos palanques, na propaganda e na mobilização regional ou se permanecerão como manifestações individuais sem alteração formal das coligações.

Em resumo

Quem disputa o governo do Espírito Santo?

Lorenzo Pazolini, do Republicanos, e Ricardo Ferraço, do MDB, avançaram ao segundo turno.

Quando será o segundo turno?

A votação está marcada para 25 de outubro de 2026.

Qual foi o resultado do primeiro turno?

Pazolini teve 49,65% dos votos válidos e Ferraço recebeu 34,06%.

O PP e o União Brasil mudaram oficialmente de lado?

Não houve anúncio de mudança coletiva; dirigentes participaram de conversas, mas a coligação formada no primeiro turno permanece.

Qual foi a decisão nacional do Podemos?

O diretório nacional divulgou apoio a Pazolini, embora a legenda tenha integrado a coligação de Ferraço.

Fontes