Pazolini mantém rumo e Ferraço busca reação
Candidatos iniciam o segundo turno no Espírito Santo separados por mais de 15 pontos percentuais e com estratégias distintas.

Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço iniciam nesta terça-feira, 6 de outubro, a nova etapa da disputa pelo governo do Espírito Santo. O candidato do Republicanos chega ao segundo turno na liderança, enquanto o governador do MDB precisa reduzir uma diferença superior a 15 pontos percentuais até a votação de 25 de outubro.
A Gazeta avaliou que Pazolini tende a preservar o roteiro adotado no primeiro turno, depois de ficar próximo da vitória direta, e que Ferraço ainda não havia apresentado uma mudança ampla de ritmo. A análise foi publicada na manhã desta terça, antes do início formal das novas agendas de campanha.
Primeiro turno define o ponto de partida
O Tribunal Superior Eleitoral confirmou Pazolini com 49,65% dos votos válidos e Ferraço com 34,07%. Como nenhum candidato ultrapassou a metade dos votos válidos, os dois avançaram para a decisão marcada para 25 de outubro. A apuração oficial estabelece o tamanho da vantagem, mas não determina o comportamento do eleitor no segundo turno.
Pazolini recebeu 1.048.633 votos e ficou a menos de quatro décimos de ponto percentual de encerrar a disputa no domingo. Esse desempenho reduz a pressão por uma reformulação completa da campanha. A tendência descrita por interlocutores é manter a mensagem que o levou à liderança, ampliando presença territorial e buscando votos de quem escolheu outros candidatos.
Ferraço enfrenta tarefa diferente. O governador precisa atrair eleitores que não o acompanharam na primeira rodada e aumentar a exposição da própria candidatura sem perder os apoios já reunidos. O resultado abre espaço para ajustes de comunicação, alianças e agenda, embora nenhuma guinada tenha sido oficialmente anunciada até o começo desta terça.
O emedebista assumiu o governo em 2026, depois da renúncia de Renato Casagrande para disputar o Senado. Essa condição dá a Ferraço a estrutura de uma candidatura à reeleição, mas também o submete à avaliação direta da administração estadual. Pazolini, por sua vez, tenta converter a votação obtida como ex-prefeito de Vitória em maioria estadual.
Alianças entram no cálculo estadual
A disputa nacional pode influenciar a montagem dos palanques capixabas. Segundo A Gazeta, Pazolini afirmou que aparecerá ao lado de Flávio Bolsonaro caso o presidenciável visite o Espírito Santo. O republicano já havia participado de agenda com o candidato do PL em Vitória durante a campanha do primeiro turno.
Ferraço manteve neutralidade na corrida presidencial na etapa inicial, conforme registro do UOL sobre os palanques estaduais. No segundo turno, qualquer definição nacional poderá produzir efeitos sobre alianças locais, mas apoio presidencial não substitui a necessidade de responder a temas capixabas e disputar o eleitorado dos municípios.
As duas campanhas terão menos de três semanas para reorganizar equipes, propaganda e compromissos públicos. Pazolini precisa proteger a vantagem sem tratar o resultado anterior como vitória antecipada. Ferraço precisa transformar a reação em fatos visíveis e convencer eleitores de que a diferença pode ser revertida.
O primeiro turno deixou um favorito, não um governador eleito. A partir desta terça, o desempenho será medido pela capacidade de ampliar apoios, apresentar prioridades para o Estado e manter mobilizados os eleitores que comparecerão às urnas em 25 de outubro.
Em resumo
Lorenzo Pazolini, do Republicanos, enfrenta Ricardo Ferraço, do MDB.
Pazolini teve 49,65% dos votos válidos e Ferraço alcançou 34,07%.
O segundo turno para governador está marcado para 25 de outubro de 2026.
A tendência relatada é preservar a linha do primeiro turno e ampliar a presença territorial e as alianças.
Reduzir uma diferença superior a 15 pontos percentuais e conquistar eleitores de outras candidaturas.