Segurança Pública · 2026-09-01 · Redação Notícia ES

Pazolini promete recompor quadro da Polícia Civil do ES e cita déficit de 40%

Candidato do Republicanos ao governo do Espírito Santo afirmou em sabatina que pretende reforçar o efetivo da Polícia Civil e criticou a quantidade de cargos vagos na corporação.

Pazolini promete recompor quadro da Polícia Civil do ES e cita déficit de 40%
Pazolini promete recompor quadro da Polícia Civil do ES e cita déficit de 40%

O candidato do Republicanos ao governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini, prometeu nesta terça-feira, 1º de setembro, recompor o quadro da Polícia Civil caso seja eleito e afirmou que a corporação enfrenta um déficit próximo de 40% em seu efetivo. A declaração foi feita durante sabatina promovida por A Gazeta e CBN Vitória, na qual segurança pública ocupou parte relevante da entrevista.

Pazolini, que é delegado de Polícia Civil de carreira, disse que a estrutura atual não tem profissionais suficientes para atender a demanda de investigação. Segundo ele, aproximadamente 58% dos cargos estariam ocupados, o que deixaria perto de 42% das vagas sem preenchimento. O candidato usou o dado para defender novas nomeações e concursos.

Promessa de recomposição

O republicano afirmou que pretende reforçar áreas como investigação, cartórios e atendimento nas delegacias. A proposta, porém, ainda depende de detalhamento sobre número de vagas, cronograma, impacto financeiro e prioridades entre as diferentes carreiras da Polícia Civil.

Na sabatina, Pazolini relacionou a falta de pessoal à demora em investigações e à dificuldade de atendimento em determinadas unidades. Ele também comparou a proposta ao que fez na Guarda Municipal durante sua gestão à frente da Prefeitura de Vitória, quando houve concurso e nomeações.

Efetivo é tema recorrente na segurança

A discussão sobre recomposição de quadros não é nova no Espírito Santo. Sindicatos e entidades de policiais civis têm, ao longo dos últimos anos, apontado aposentadorias, vacâncias e necessidade de reposição de servidores como fatores que pressionam o funcionamento das delegacias.

O número exato do déficit pode variar conforme a base usada no cálculo, porque há diferença entre cargos previstos em lei, vagas formalmente existentes e lotação considerada necessária pela administração. Por isso, a afirmação de 40% feita por Pazolini deve ser entendida como dado apresentado pelo candidato durante a campanha, e não como auditoria independente do quadro funcional.

Contexto eleitoral

Pazolini disputa o Palácio Anchieta em uma eleição na qual segurança pública aparece entre os temas de maior interesse do eleitorado. Pesquisa Quaest divulgada em 27 de agosto colocou Ricardo Ferraço na liderança e Pazolini em segundo lugar, dentro de um cenário ainda competitivo.

Na campanha, o republicano tem buscado associar sua experiência como delegado e ex-prefeito à promessa de um modelo de gestão focado em segurança, eficiência administrativa e metas. O desafio é transformar propostas gerais em medidas concretas, especialmente porque contratação de servidores exige previsão orçamentária, respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal e planejamento plurianual.

O que falta esclarecer

Até agora, não foi apresentado um plano detalhado com o número de policiais civis que seriam nomeados em cada ano de governo, nem estimativa pública do custo total da recomposição anunciada. Também não há definição conhecida sobre eventual prioridade entre investigadores, escrivães, delegados, peritos e demais carreiras.

O debate deverá continuar durante a campanha. Para o eleitor, os pontos centrais serão o tamanho real da defasagem, o ritmo possível de reposição e a capacidade de o próximo governo financiar a expansão do efetivo sem comprometer outras áreas da segurança e do orçamento estadual.

Fontes