PCDF apura ciúme em duplo homicídio em Ceilândia
Polícia investiga a participação de dois suspeitos nas mortes de Alan Tons e Larissa Rodrigues; ambos negam envolvimento no crime.

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga se ciúme motivou o assassinato do cantor Alan Tons e de Larissa Rodrigues de Paula, mortos dentro de casa em Ceilândia. Dois homens são apontados como suspeitos, mas ambos negam participação no crime.
O Metrópoles publicou a nova linha de apuração nesta quinta-feira (15). O Correio Braziliense e o Jornal de Brasília confirmaram que a 15ª Delegacia de Polícia investiga a hipótese de ciúme, a possível participação dos dois suspeitos e a morte de Larissa como forma de impedir o relato de uma testemunha.
O casal foi atacado na madrugada de domingo (11), na residência onde morava, na QNM 22. A polícia trabalha para reconstruir quem entrou no imóvel, como teve acesso ao local e qual teria sido a participação de cada investigado antes e durante os disparos.
Polícia reconstrói acesso ao imóvel
João Victor Rodrigues Alves de Oliveira e Tancredo Pereira da Silva aparecem como os principais suspeitos na apuração. Segundo os relatos atribuídos à polícia, os dois teriam acreditado que Alan demonstrava interesse por suas companheiras, versão que ainda depende de comprovação.
A companheira de Tancredo foi ouvida e negou que o cantor tivesse feito qualquer aproximação. Ela relatou, contudo, que o investigado costumava desconfiar de Alan quando consumia bebida alcoólica. Esse depoimento passou a integrar a análise da possível motivação.
Os investigadores também verificam se João Victor manteve uma cópia da chave depois de deixar o conjunto de imóveis onde vivia perto das vítimas. A existência da chave e eventual entrega a outra pessoa são pontos que precisam ser demonstrados por depoimentos, imagens e perícia.
Um motorista de aplicativo relatou ter levado Tancredo às proximidades da casa na madrugada do crime. De acordo com a apuração publicada, o passageiro teria falado sobre uma suspeita de traição durante o trajeto. A polícia usa o depoimento para confrontar horários, deslocamentos e versões apresentadas pelos envolvidos.
Hipóteses aguardam provas periciais
João Victor apresentou um álibi e negou ter participado das mortes. O delegado responsável afirmou ao UOL que testemunhas contestaram partes dessa versão. Tancredo também negou envolvimento quando foi interrogado, conforme as informações divulgadas pelos veículos locais.
A investigação trata a morte de Larissa como possível tentativa de eliminar uma testemunha, porque ela estava com Alan no momento da invasão. A expressão “queima de arquivo”, portanto, descreve uma hipótese policial e não uma conclusão já comprovada.
Outra frente verifica um histórico de desentendimentos entre Alan e João Victor. Familiares disseram ao Correio Braziliense que o cantor teria interferido em um episódio de violência doméstica e recebido ameaças. A polícia deverá confrontar esse relato com registros de ocorrência e outras provas.
A responsabilidade penal só poderá ser estabelecida após a conclusão das diligências e a análise do Ministério Público e da Justiça. Enquanto o inquérito estiver em andamento, a prisão e a condição de investigado não substituem o julgamento nem autorizam afirmar culpa.
A 15ª Delegacia continua reunindo depoimentos, imagens e dados sobre os deslocamentos na madrugada de domingo. O esclarecimento do caso depende de identificar a dinâmica do ataque e distinguir suspeitas de elementos capazes de sustentar uma acusação formal.
Em resumo
A autoria, a dinâmica e a possível motivação por ciúme no assassinato de Alan Tons e Larissa Rodrigues.
Na madrugada de domingo, 11 de outubro de 2026, em Ceilândia.
A 15ª Delegacia de Polícia, em Ceilândia.
Não. Os dois homens citados na investigação negam participação no crime.
Não. Ela permanece como uma linha de investigação sobre a morte de Larissa.