Política Nacional · 2026-10-11 · Redação Notícia ES

Peça-chave? O que a nova formação do Congresso pode significar para o mercado

Analistas veem maior espaço para ajuste fiscal após avanço da direita no Legislativo, mas alertam que execução de reformas continuará dependendo de negociações políticas

Peça-chave? O que a nova formação do Congresso pode significar para o mercado
Peça-chave? O que a nova formação do Congresso pode significar para o mercado

O forte rali dos ativos brasileiros após o primeiro turno das eleições não teve só como elemento a vantagem de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial.

Para analistas e gestores, uma das mudanças mais relevantes

Para analistas e gestores, uma das mudanças mais relevantes para os mercados veio da nova composição do Congresso, que passou a ser vista como potencialmente mais favorável a uma agenda de ajuste fiscal e reformas econômicas.

A percepção de que um eventual governo de Flávio Bolsonaro teria uma base legislativa mais ampla foi um dos fatores por trás da reprecificação de ações, dólar e juros observada nos últimos dias.

Ainda assim, os analistas ressaltam que um Congresso mais alinhado não elimina os desafios para aprovar mudanças estruturais nem garante uma consolidação fiscal rápida.

Principal alteração estrutural produzida pela eleição foi justamente

Segundo o Goldman Sachs , a principal alteração estrutural produzida pela eleição foi justamente o avanço da direita e da centro-direita no Legislativo.

Alta foi amparada pela grande expectativa dos investidores sobre uma alternância de poder

Na Câmara, o PL saltou de 98 para 121 deputados , o maior número de cadeiras conquistado por um único partido desde 1986.

Somados, direita e centro-direita passam a controlar cerca de 57% da Casa, enquanto esquerda e centro-esquerda ficam com aproximadamente 25%.

Já no Senado, o PL ampliou sua bancada de 16 para 29 senadores, e o bloco de direita e centro-direita passou de 46% para 63% dos assentos.

Para o banco, essa configuração tende a tornar as condições de governabilidade mais favoráveis para Flávio Bolsonaro caso ele confirme o favoritismo no segundo turno.

A avaliação é que o senador partiria de uma base relevante formada por PL, PP, União Brasil, Republicanos e Novo, facilitando a aprovação de projetos por maioria simples.

Por outro lado, o Goldman Sachs ressalta que uma eventual vitória de Lula encontraria um Congresso mais conservador e potencialmente menos receptivo a políticas de expansão fiscal.

Na visão da Pimco, uma das maiores gestoras de renda fixa do mundo, o novo Congresso reduz um dos principais riscos monitorados pelo mercado: a possibilidade de deterioração persistente das contas públicas.

Segundo Pramol Dhawan, chefe de mercados emergentes da gestora, um Legislativo mais conservador aumenta as chances de uma consolidação fiscal considerada crível nos próximos anos e reduz significativamente o risco de uma política fiscal excessivamente expansionista, independentemente de quem vença o segundo turno.

Essa leitura ajuda a explicar por que investidores passaram a revisar cenários para juros, câmbio e Bolsa logo após a divulgação dos resultados eleitorais.

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A consultoria 4intelligence também alterou seu cenário-base depois da votação. A empresa afirma que o favoritismo anteriormente atribuído à reeleição de Lula foi substituído por um amplo favoritismo de Flávio Bolsonaro e que isso levou o mercado a aumentar as expectativas em relação a um ajuste das contas públicas.

Segundo a consultoria, um eventual governo Bolsonaro teria condições políticas mais favoráveis para implementar mudanças fiscais graças ao crescimento expressivo das bancadas de direita na Câmara e no Senado.

Apesar do otimismo inicial, as análises destacam que o avanço da direita não elimina os obstáculos para o ajuste fiscal.

O próprio Goldman Sachs observa que mudanças constitucionais exigem maioria qualificada de dois terços, o que continuará demandando intensa negociação política.

O banco avalia que partidos de centro continuarão desempenhando papel decisivo e devem exigir espaço no governo, influência sobre verbas orçamentárias e participação em cargos relevantes para apoiar reformas.

Em resumo

O que aconteceu?

O forte rali dos ativos brasileiros após o primeiro turno das eleições não teve só como elemento a vantagem de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. Para analistas e gestores, uma das mudanças mais relevantes para os mercados veio da nova composição do Congresso, que passou a ser vista como potencialmente mais favorável a uma agenda de ajuste fiscal e re

Qual é o ponto principal?

A percepção de que um eventual governo de Flávio Bolsonaro teria uma base legislativa mais ampla foi um dos fatores por trás da reprecificação de ações, dólar e juros observada nos últimos dias.

Quais são os dados mais importantes?

Ainda assim, os analistas ressaltam que um Congresso mais alinhado não elimina os desafios para aprovar mudanças estruturais nem garante uma consolidação fiscal rápida.

Qual é o contexto?

Segundo o Goldman Sachs , a principal alteração estrutural produzida pela eleição foi justamente o avanço da direita e da centro-direita no Legislativo.

Quais são os próximos desdobramentos?

Alta foi amparada pela grande expectativa dos investidores sobre uma alternância de poder

Fontes