Percepção da situação financeira do brasileiro piorou, mostra pesquisa
Levantamento da Ipsos mostra que 27% da população se sente financeiramente confortável; resultado acompanha movimento visto em outros países da América Latina

A percepção dos brasileiros sobre a própria situação financeira piorou ao longo do ano. Apenas 27% da população se considera financeiramente confortável ou em uma situação razoável, segundo o novo Ipsos Cost of Living Monitor 2026.
Os números do levantamento
O percentual representa uma queda de 6 pontos percentuais em relação a setembro de 2025, quando 33% avaliavam positivamente suas condições financeiras.
Ainda de acordo com a pesquisa, 34% dos brasileiros afirmam ter dificuldades para administrar suas finanças, enquanto outros 34% dizem conseguir apenas equilibrar as contas.
O resultado reflete um cenário de preocupação com o custo de vida e de incertezas sobre a evolução dos preços.
Impactos e informações adicionais
O Brasil acompanha uma tendência observada em outros países da América Latina, onde uma parcela significativa da população relata dificuldades financeiras e percebe uma deterioração das condições econômicas.
Na Argentina, 60% dos entrevistados afirmam enfrentar dificuldades financeiras. No Chile, o percentual chega a 50%, seguido por Peru (42%), México (41%) e Colômbia (41%).
O levantamento, realizado em 33 países entre agosto e setembro de 2026, também mostra que, embora a proporção de brasileiros que relatam dificuldades financeiras não tenha aumentado em relação a 2025, houve uma redução de 6 pontos percentuais entre aqueles que avaliam positivamente sua situação, de 33% para 27%.
“Os resultados mostram que a preocupação com o custo de vida vai além da dificuldade imediata de pagar as contas.
A redução na parcela de brasileiros que se consideram financeiramente confortáveis indica uma percepção de maior vulnerabilidade econômica, mesmo entre aqueles que conseguem administrar suas despesas", analisa Diego Pagura, CEO da Ipsos no Brasil.
"Quando essa sensação se combina com a expectativa de aumento dos preços e dos gastos essenciais, cresce também a incerteza em relação ao futuro”.
A pressão sobre o custo de vida continua sendo uma preocupação internacional. Na média dos 33 países analisados, 27% dos entrevistados enfrentam dificuldades financeiras, enquanto 32% afirmam conseguir apenas equilibrar as contas.
Outros 38% consideram sua situação financeira confortável ou razoável.
As diferenças são ainda mais evidentes quando se considera a renda familiar. Entre os entrevistados de menor renda, 38% relatam dificuldades financeiras. O percentual cai para 25% entre aqueles de renda média e chega a 20% entre os de renda mais alta.
A pesquisa também investigou a percepção sobre os fatores responsáveis pelo aumento dos preços. Em média, 76% dos entrevistados consideram que guerras e conflitos internacionais, assim como suas consequências, contribuem para a elevação do custo de vida.
A situação da economia global aparece em seguida, mencionada por 74%, à frente das políticas dos governos nacionais (70%), das taxas de juros (67%) e dos lucros excessivos das empresas (63%).
No Brasil, 72% dos entrevistados apontam as políticas do governo federal como um fator que contribui para o aumento do custo de vida. As guerras e os conflitos internacionais e suas consequências são mencionados por 70%, enquanto 69% citam a situação econômica global.
As expectativas para os próximos meses também refletem a preocupação com o cenário econômico. Entre os entrevistados dos países pesquisados, 68% acreditam que a inflação aumentará.
Além disso, 57% esperam crescimento do desemprego, outros 57% preveem aumento de impostos e 53% acreditam que as taxas de juros subirão.
No Brasil, 61% dos entrevistados esperam uma alta dos juros em 2027. A aceleração da inflação é prevista por 57%, enquanto 55% acreditam que haverá aumento dos impostos.
Apesar das perspectivas econômicas, 38% dos brasileiros acreditam que seu padrão de vida melhorará no próximo ano, enquanto 20% esperam uma piora.
Em resumo
A percepção dos brasileiros sobre a própria situação financeira piorou ao longo do ano. Apenas 27% da população se considera financeiramente confortável ou em uma situação razoável, segundo o novo Ipsos Cost of Living Monitor 2026.
O percentual representa uma queda de 6 pontos percentuais em relação a setembro de 2025, quando 33% avaliavam positivamente suas condições financeiras.
Ainda de acordo com a pesquisa, 34% dos brasileiros afirmam ter dificuldades para administrar suas finanças, enquanto outros 34% dizem conseguir apenas equilibrar as contas. O resultado reflete um cenário de preocupação com o custo de vida e de incertezas sobre a evolução dos preços.
O Brasil acompanha uma tendência observada em outros países da América Latina, onde uma parcela significativa da população relata dificuldades financeiras e percebe uma deterioração das condições econômicas.
Na Argentina, 60% dos entrevistados afirmam enfrentar dificuldades financeiras. No Chile, o percentual chega a 50%, seguido por Peru (42%), México (41%) e Colômbia (41%).