Tecnologia · 2026-10-29 · Redação Notícia ES

Perícia contratada por Vorcaro aponta alterações em celular de ex-banqueiro

Laudo encomendado pela defesa identificou arquivos criados e modificados após a apreensão do aparelho, mas não apontou quem fez as alterações nem concluiu que houve adulteração deliberada

Perícia contratada por Vorcaro aponta alterações em celular de ex-banqueiro
Perícia contratada por Vorcaro aponta alterações em celular de ex-banqueiro

Uma perícia contratada pela defesa de Daniel Vorcaro identificou a criação e a modificação de centenas de arquivos no celular do ex-banqueiro depois que o aparelho foi apreendido pela PF (Polícia Federal) .

Laudo, porém, não diz quem fez as alterações nem

O laudo, porém, não diz quem fez as alterações nem conclui que tenha havido "adulteração deliberada" .

Segundo o documento, 657 arquivos têm registro de modificação em 18 de novembro de 2025 , horas depois da prisão de Vorcaro no Aeroporto Internacional de Guarulhos , quando o telefone já estava com a PF.

Desses, 59 eram bancos de dados. No mesmo dia, foram criados outros 436 arquivos, entre eles 222 de preferências do sistema, 94 imagens HEIC (formato de imagem padrão dos iPhones) e cinco bancos de dados.

Ao ampliar o período de análise, o perito chegou

Ao ampliar o período de análise, o perito chegou a 999 arquivos modificados depois da apreensão . Além dos 657 de 18 de novembro, são dois alterados no dia 23 e 340 com datas entre 13 e 14 de maio de 2026.

Um dos arquivos modificados é o "ChatStorage.sqlite" , principal banco de dados do WhatsApp em aparelhos iOS, que reúne histórico de conversas, chamadas, grupos e informações sobre mídias.

O registro aponta alteração às 1h48min14s de 18 de novembro. Segundos antes, entre 1h48min01s e 1h48min08s, o celular registrou uma conexão pela porta USB, uma das três daquela madrugada.

O relatório lista ainda 207 eventos de tela, 33 ativações da câmera frontal ligadas ao reconhecimento facial e quatro registros de criação ou alteração de senhas durante a custódia da PF.

O perito Marcos Monteiro , contratado pela defesa, faz ressalvas. Segundo ele, os registros não permitem saber quem operou o celular, se houve intervenção humana deliberada nem qual foi a extensão das alterações.

Uma conexão USB, por exemplo, pode ter servido apenas para carregar o aparelho e, sozinha, não comprova transferência de dados.

Monteiro afirma, por outro lado, que a falta de informações sobre a origem dos eventos impede tratá-los como automáticos ou de rotina. De acordo com o laudo, não há registros técnicos que permitam reconstruir o que foi feito no aparelho enquanto ele esteve sob custódia da PF.

A defesa também diz não ter recebido os dados brutos da extração forense. Os advogados tiveram acesso a um relatório em formato UFDR, ao visualizador Cellebrite Reader e a um processamento feito pelo IPED, mas não aos arquivos originais da coleta, conhecidos como UFD ou UFDX.

O laudo aponta ainda falhas na cadeia de custódia, como a falta de documentação completa sobre o rompimento e a troca dos lacres e sobre quem teve posse do celular entre a abordagem de Vorcaro e o envio do aparelho à perícia.

Com base na perícia, a defesa pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) acesso aos dados brutos da extração, aos registros de coleta, aos logs das ferramentas e à documentação completa da cadeia de custódia.

Os advogados dizem que o material é necessário para uma perícia independente, capaz de verificar se os dados apresentados pela investigação correspondem ao que foi extraído do aparelho.

Os advogados também voltaram a pedir que a prisão preventiva seja trocada por medidas cautelares. Argumentam que não seria razoável manter Vorcaro preso enquanto há dúvidas sobre a integridade do que chamam de "prova central" da Operação Compliance Zero.

Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março, quando foi alvo de nova fase da investigação sobre o Banco Master. A prisão foi decretada diante da suspeita de que ele tentava interferir nas apurações.

Ele já havia sido preso em novembro de 2025, em Guarulhos, quando se preparava para viajar a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Uma perícia contratada pela defesa de Daniel Vorcaro identificou a criação e a modificação de centenas de arquivos no celular do ex-banqueiro depois que o aparelho foi apreendido pela PF (Polícia Federal) .

O laudo, porém, não diz quem fez as alterações nem conclui que tenha havido "adulteração deliberada" .

Segundo o documento, 657 arquivos têm registro de modificação em 18 de novembro de 2025 , horas depois da prisão de Vorcaro no Aeroporto Internacional de Guarulhos , quando o telefone já estava com a PF.

Desses, 59 eram bancos de dados. No mesmo dia, foram criados outros 436 arquivos, entre eles 222 de preferências do sistema, 94 imagens HEIC (formato de imagem padrão dos iPhones) e cinco bancos de dados.

Ao ampliar o período de análise, o perito chegou a 999 arquivos modificados depois da apreensão . Além dos 657 de 18 de novembro, são dois alterados no dia 23 e 340 com datas entre 13 e 14 de maio de 2026.

Um dos arquivos modificados é o "ChatStorage.sqlite" , principal banco de dados do WhatsApp em aparelhos iOS, que reúne histórico de conversas, chamadas, grupos e informações sobre mídias.

O registro aponta alteração às 1h48min14s de 18 de novembro. Segundos antes, entre 1h48min01s e 1h48min08s, o celular registrou uma conexão pela porta USB, uma das três daquela madrugada.

O relatório lista ainda 207 eventos de tela, 33 ativações da câmera frontal ligadas ao reconhecimento facial e quatro registros de criação ou alteração de senhas durante a custódia da PF.

O que o laudo não afirma O perito Marcos Monteiro , contratado pela defesa, faz ressalvas.

Segundo ele, os registros não permitem saber quem operou o celular, se houve intervenção humana deliberada nem qual foi a extensão das alterações.

Uma conexão USB, por exemplo, pode ter servido apenas para carregar o aparelho e, sozinha, não comprova transferência de dados.

Monteiro afirma, por outro lado, que a falta de informações sobre a origem dos eventos impede tratá-los como automáticos ou de rotina.

De acordo com o laudo, não há registros técnicos que permitam reconstruir o que foi feito no aparelho enquanto ele esteve sob custódia da PF. A defesa também diz não ter recebido os dados brutos da extração forense.

Os advogados tiveram acesso a um relatório em formato UFDR, ao visualizador Cellebrite Reader e a um processamento feito pelo IPED, mas não aos arquivos originais da coleta, conhecidos como UFD ou UFDX.

O laudo aponta ainda falhas na cadeia de custódia, como a falta de documentação completa sobre o rompimento e a troca dos lacres e sobre quem teve posse do celular entre a abordagem de Vorcaro e o envio do aparelho à perícia.

Defesa volta a pedir liberdade Com base na perícia, a defesa pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) acesso aos dados brutos da extração, aos registros de coleta, aos logs das ferramentas e à documentação completa da cadeia de custódia.

Os advogados dizem que o material é necessário para uma perícia independente, capaz de verificar se os dados apresentados pela investigação correspondem ao que foi extraído do aparelho.

Os advogados também voltaram a pedir que a prisão preventiva seja trocada por medidas cautelares.

Argumentam que não seria razoável manter Vorcaro preso enquanto há dúvidas sobre a integridade do que chamam de "prova central" da Operação Compliance Zero.

Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março, quando foi alvo de nova fase da investigação sobre o Banco Master. A prisão foi decretada diante da suspeita de que ele tentava interferir nas apurações.

Ele já havia sido preso em novembro de 2025, em Guarulhos, quando se preparava para viajar a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Em resumo

O que aconteceu?

Uma perícia contratada pela defesa de Daniel Vorcaro identificou a criação e a modificação de centenas de arquivos no celular do ex-banqueiro depois que o aparelho foi apreendido pela PF (Polícia Federal) . O laudo, porém, não diz quem fez as alterações nem conclui que tenha havido "adulteração deliberada" .

Qual é o ponto principal?

Segundo o documento, 657 arquivos têm registro de modificação em 18 de novembro de 2025 , horas depois da prisão de Vorcaro no Aeroporto Internacional de Guarulhos , quando o telefone já estava com a PF. Desses, 59 eram bancos de dados. No mesmo dia, foram criados outros 436 arquivos, entre eles 222 de preferências do sistema, 94 imagens HEIC (formato de ima

Quais são os dados mais importantes?

Ao ampliar o período de análise, o perito chegou a 999 arquivos modificados depois da apreensão . Além dos 657 de 18 de novembro, são dois alterados no dia 23 e 340 com datas entre 13 e 14 de maio de 2026.

Qual é o contexto?

Um dos arquivos modificados é o "ChatStorage.sqlite" , principal banco de dados do WhatsApp em aparelhos iOS, que reúne histórico de conversas, chamadas, grupos e informações sobre mídias. O registro aponta alteração às 1h48min14s de 18 de novembro. Segundos antes, entre 1h48min01s e 1h48min08s, o celular registrou uma conexão pela porta USB, uma d

Quais são os próximos desdobramentos?

O relatório lista ainda 207 eventos de tela, 33 ativações da câmera frontal ligadas ao reconhecimento facial e quatro registros de criação ou alteração de senhas durante a custódia da PF.

Fontes