Economia · 2026-10-29 · Redação Notícia ES

Petrobras: produção recorde reforça visão para 3T; mercado vê dividendo de US$ 3,6 bi

Avanço do pré-sal e utilização elevada das refinarias devem sustentar mais um trimestre forte da estatal, mesmo com a queda do petróleo no período

Petrobras: produção recorde reforça visão para 3T; mercado vê dividendo de US$ 3,6 bi
Petrobras: produção recorde reforça visão para 3T; mercado vê dividendo de US$ 3,6 bi

A Petrobras ( PETR3 ; PETR4 ) entregou mais um trimestre de forte desempenho operacional, impulsionado pelo avanço da produção no pré-sa l e pela elevada utilização de suas refinarias, reforçando a expectativa de resultados robustos e distribuição bilionária de dividendos no terceiro trimestre de 2026.

Estatal informou produção total de óleo, gás natural e

A estatal informou produção total de óleo, gás natural e líquidos de gás natural de 3,51 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) entre julho e setembro, alta de 5% em relação ao trimestre anterior e de 12% na comparação anual, sendo recorde para a companhia.

A produção de petróleo atingiu 2,83 milhões de barris por dia, também com crescimento de 5% na base trimestral e de 12% em um ano.

O desempenho foi sustentado principalmente pelo ramp-up das plataformas P-78 e P-79, em Búzios, e pela plataforma Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, que atingiu seu pico de produção.

Produção do pré-sal alcançou 2,45 milhões de barris

A produção do pré-sal alcançou 2,45 milhões de barris por dia, um crescimento de 7% frente ao trimestre anterior e de 16% em relação ao mesmo período de 2025.

Para analistas, os números reforçam a visão de que a Petrobras continua surpreendendo positivamente em produção.

“O crescimento da produção continua acima do esperado e abre espaço para novas revisões para cima das estimativas do mercado”, destacaram os analistas do Bradesco BBI.

O banco observa que a produção acumulada nos nove primeiros meses do ano já supera o ponto médio das projeções do próprio plano estratégico da companhia.

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Apesar do forte desempenho operacional, o terceiro trimestre deve refletir o impacto da queda dos preços do petróleo.

Segundo a XP Investimentos, o Brent teve preço médio de US$ 96,8 por barril entre julho e setembro, queda de 8% em relação ao trimestre anterior.

Como consequência, a casa projeta EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de cerca de US$ 17,3 bilhões, abaixo dos US$ 19 bilhões registrados no segundo trimestre.

As projeções do mercado convergem para números semelhantes, com o Bradesco BBI calculando EBITDA entre US$ 17,5 bilhões e US$ 18 bilhões, enquanto o Morgan Stanley estima US$ 17,3 bilhões e o Goldman Sachs vê resultado ligeiramente menor, de US$ 16,6 bilhões.

Parte da produção do trimestre, porém, ainda não deve aparecer integralmente nos resultados. Segundo a companhia, cerca de 140 mil barris por dia estavam em trânsito no encerramento de setembro e devem ser contabilizados apenas no quarto trimestre.

Mesmo com a expectativa de EBITDA menor, os analistas continuam vendo espaço para uma distribuição relevante aos acionistas.

A XP projeta dividendos ordinários de US$ 3,6 bilhões, o equivalente a um dividend yield (dividendo sobre preço da ação) trimestral de 2,6%, enquanto o Bradesco BBI trabalha com aproximadamente US$ 3,5 bilhões.

Já o Goldman Sachs estima cerca de US$ 3 bilhões em proventos ordinários.

A geração de caixa deve ser beneficiada pelo recebimento de parte dos subsídios governamentais aos combustíveis acumulados nos trimestres anteriores, ainda que uma parcela relevante dos créditos permaneça pendente de compensação.

O tom dos relatórios continua construtivo para os próximos meses, com o Bradesco BBI vendo combinação entre maior produção e preços realizados mais favoráveis pode tornar o quarto trimestre ainda mais forte do que o terceiro.

Além dos volumes em trânsito que serão reconhecidos no período seguinte, os analistas destacam a continuidade do ramp-up das plataformas recentemente inauguradas.

O Goldman Sachs também mantém recomendação de compra para a ação, citando execução operacional consistente, potencial de dividendos de até 18% no próximo ano e crescimento da produção acima das expectativas do mercado.

O banco tem preço-alvo de R$ 58,50 para PETR4 e R$ 62,60 para PETR3 .

Já o Morgan Stanley segue com recomendação overweight para os ADRs da companhia e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de crescimento dos ativos do pré-sal. O banco projeta preço-alvo de US$ 31 para os papéis negociados em Nova York.

Assim, embora a queda do Brent deva limitar a comparação com o segundo trimestre nos resultados financeiros, a leitura predominante entre os analistas é que o trimestre confirmou a força operacional da Petrobras e reforçou as expectativas de uma geração robusta de caixa e dividendos nos próximos trimestres.

Em resumo

O que aconteceu?

A Petrobras ( PETR3 ; PETR4 ) entregou mais um trimestre de forte desempenho operacional, impulsionado pelo avanço da produção no pré-sa l e pela elevada utilização de suas refinarias, reforçando a expectativa de resultados robustos e distribuição bilionária de dividendos no terceiro trimestre de 2026.

Qual é o ponto principal?

A estatal informou produção total de óleo, gás natural e líquidos de gás natural de 3,51 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) entre julho e setembro, alta de 5% em relação ao trimestre anterior e de 12% na comparação anual, sendo recorde para a companhia. A produção de petróleo atingiu 2,83 milhões de barris por dia, também com crescimento d

Quais são os dados mais importantes?

O desempenho foi sustentado principalmente pelo ramp-up das plataformas P-78 e P-79, em Búzios, e pela plataforma Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, que atingiu seu pico de produção. A produção do pré-sal alcançou 2,45 milhões de barris por dia, um crescimento de 7% frente ao trimestre anterior e de 16% em relação ao mesmo período de 2025.

Qual é o contexto?

Para analistas, os números reforçam a visão de que a Petrobras continua surpreendendo positivamente em produção. “O crescimento da produção continua acima do esperado e abre espaço para novas revisões para cima das estimativas do mercado”, destacaram os analistas do Bradesco BBI. O banco observa que a produção acumulada nos nove primeiros meses do ano já sup

Quais são os próximos desdobramentos?

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