Economia · 2026-10-20 · Redação Notícia ES

Petrobras supera R$ 800 bi e mira nova valorização

Estatal atingiu valor recorde na bolsa após forte alta das ações em 2026; projeção de banco aponta possibilidade de alcançar R$ 900 bilhões.

Petrobras supera R$ 800 bi e mira nova valorização
Petrobras supera R$ 800 bi e mira nova valorização

A Petrobras chegou a R$ 820 bilhões em valor de mercado na sexta-feira, 16 de outubro, depois de acumular forte valorização em 2026. O avanço levou bancos a revisar projeções para as ações, embora os papéis tenham recuado cerca de 3% no pregão seguinte.

O movimento foi detalhado pelo InfoMoney nesta terça-feira, 20. A Agência Petrobras confirmou que a companhia havia superado R$ 800 bilhões pela primeira vez no fechamento de 14 de outubro, quando as ações preferenciais acumulavam alta próxima de 100% no ano e as ordinárias avançavam aproximadamente 110%.

Até o dia 19, a PETR3 registrava valorização de 109,41%, cotada a R$ 64,54, enquanto a PETR4 subia 99,04%, para R$ 58. O desempenho passado, porém, não assegura nova alta e não elimina riscos relacionados ao preço do petróleo, à política de investimentos e às decisões do controlador.

Produção sustenta projeções dos bancos

O Bradesco BBI manteve recomendação equivalente à compra para as ações preferenciais, com preço-alvo de R$ 62. A análise combinou menor percepção de risco político, produção acima das expectativas e possibilidade de margens de refino mais altas em 2027.

Dados da Agência Nacional do Petróleo citados na apuração indicaram produção de 2,96 milhões de barris por dia em setembro, 1% acima de agosto. A média do terceiro trimestre chegou a 2,89 milhões de barris diários, avanço de 6% sobre o período anterior e acima do consenso de 2,77 milhões.

A Petrobras também informou produção própria de 2,7 milhões de barris de óleo por dia no segundo trimestre, 15% superior à do mesmo período de 2025. No primeiro semestre, o lucro líquido somou R$ 85,1 bilhões, crescimento de 37,6% na comparação anual.

Outro impulso veio de acordos sobre as jazidas compartilhadas de Berbigão e Sururu, na Bacia de Santos. A empresa informou que deverá receber cerca de US$ 859 milhões líquidos das parceiras até novembro de 2026.

Meta bilionária ainda é projeção

O Bank of America estimou que a estatal pode alcançar R$ 900 bilhões em valor de mercado e elevou o preço-alvo das ações ordinárias e preferenciais para R$ 70. O cálculo considera produção maior nos campos do pré-sal e geração de caixa superior à estimada anteriormente.

Na avaliação do banco, reservatórios como Búzios, Tupi e Mero podem manter produtividade elevada por mais tempo. A instituição projetou 2,94 milhões de barris por dia em 2027 e 3,08 milhões em 2028, números acima das referências apresentadas no plano de negócios da companhia.

Itaú BBA e BTG Pactual também mantiveram leitura positiva, apoiada no crescimento da produção, nas margens de refino e no fluxo de caixa. As estimativas variam porque cada banco adota premissas diferentes para petróleo, câmbio, investimentos e distribuição de dividendos.

O patamar de R$ 900 bilhões, portanto, não é um valor já alcançado nem uma garantia. É uma projeção de mercado condicionada ao desempenho operacional, à cotação internacional do Brent e à confiança dos investidores na política corporativa da estatal.

Para o leitor, a distinção central é entre resultado realizado e expectativa: os R$ 820 bilhões correspondem ao recorde observado na bolsa, enquanto os R$ 900 bilhões representam um cenário traçado por analistas. Qualquer decisão de investimento exige avaliação própria de risco e horizonte financeiro.

Em resumo

Qual foi o recorde de valor da Petrobras?

A companhia alcançou R$ 820 bilhões em valor de mercado em 16 de outubro de 2026.

A Petrobras já vale R$ 900 bilhões?

Não. Esse montante é uma projeção do Bank of America, não um valor já registrado.

Quanto as ações subiram em 2026?

Até 19 de outubro, PETR3 acumulava 109,41% e PETR4 avançava 99,04%.

O que sustenta a avaliação positiva?

Produção acima das expectativas, desempenho do pré-sal, margens de refino e geração de caixa aparecem nas análises dos bancos.

A projeção garante nova alta?

Não. O valor das ações depende de riscos operacionais, políticos e das cotações internacionais do petróleo.

Fontes