Segurança Pública · 2026-09-21 · Redação Notícia ES

PF apreende 140 kg de cocaína escondidos no casco de navio no ES

Droga estava em cinco bolsas impermeáveis dentro de uma caixa de mar; embarcação veio de Santos e seguiria para a Itália, segundo a Polícia Federal.

PF apreende 140 kg de cocaína escondidos no casco de navio no ES
Agentes durante a operação que localizou cinco bolsas impermeáveis com cocaína no casco da embarcação. Crédito: Polícia Federal.

A Polícia Federal apreendeu 140 quilos de cocaína escondidos no casco de uma embarcação que estava na área de fundeio do Espírito Santo. A fiscalização ocorreu na quinta-feira, 17 de setembro, após uma análise de risco relacionada ao transporte internacional de drogas. Segundo a corporação, o navio havia chegado do Porto de Santos, em São Paulo, e tinha a Itália como destino.

Policiais federais fizeram uma inspeção subaquática e identificaram sinais de possível manipulação em uma grade de proteção da caixa de mar, compartimento usado para captar água do exterior e atender sistemas da embarcação. No interior foram encontradas cinco bolsas impermeáveis. Somadas, elas continham os 140 quilos informados pela PF.

A droga foi levada para a Superintendência da Polícia Federal no Espírito Santo, onde passará por perícia. A corporação informou que as investigações continuam, mas não anunciou prisões nem identificou suspeitos no comunicado oficial. Também não divulgou o nome do navio, a bandeira, a empresa responsável ou o porto capixaba associado à área de fundeio. Esses pontos permanecem sob apuração.

Compartimento exige inspeção abaixo da linha d'água

A chamada caixa de mar fica ligada ao casco e permite a entrada de água para refrigeração e outros equipamentos. O acesso pelo exterior faz desse tipo de estrutura um esconderijo usado em rotas marítimas clandestinas. A localização do entorpecente, porém, não prova por si só quem colocou as bolsas ali ou se a tripulação tinha conhecimento da carga ilegal.

Relatos de A Gazeta, Folha Vitória, Tribuna Online e ES Hoje reproduziram os dados essenciais fornecidos pela Polícia Federal: origem em Santos, destino italiano, inspeção no casco, cinco volumes impermeáveis e apreensão de 140 quilos. A coincidência entre as publicações e a nota oficial confirma o núcleo factual, mas não acrescenta, até o momento, indicação pública de autoria.

A análise de risco mencionada pela PF é uma etapa de inteligência que cruza rota, histórico, características operacionais e outros sinais antes da inspeção. A corporação não detalhou qual indicador levou os agentes ao navio específico. A preservação dessas técnicas é comum em investigações abertas, mas limita conclusões sobre a rede investigada.

Rota internacional amplia a investigação

O itinerário descrito coloca o caso numa cadeia logística interestadual e internacional. A embarcação saiu de Santos, passou pelo Espírito Santo e seguiria para a Itália. Isso pode exigir cooperação entre unidades da Polícia Federal, autoridades portuárias, Receita Federal e órgãos estrangeiros. A definição dos responsáveis depende de perícia, imagens, registros de acesso, dados de navegação e depoimentos.

A apreensão não deve ser confundida com condenação de tripulantes ou operadores. Em esquemas que usam o casco, mergulhadores podem fixar volumes sem que toda a equipe do navio participe. Em outros casos, integrantes da cadeia logística podem colaborar. Somente a investigação poderá estabelecer qual hipótese corresponde aos fatos e se houve participação de pessoas no Brasil ou no exterior.

O material periciado também pode indicar pureza, embalagem, origem provável e eventuais vínculos com outras apreensões. A pesagem divulgada é o dado oficial inicial. O laudo definitivo poderá confirmar o tipo de substância e registrar amostras para comparação com investigações correlatas.

O que ainda falta esclarecer

Entre as perguntas pendentes estão o ponto exato em que as bolsas foram colocadas, o tempo de permanência no casco, o destino final da droga e a identidade dos envolvidos. O histórico de câmeras e controles de acesso em Santos e no Espírito Santo pode ajudar a reconstruir a movimentação. O sigilo de parte do inquérito, se determinado, pode adiar a divulgação desses resultados.

A próxima etapa anunciada é a perícia, acompanhada da continuidade das diligências. Até que a PF apresente novas informações, o fato confirmado é a apreensão de 140 quilos em cinco bolsas dentro da caixa de mar de um navio que seguiria para a Itália. Não há base pública para atribuir o crime a uma pessoa, empresa ou tripulação específica, e qualquer responsabilização dependerá de prova e do devido processo legal.

Em resumo

Quanto de cocaína foi apreendido no navio no Espírito Santo?

A Polícia Federal informou a apreensão de 140 quilos.

Onde a droga estava escondida?

Em cinco bolsas impermeáveis dentro de uma caixa de mar no casco da embarcação.

Qual era a rota do navio?

Segundo a PF, a embarcação veio do Porto de Santos e seguiria para a Itália.

Houve prisão?

A nota oficial não anunciou prisões nem identificou suspeitos.

O que acontecerá com a droga?

O material foi encaminhado à Superintendência da PF para perícia.

A tripulação foi responsabilizada?

Não há responsabilização pública anunciada; a autoria continua sob investigação.

Fontes