Justiça · 2026-10-28 · Redação Notícia ES

PF avalia pedir bloqueio de bens de Flávio para forçar retorno ao Brasil

Medida já atingiu Willer Tomaz, amigo do senador investigado em suposto esquema com bets

PF avalia pedir bloqueio de bens de Flávio para forçar retorno ao Brasil
PF avalia pedir bloqueio de bens de Flávio para forçar retorno ao Brasil

A Polícia Federal (PF) avalia pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) o bloqueio de bens e valores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para pressioná-lo a voltar ao Brasil.

Flávio deixou o país na noite desta terça-feira, 27,

Flávio deixou o país na noite desta terça-feira, 27, e seguiu para os Estados Unidos, onde o governo de Donald Trump autorizou sua permanência.

O ministro do STF Alexandre de Moraes já aplicou a mesma medida ao empresário e advogado Willer Tomaz, amigo do senador. Ele está nos Estados Unidos desde agosto.

Os dois são investigados por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por meio de plataformas de apostas esportivas, as bets . Moraes é o relator do inquérito.

Na decisão contra Willer, o ministro ordenou a quebra

Na decisão contra Willer, o ministro ordenou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial do advogado. Moraes também determinou o sequestro e a indisponibilidade de bens móveis e imóveis até o limite de R$ 6 bilhões.

A expectativa é que uma medida semelhante seja tomada contra Flávio.

O irmão do senador, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, foi alvo do mesmo tipo de decisão em julho de 2025.

Na ocasião, as investigações apontaram que o ex-presidente Jair Bolsonaro enviava dinheiro ao filho para custear a estadia nos Estados Unidos.

Entre investigadores, a estratégia é conhecida como “asfixia financeira” e tem o objetivo de interromper a suposta prática criminosa.

No domingo 25, logo depois do fim do segundo turno da eleição presidencial, a PF enviou um pedido a Moraes no qual apontava “risco concreto de evasão do território nacional”.

Em vez da prisão preventiva, os investigadores propuseram a entrega dos passaportes de Flávio e a proibição de contato com Willer.

O senador foi intimado na segunda-feira 26, mas não entregou os documentos, que acabaram cancelados pela PF. Com o descumprimento da ordem judicial, os investigadores estudam pedir a prisão de Flávio.

A avaliação interna, no entanto, é que a medida não terá efeito prático, já que o governo Trump autorizou a permanência do senador no país.

Vídeo: Donald Trump confirma que aprovou ida de Flavio aos EUA e diz que Senador estava na Argentina. (Áudio prejudicado pelo motor do Air Force One) https://t.co/37SDRKwByT

Se Moraes decretar a prisão preventiva, o nome de Flávio pode ser incluído na lista vermelha da Interpol. A inclusão não significa detenção automática. Cabe às autoridades do país onde ele está decidir se cumprem ou não a medida.

Deputados do PT protocolaram petições nesta terça-feira para que Moraes inclua Flávio na difusão da Interpol. Os parlamentares também pediram uma manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o caso.

A PF realizou diligências ao longo da terça para rastrear a rota usada pelo senador.

Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio entrou no país vizinho às 22h50, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu (PR).

Cerca de 40 minutos depois, embarcou com a mulher e as duas filhas em um avião particular rumo a Guayaquil, no Equador.

De acordo com pessoas próximas à família, Eduardo articulou a viagem do irmão com autoridades americanas. O ex-deputado mora no Texas, mas foi à Flórida com a mulher e os filhos para buscar Flávio.

O Departamento de Estado confirmou que concederá vistos ao senador e à família dele.

O último aliado a falar com Flávio foi o senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-coordenador da campanha. Por volta das 8h, Marinho recebeu uma mensagem na qual Flávio dizia precisar espairecer. Depois disso, o senador não respondeu mais aos contatos.

Na reunião com aliados e advogados na segunda-feira, Flávio demonstrou medo de ser preso, segundo pessoas presentes. Os interlocutores aconselharam o senador a permanecer no Brasil e a liderar a oposição como herdeiro político do pai.

Flávio havia combinado um encontro com deputados e senadores do PL na próxima terça-feira para organizar mobilizações. O senador, porém, optou por deixar o país.

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Em resumo

O que aconteceu?

A Polícia Federal (PF) avalia pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) o bloqueio de bens e valores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para pressioná-lo a voltar ao Brasil. Flávio deixou o país na noite desta terça-feira, 27, e seguiu para os Estados Unidos, onde o governo de Donald Trump autorizou sua permanência.

Qual é o ponto principal?

O ministro do STF Alexandre de Moraes já aplicou a mesma medida ao empresário e advogado Willer Tomaz, amigo do senador. Ele está nos Estados Unidos desde agosto.

Quais são os dados mais importantes?

Os dois são investigados por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por meio de plataformas de apostas esportivas, as bets . Moraes é o relator do inquérito.

Qual é o contexto?

Na decisão contra Willer, o ministro ordenou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial do advogado. Moraes também determinou o sequestro e a indisponibilidade de bens móveis e imóveis até o limite de R$ 6 bilhões. A expectativa é que uma medida semelhante seja tomada contra Flávio.

Quais são os próximos desdobramentos?

O irmão do senador, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, foi alvo do mesmo tipo de decisão em julho de 2025. Na ocasião, as investigações apontaram que o ex-presidente Jair Bolsonaro enviava dinheiro ao filho para custear a estadia nos Estados Unidos. Entre investigadores, a estratégia é conhecida como “asfixia financeira” e tem o objetivo de interromper a supos

Fontes