PF avalia pedir bloqueio de bens de Flávio para forçar retorno ao Brasil
Medida já atingiu Willer Tomaz, amigo do senador investigado em suposto esquema com bets

A Polícia Federal (PF) avalia pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) o bloqueio de bens e valores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para pressioná-lo a voltar ao Brasil.
Flávio deixou o país na noite desta terça-feira, 27,
Flávio deixou o país na noite desta terça-feira, 27, e seguiu para os Estados Unidos, onde o governo de Donald Trump autorizou sua permanência.
O ministro do STF Alexandre de Moraes já aplicou a mesma medida ao empresário e advogado Willer Tomaz, amigo do senador. Ele está nos Estados Unidos desde agosto.
Os dois são investigados por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por meio de plataformas de apostas esportivas, as bets . Moraes é o relator do inquérito.
Na decisão contra Willer, o ministro ordenou a quebra
Na decisão contra Willer, o ministro ordenou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial do advogado. Moraes também determinou o sequestro e a indisponibilidade de bens móveis e imóveis até o limite de R$ 6 bilhões.
A expectativa é que uma medida semelhante seja tomada contra Flávio.
O irmão do senador, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, foi alvo do mesmo tipo de decisão em julho de 2025.
Na ocasião, as investigações apontaram que o ex-presidente Jair Bolsonaro enviava dinheiro ao filho para custear a estadia nos Estados Unidos.
Entre investigadores, a estratégia é conhecida como “asfixia financeira” e tem o objetivo de interromper a suposta prática criminosa.
No domingo 25, logo depois do fim do segundo turno da eleição presidencial, a PF enviou um pedido a Moraes no qual apontava “risco concreto de evasão do território nacional”.
Em vez da prisão preventiva, os investigadores propuseram a entrega dos passaportes de Flávio e a proibição de contato com Willer.
O senador foi intimado na segunda-feira 26, mas não entregou os documentos, que acabaram cancelados pela PF. Com o descumprimento da ordem judicial, os investigadores estudam pedir a prisão de Flávio.
A avaliação interna, no entanto, é que a medida não terá efeito prático, já que o governo Trump autorizou a permanência do senador no país.
Vídeo: Donald Trump confirma que aprovou ida de Flavio aos EUA e diz que Senador estava na Argentina. (Áudio prejudicado pelo motor do Air Force One) https://t.co/37SDRKwByT
Se Moraes decretar a prisão preventiva, o nome de Flávio pode ser incluído na lista vermelha da Interpol. A inclusão não significa detenção automática. Cabe às autoridades do país onde ele está decidir se cumprem ou não a medida.
Deputados do PT protocolaram petições nesta terça-feira para que Moraes inclua Flávio na difusão da Interpol. Os parlamentares também pediram uma manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre o caso.
A PF realizou diligências ao longo da terça para rastrear a rota usada pelo senador.
Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio entrou no país vizinho às 22h50, pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu (PR).
Cerca de 40 minutos depois, embarcou com a mulher e as duas filhas em um avião particular rumo a Guayaquil, no Equador.
De acordo com pessoas próximas à família, Eduardo articulou a viagem do irmão com autoridades americanas. O ex-deputado mora no Texas, mas foi à Flórida com a mulher e os filhos para buscar Flávio.
O Departamento de Estado confirmou que concederá vistos ao senador e à família dele.
O último aliado a falar com Flávio foi o senador Rogério Marinho (PL-RN), ex-coordenador da campanha. Por volta das 8h, Marinho recebeu uma mensagem na qual Flávio dizia precisar espairecer. Depois disso, o senador não respondeu mais aos contatos.
Na reunião com aliados e advogados na segunda-feira, Flávio demonstrou medo de ser preso, segundo pessoas presentes. Os interlocutores aconselharam o senador a permanecer no Brasil e a liderar a oposição como herdeiro político do pai.
Flávio havia combinado um encontro com deputados e senadores do PL na próxima terça-feira para organizar mobilizações. O senador, porém, optou por deixar o país.
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Em resumo
A Polícia Federal (PF) avalia pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) o bloqueio de bens e valores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para pressioná-lo a voltar ao Brasil. Flávio deixou o país na noite desta terça-feira, 27, e seguiu para os Estados Unidos, onde o governo de Donald Trump autorizou sua permanência.
O ministro do STF Alexandre de Moraes já aplicou a mesma medida ao empresário e advogado Willer Tomaz, amigo do senador. Ele está nos Estados Unidos desde agosto.
Os dois são investigados por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por meio de plataformas de apostas esportivas, as bets . Moraes é o relator do inquérito.
Na decisão contra Willer, o ministro ordenou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial do advogado. Moraes também determinou o sequestro e a indisponibilidade de bens móveis e imóveis até o limite de R$ 6 bilhões. A expectativa é que uma medida semelhante seja tomada contra Flávio.
O irmão do senador, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, foi alvo do mesmo tipo de decisão em julho de 2025. Na ocasião, as investigações apontaram que o ex-presidente Jair Bolsonaro enviava dinheiro ao filho para custear a estadia nos Estados Unidos. Entre investigadores, a estratégia é conhecida como “asfixia financeira” e tem o objetivo de interromper a supos