PF conduz 59 e apreende R$ 383 mil
Balanço parcial das operações eleitorais registra 25 flagrantes, seis inquéritos e ocorrências em 18 unidades da Federação

A Polícia Federal conduziu 59 pessoas por suspeita de crimes eleitorais até as 12h30 deste domingo (4), durante o primeiro turno das eleições de 2026. Do total informado pelas autoridades, 25 casos envolveram situação de flagrante, principalmente por propaganda irregular e suspeita de compra de votos.
A Revista Oeste noticiou o balanço apresentado pela Justiça Eleitoral no início da tarde. Em nota própria, a Polícia Federal detalhou que as operações haviam apreendido R$ 789.828,50 em bens e valores, dos quais R$ 383.627,50 correspondiam a dinheiro em espécie.
As conduções não significam condenação. Cada ocorrência precisa ser documentada, encaminhada à autoridade competente e analisada conforme o tipo de conduta, as provas recolhidas e a legislação eleitoral aplicável.
Balanço separa dinheiro e bens
O valor total divulgado pela PF inclui dinheiro, veículos e outros bens apreendidos durante as ações. Por isso, o montante de R$ 789,8 mil não deve ser apresentado como se fosse integralmente composto por cédulas.
Em espécie, o balanço parcial chegou a R$ 383,6 mil. O número é próximo dos mais de R$ 380 mil informados pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, durante coletiva sobre a votação.
A PF informou ainda a abertura de seis inquéritos policiais e a lavratura de 18 termos circunstanciados. O inquérito é usado quando há necessidade de investigação mais ampla; o termo registra ocorrências de menor potencial ofensivo e pode seguir para análise judicial.
Entre as condutas apuradas aparecem propaganda eleitoral irregular e corrupção eleitoral, categoria que inclui a compra de votos. A classificação inicial ainda pode ser revista conforme depoimentos, perícias e demais elementos reunidos em cada caso.
Ocorrências alcançam dezoito unidades
As ações ocorreram em 17 estados e no Distrito Federal. A lista divulgada inclui Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, São Paulo e Sergipe.
No dia da eleição, a PF atua na prevenção e repressão de crimes que atingem o processo eleitoral. O trabalho envolve cooperação com o Ministério da Justiça, o TSE, forças estaduais e outros órgãos reunidos no centro nacional de coordenação das eleições.
A propaganda eleitoral irregular pode envolver boca de urna, distribuição de material ou outras ações proibidas no período de votação. A compra de votos exige investigação sobre oferta ou entrega de vantagem em troca da escolha do eleitor.
O balanço divulgado no início da tarde era parcial e poderia aumentar até o fechamento das urnas. Quantidades de conduzidos, inquéritos e valores apreendidos dependem da consolidação das ocorrências registradas ao longo do dia.
As apreensões também precisam passar por conferência antes de integrar o resultado definitivo da operação. Dinheiro e bens ficam vinculados aos respectivos procedimentos, preservando a cadeia de custódia e permitindo a análise pela Justiça Eleitoral.
O número nacional oferece uma fotografia da fiscalização durante a votação, mas não indica, sozinho, o resultado dos processos. Responsabilizações só podem ser definidas depois da apuração individual dos fatos e do exercício do direito de defesa.
Em resumo
O balanço parcial registrou 59 pessoas conduzidas até as 12h30 do domingo.
As autoridades informaram 25 situações de flagrante no período contabilizado.
Foram apreendidos R$ 383.627,50 em espécie; o total de bens e valores chegou a R$ 789.828,50.
As principais ocorrências envolvem propaganda eleitoral irregular e suspeita de corrupção eleitoral, como compra de votos.
Não. As ocorrências ainda precisam ser apuradas individualmente, com análise das provas e direito de defesa.