PL amplia bancada e lidera nova Câmara
Partido elegeu 121 deputados federais e terá a maior bancada da legislatura; PT ficou em segundo, com 70 cadeiras.

O PL elegeu 121 deputados federais no domingo, 4, e terá a maior bancada da Câmara a partir de 1º de fevereiro de 2027. O partido avançou 23 cadeiras em comparação com o resultado de 2022, enquanto o PT ficou em segundo lugar, com 70 representantes.
O g1 reuniu os números da nova composição em gráficos e apontou ainda União Brasil com 46 cadeiras, PSD com 43 e PP e Republicanos com 41 cada. O Portal da Câmara dos Deputados confirmou a liderança do PL e a data de início da próxima legislatura; o UOL publicou a mesma distribuição partidária.
Os 121 eleitos dão ao PL 23,6% das 513 vagas. É uma bancada de peso para definir a presidência da Casa, ocupar comissões e negociar a pauta, mas está distante dos 257 votos necessários para formar maioria simples sozinho.
A comparação com 2022 mostra uma concentração maior no topo. O PL passou de 98 para 121 cadeiras. O PT cresceu de 65 para 70, segundo levantamento da Folha de S.Paulo, mas permanece 51 lugares atrás do partido que lidera a nova Câmara.
PL amplia força parlamentar
O tamanho da bancada cria vantagem objetiva na distribuição interna de espaços. Lideranças partidárias usam o número de deputados para negociar presidências de comissões, relatorias e participação na Mesa Diretora. A escolha do presidente da Câmara, contudo, depende de uma coalizão mais ampla.
O resultado também modifica o ponto de partida para votações constitucionais. Uma proposta de emenda à Constituição exige 308 votos em dois turnos. Mesmo somando todos os seus deputados, o PL ainda precisaria buscar outros 187 votos para alcançar esse patamar.
Na classificação ideológica publicada pela Folha, 303 eleitos foram agrupados à direita, 124 à esquerda e 86 ao centro. Essa divisão é uma metodologia editorial do levantamento, não uma regra formal da Câmara. Partidos e deputados podem votar de modo diferente conforme o tema, a liderança e os acordos de cada sessão.
O g1 escolheu apresentar ganhos e perdas por partido, enquanto a Folha destacou a concentração de poder na direita. Os dados centrais são os mesmos: o PL terá a maior bancada isolada, o PT ocupará o segundo lugar e nenhuma sigla alcança sozinha os votos necessários para controlar todas as decisões.
Maioria exige novas alianças
O tamanho de União Brasil, PSD, PP, Republicanos e MDB mantém essas legendas no centro das negociações. Juntas, elas reúnem um contingente capaz de completar ou bloquear maiorias, mas isso não significa voto automático em um único candidato presidencial ou em uma agenda uniforme.
A composição partidária também precisa ser separada da formação de federações e blocos. O PT elegeu 70 deputados, mas sua federação com PCdoB e PV soma 88. União Brasil e PP, embora apareçam separadamente na contagem por sigla, podem coordenar posições em determinadas disputas internas.
O resultado nacional da Câmara não elimina diferenças entre estados. Cada unidade da Federação distribui vagas pelo sistema proporcional, e o desempenho das legendas depende do total de votos, das federações e dos candidatos mais votados em cada lista.
A nova correlação começa a produzir efeitos antes mesmo da posse, porque as bancadas negociam desde já o comando da Casa. Ainda assim, qualquer previsão fechada sobre votações ignora que alianças podem mudar entre a eleição da Mesa, projetos ordinários e propostas de alteração constitucional.
Os números confirmam um avanço do PL e uma Câmara inclinada à direita segundo os levantamentos publicados. A medida real desse poder aparecerá nas coalizões: 121 cadeiras garantem protagonismo, mas as regras da Casa exigem aliados para formar maioria e aprovar mudanças de maior alcance.
Em resumo
O PL, com 121 deputados federais eleitos.
O PT elegeu 70 deputados e terá a segunda maior bancada por partido.
A posse dos deputados está prevista para 1º de fevereiro de 2027.
Não. Seus 121 deputados representam 23,6% das 513 cadeiras.
São necessários 308 votos em dois turnos na Câmara.