PL conquista maior bancada do Senado com 28 cadeiras
Partido elegeu 19 senadores no domingo e, somados os nove mandatos em curso, terá a maior bancada da Casa a partir de fevereiro de 2027.

O Partido Liberal elegeu 19 senadores no primeiro turno realizado no domingo (4) e passará a reunir 28 das 81 cadeiras do Senado a partir de fevereiro de 2027. O resultado dá à legenda a maior bancada da Casa na legislatura que começa no próximo ano.
A Agência Brasil publicou nesta segunda-feira (5) o balanço dos 54 assentos em disputa. O Senado Federal confirmou os números: o PL somará os 19 eleitos aos nove parlamentares que ainda têm mandato, enquanto MDB e PT ficaram, respectivamente, com sete e seis vitórias nas urnas neste ciclo.
A renovação atingiu dois terços da Casa, porque cada estado e o Distrito Federal escolheram dois senadores para mandatos de oito anos. Os outros 27 representantes, eleitos em 2022, permanecem em exercício até 2031 e completam a composição de 81 integrantes.
Mapa eleitoral amplia bancada
O PL conquistou as duas vagas em disputa no Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina. A sigla também elegeu nomes no Acre, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo e Tocantins, formando uma bancada distribuída por todas as regiões.
O MDB obteve sete vagas, com eleitos no Amazonas, Pará, Paraíba, Piauí, Roraima, Sergipe e Tocantins. O PT ganhou os dois assentos da Bahia e mais uma cadeira em Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Na composição projetada para fevereiro, o PT terá nove senadores em exercício e o MDB, oito. PP e Republicanos aparecem com seis cadeiras cada; PSD e União Brasil, com cinco; e o PSB, com quatro. Mudanças partidárias, licenças e suplências ainda podem alterar esse retrato ao longo da legislatura.
A eleição para o Senado é majoritária. Os dois candidatos mais votados em cada unidade da Federação ficam com as vagas, sem quociente eleitoral e sem segundo turno. Por isso, o tamanho da bancada resulta diretamente da capacidade de cada partido de colocar seus nomes entre os dois primeiros em vários estados.
Maioria exige novas alianças
Mesmo com 28 cadeiras, o PL não terá maioria isolada. A aprovação de projetos de lei ordinária exige maioria dos presentes em sessão com quórum, enquanto propostas de emenda à Constituição precisam de 49 votos em dois turnos. Impeachment de ministro do Supremo, tema presente na campanha, exige apoio de dois terços, ou 54 senadores.
A força numérica amplia a influência do partido na escolha da Mesa Diretora, na composição das comissões e na distribuição de relatorias. Ainda assim, decisões relevantes dependerão de acordos com MDB, PP, Republicanos, PSD, União Brasil e outras bancadas.
O novo equilíbrio também muda o ambiente para indicações presidenciais submetidas ao Senado, entre elas nomes para tribunais superiores, agências reguladoras e representações diplomáticas. Sabatinas ocorrem nas comissões e a decisão final passa pelo plenário.
A maior bancada, portanto, dá ao PL poder de agenda e capacidade de bloquear ou construir votações, mas não elimina a negociação. O desempenho eleitoral foi expressivo; transformar cadeiras em decisões exigirá presença, unidade interna e alianças a partir da posse dos eleitos.
Em resumo
O partido elegeu 19 dos 54 senadores escolhidos no primeiro turno.
Com os nove mandatos em curso, o PL passará a ter 28 senadores em fevereiro de 2027.
Foram renovadas 54 das 81 cadeiras do Senado, o equivalente a dois terços da Casa.
Não. Com 28 cadeiras, o partido continuará dependendo de alianças para formar maioria.
Os novos senadores iniciam seus mandatos em fevereiro de 2027.