PM Gisele: Justiça nega pedido de coronel para colocar sigilo em processo
Solicitação alega violação ao direito de imagem após reportagem exibir trechos de interrogatórios, câmeras corporais e laudos periciais

São Paulo — O Tribunal de Justiça de São Paulo ( TJSP ) rejeitou um pedido do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para colocar o processo sobre a morte da esposa , a soldado Gisele Alves Santana , em sigilo .
Na solicitação, a defesa do oficial cita matérias jornalísticas
Na solicitação, a defesa do oficial cita matérias jornalísticas e alega que ele teve o direito de imagem violado.
Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia
Mesmo orientado a aguardar, coronel insiste em acessar
Mesmo orientado a aguardar, coronel insiste em acessar o interior do apartamento
PM Gisele: novos depoimentos podem levar à expulsão de tenente-coronel
No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita
Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele
Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás
Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
Acusado de feminicídio, o tenente-coronel detido no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março, suspeito de assassinar a PM Gisele com um tiro na cabeça . Ele alega que a companheira cometeu suicídio.
Geraldo Neto argumentou que teve os direitos violados devido à exibição de trechos do interrogatório judicial em vestimenta carcerária , imagens de câmeras corporais, áudios da polícia e laudos periciais.
O tenente-coronel ainda pediu que a íntegra do conteúdo dos celulares apreendidos seja incluída no processo, solicitou um levantamento sobre casos de suicídio atendidos pelo Sargento Rodrigues, que atuou no socorro a Gisele, um ofício para investigar eventuais dívidas bancárias de Gisele e um ofício para informar a altura oficial da vítima com base na ficha funcional.
Sobre as matérias jornalísticas, a juíza alegou que a publicação do conteúdo não é vedada e que eventuais excessos devem ser responsabilizados pelas vias ordinárias, sem que isso justifique o ocultamento do processo.
A decisão também afirma que os dados dos celulares foram devidamente extraídos e que eventuais necessidades de contextualização devem ser indicadas.
O levantamento de dívidas bancárias foi recusado sob justificativa de que representa “inadmissível e desnecessária violação da intimidade” da vítima.
“Eventuais pendências financeiras da vítima não guardam nenhuma relação com a autoria ou a materialidade do crime de feminicídio aqui apurado”, entendeu a juíza.
O TJSP acatou os pedidos para informar a altura de Gisele e o levantamento sobre casos de feminicídio com atuação do Sargento Rodrigues.
Em resumo
São Paulo — O Tribunal de Justiça de São Paulo ( TJSP ) rejeitou um pedido do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para colocar o processo sobre a morte da esposa , a soldado Gisele Alves Santana , em sigilo . Na solicitação, a defesa do oficial cita matérias jornalísticas e alega que ele teve o direito de imagem violado.
Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia
Mesmo orientado a aguardar, coronel insiste em acessar o interior do apartamento
PM Gisele: novos depoimentos podem levar à expulsão de tenente-coronel