Justiça · 2026-10-28 · Redação Notícia ES

PM Gisele: Justiça nega pedido de coronel para colocar sigilo em processo

Solicitação alega violação ao direito de imagem após reportagem exibir trechos de interrogatórios, câmeras corporais e laudos periciais

PM Gisele: Justiça nega pedido de coronel para colocar sigilo em processo
PM Gisele: Justiça nega pedido de coronel para colocar sigilo em processo

São Paulo — O Tribunal de Justiça de São Paulo ( TJSP ) rejeitou um pedido do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para colocar o processo sobre a morte da esposa , a soldado Gisele Alves Santana , em sigilo .

Na solicitação, a defesa do oficial cita matérias jornalísticas

Na solicitação, a defesa do oficial cita matérias jornalísticas e alega que ele teve o direito de imagem violado.

Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais

Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia

Mesmo orientado a aguardar, coronel insiste em acessar

Mesmo orientado a aguardar, coronel insiste em acessar o interior do apartamento

PM Gisele: novos depoimentos podem levar à expulsão de tenente-coronel

No mesmo dia em que ela morreu, caso passou a ser investigado como morte suspeita

Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele

Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no Brás

Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiares

Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio

Acusado de feminicídio, o tenente-coronel detido no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março, suspeito de assassinar a PM Gisele com um tiro na cabeça . Ele alega que a companheira cometeu suicídio.

Geraldo Neto argumentou que teve os direitos violados devido à exibição de trechos do interrogatório judicial em vestimenta carcerária , imagens de câmeras corporais, áudios da polícia e laudos periciais.

O tenente-coronel ainda pediu que a íntegra do conteúdo dos celulares apreendidos seja incluída no processo, solicitou um levantamento sobre casos de suicídio atendidos pelo Sargento Rodrigues, que atuou no socorro a Gisele, um ofício para investigar eventuais dívidas bancárias de Gisele e um ofício para informar a altura oficial da vítima com base na ficha funcional.

Sobre as matérias jornalísticas, a juíza alegou que a publicação do conteúdo não é vedada e que eventuais excessos devem ser responsabilizados pelas vias ordinárias, sem que isso justifique o ocultamento do processo.

A decisão também afirma que os dados dos celulares foram devidamente extraídos e que eventuais necessidades de contextualização devem ser indicadas.

O levantamento de dívidas bancárias foi recusado sob justificativa de que representa “inadmissível e desnecessária violação da intimidade” da vítima.

“Eventuais pendências financeiras da vítima não guardam nenhuma relação com a autoria ou a materialidade do crime de feminicídio aqui apurado”, entendeu a juíza.

O TJSP acatou os pedidos para informar a altura de Gisele e o levantamento sobre casos de feminicídio com atuação do Sargento Rodrigues.

Em resumo

O que aconteceu?

São Paulo — O Tribunal de Justiça de São Paulo ( TJSP ) rejeitou um pedido do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para colocar o processo sobre a morte da esposa , a soldado Gisele Alves Santana , em sigilo . Na solicitação, a defesa do oficial cita matérias jornalísticas e alega que ele teve o direito de imagem violado.

Qual é o ponto principal?

Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais

Quais são os dados mais importantes?

Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia

Qual é o contexto?

Mesmo orientado a aguardar, coronel insiste em acessar o interior do apartamento

Quais são os próximos desdobramentos?

PM Gisele: novos depoimentos podem levar à expulsão de tenente-coronel

Fontes