Segurança Pública · 2026-10-21 · Redação Notícia ES

Polícia apura invasão e agressões em igreja de Itu

Quatro adultos invadiram um templo no domingo; um pastor ficou ferido e a autoria ainda não havia sido identificada até a divulgação do caso.

Polícia apura invasão e agressões em igreja de Itu
Polícia apura invasão e agressões em igreja de Itu

A Polícia Civil apura a invasão de uma igreja evangélica no bairro Cidade Nova, em Itu, interior de São Paulo, ocorrida na tarde de domingo, 18 de outubro. Segundo o boletim de ocorrência, quatro adultos entraram no templo, fizeram ameaças e arremessaram cadeiras. Um pastor de 33 anos ficou ferido.

O caso foi divulgado pelo Metrópoles e confirmado pela rádio local FM 90, que identificou o templo como uma congregação da Assembleia de Deus na Avenida da Paz Universal. As duas fontes atribuem os detalhes ao registro policial e informam que os envolvidos fugiram antes da chegada da equipe de segurança.

O grupo era formado por dois homens e duas mulheres. A confusão começou por volta das 17h30, durante um ensaio religioso. A FM 90 informou que havia crianças e adolescentes na atividade, mas não relatou ferimentos entre eles. A redação não publica imagens de menores nem expõe vítimas sem necessidade jornalística.

Boletim registra ameaças e ferimento

De acordo com o relato registrado, os invasores derrubaram cadeiras, agrediram participantes e fizeram ameaças de morte. O pastor tentou intervir e foi atingido no rosto e na cabeça por uma cadeira. Ele procurou atendimento médico depois do episódio e realizou exame de corpo de delito.

Um vídeo gravado dentro do templo mostra o tumulto entre adultos e as cadeiras fora de posição. As imagens ajudam a documentar a ocorrência, mas não permitem identificar com segurança todas as pessoas nem esclarecer quem iniciou cada ação. Por isso, qualquer atribuição de responsabilidade depende da investigação policial.

Os membros da igreja confrontaram o grupo durante a confusão. Os quatro deixaram o local antes da chegada da polícia. Até a noite de quarta-feira, 21, os nomes dos suspeitos não haviam sido divulgados e não havia informação pública sobre prisões.

Autoria permanece sob investigação

A motivação do ataque também não foi esclarecida. O fato de o episódio ter ocorrido dentro de uma igreja não basta, por si só, para classificá-lo como intolerância religiosa. Essa hipótese exige prova de que a agressão foi dirigida à crença, ao culto ou à identidade religiosa das vítimas.

O boletim de ocorrência e o exame de corpo de delito são os pontos de partida da apuração. A Polícia Civil pode analisar o vídeo, ouvir participantes e buscar outras gravações da região. Esses elementos serão necessários para individualizar condutas e verificar os crimes eventualmente praticados.

A preservação da congregação também é parte do problema de segurança. Segundo a rádio local, o espaço é frequentado por idosos, crianças e adolescentes. A liderança demonstrou preocupação com novas ameaças, o que pode justificar reforço de vigilância enquanto o caso não é esclarecido.

Até que os responsáveis sejam identificados e ouvidos, a informação confirmada é limitada: houve invasão, agressões, ameaça e um ferido com atendimento médico. A investigação deverá definir autoria, motivação e enquadramento penal sem transformar imagens de baixa qualidade ou relatos iniciais em condenação antecipada.

Em resumo

O que aconteceu na igreja de Itu?

Quatro adultos invadiram o templo, fizeram ameaças, arremessaram cadeiras e agrediram participantes durante um ensaio.

Quando ocorreu a invasão?

Na tarde de domingo, 18 de outubro, por volta das 17h30.

Houve feridos?

Um pastor de 33 anos foi atingido no rosto e na cabeça, procurou atendimento e fez exame de corpo de delito.

Os suspeitos foram identificados?

Não até a divulgação do caso; o grupo fugiu antes da chegada da polícia.

A motivação religiosa foi confirmada?

Não. A motivação permanece sob investigação e ainda não há base pública para classificar o episódio como intolerância religiosa.

Fontes