Segurança Pública · 2026-10-05 · Redação Notícia ES

Polícia identifica três suspeitos por morte de pastor em Viana

Investigação da DHPP de Viana atribui funções a três homens no ataque de 2024 e ainda busca esclarecer quem ordenou o crime.

Polícia identifica três suspeitos por morte de pastor em Viana
Polícia identifica três suspeitos por morte de pastor em Viana

A Polícia Civil apresentou nesta segunda-feira, 5 de outubro, a conclusão do inquérito sobre o ataque que matou o pastor e pedreiro Tiago Carlotti, de 35 anos, e o ajudante de pedreiro Maciel Oliveira, de 29, em Viana. A investigação identificou três homens como participantes e ainda não apontou quem teria ordenado o crime.

A informação foi publicada por A Gazeta com base na apresentação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Viana. O Portal Tempo Novo confirmou a identificação do trio, enquanto a Tribuna Online havia registrado, no dia do ataque, que Tiago não era apontado como alvo dos atiradores.

O duplo homicídio ocorreu na manhã de 23 de julho de 2024, no bairro Areinha. Tiago e Maciel trabalhavam em uma casa em construção quando homens chegaram em um automóvel e abriram fogo. Um jovem de 24 anos, que estava próximo ao imóvel, também foi atingido, mas sobreviveu.

Investigação reconstrói o ataque

Segundo o inquérito, Maciel era o alvo da ação. A polícia sustenta que o ataque ocorreu durante uma disputa interna ligada ao tráfico de drogas na região e que Tiago tentava ajudar o colega a se afastar desse ambiente. O pastor não tinha antecedentes criminais e desenvolvia ações de auxílio a moradores, conforme o relato do delegado responsável.

A DHPP atribuiu funções distintas a Jefferson França Gonçalves de Souza, Gabriel Lima Pires dos Santos e Arthur Mauricio Pinto. De acordo com os investigadores, Jefferson teria dirigido o Gol branco com placa clonada usado no deslocamento, enquanto Gabriel e Arthur teriam efetuado os disparos. As imputações decorrem do inquérito e ainda estão sujeitas à avaliação judicial.

Depoimentos de testemunhas e relatórios de investigação foram usados para reconstituir a movimentação do grupo. A polícia afirma que os envolvidos descobriram onde Maciel trabalhava e foram ao endereço para matá-lo. Tiago estava no mesmo local e, na linha apresentada pela DHPP, acabou morto por ter presenciado a ação e possivelmente reconhecer os autores.

O sobrevivente relatou que conseguiu escapar ao se jogar por um barranco, mesmo ferido. Esse depoimento, somado aos demais elementos reunidos, ajudou a esclarecer a posição das vítimas e a sequência do ataque. A investigação não atribuiu a ele participação no conflito criminoso apontado como motivação.

Prisões avançam sem mandante

Jefferson já estava preso por outros crimes quando a DHPP representou por uma nova prisão preventiva relacionada ao duplo homicídio. A ordem foi cumprida em 30 de setembro de 2026. Interrogado sobre o caso, ele exerceu o direito de permanecer em silêncio, segundo a apuração divulgada nesta segunda-feira.

Os outros dois homens indicados como executores morreram em janeiro de 2025. Gabriel foi morto em Soteco, Viana, no dia 2 daquele mês; Arthur morreu em Central Carapina, na Serra, no dia 17. A Polícia Civil relaciona essas mortes à mesma disputa entre grupos criminosos, mas essa conclusão também integra a linha investigativa.

O inquérito foi concluído quanto à participação direta atribuída ao trio, porém não identificou o possível mandante. A polícia considera que a execução pode ter dependido da autorização de uma liderança do grupo criminoso, mas declarou não ter reunido provas suficientes para indicar uma pessoa. A responsabilização penal dos envolvidos vivos dependerá do andamento do processo e das decisões da Justiça.

Em resumo

O que a Polícia Civil concluiu?

A DHPP de Viana identificou três homens como participantes do ataque que matou Tiago Carlotti e Maciel Oliveira em julho de 2024.

Quem era o alvo do ataque?

Segundo a investigação, Maciel Oliveira era o alvo; Tiago Carlotti trabalhava na mesma obra e não era procurado pelos atiradores.

Quem foi identificado no inquérito?

A polícia apontou Jefferson França Gonçalves de Souza, Gabriel Lima Pires dos Santos e Arthur Mauricio Pinto, atribuindo a eles funções no deslocamento e na execução.

Há suspeito preso pelo caso?

Jefferson já estava preso por outros crimes e teve uma nova prisão preventiva cumprida em 30 de setembro de 2026 por causa do duplo homicídio.

O mandante foi identificado?

Não. A Polícia Civil disse não ter reunido provas suficientes para indicar quem teria ordenado o ataque.

Fontes